O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

1. Um diagnóstico nunca é agradável, mesmo quando é verdadeiro e se torna necessário. Afinal, para haver cura, tem de se conhecer a doença.

Mas não falta quem opte por ignorar a realidade e adulterar a evidência.

 

2. Há quem não sinta o que diz e não diga o que sente. Também há quem sinta o que não diz e diga o que não sente.

Enfim, há quem não hesite em sacrificar a consciência à conveniência. Mas como dizer que tudo está bem se muita coisa está mal?

 

3. Não adianta esconder. Na era da comunicação, a realidade é sobretudo o que aparece.

E, queiramos ou não, aquilo que aparece gravita em torno de um duplo fenómeno: violência e decadência.

 

4. Todos estamos preocupados. Mas todos nos sentimos como que bloqueados. Que fazer?

Antes de mais, perceber o que está em causa. Se repararmos, a violência consiste na violação de normas e valores. A decadência consiste na ausência de normas e valores.

 

5. Se os valores estão ausentes, é natural que sejam repetidamente violados. Com a agravante de nem sequer se advertir dessa violação.

A inconsciência costuma ser descontraída, o que a torna ainda mais prejudicial.

 

6. A violência agride. A decadência choca. A violência actua contra os outros. A decadência nem sequer pensa no que pensarão os outros.

Na violência, o outro não vale. Na decadência, o outro não conta. É por isso que a violência é imoral e a decadência é amoral.

 

7. Não espanta, assim, que se passe facilmente da decadência à violência e da violência à decadência. O contubérnio entre as duas é demasiado íntimo e totalmente promíscuo.

A violência é a maior manifestação de decadência. E a decadência é uma porta aberta para a violência.

 

8. Quando se alega que há um direito «a sermos humilhados»(!), o que se está a legitimar é um putativo direito a que alguém humilhe alguém.

Será que a humilhação consentida desagrava a humilhação cometida?

 

9. A sociedade tem de ser mais pró-activa, definindo o que é correcto, o que é aceitável e o que será sempre inadmissível.

De uma coisa tenhamos a certeza. Se não oferecermos o positivo, alguém insistirá em oferecer o negativo.

 

10. Não basta continuar a reagir tarde e lentamente. É fundamental agir cedo e rapidamente.

Já perdemos muito tempo. O naufrágio espreita. Mas estou certo de que ainda conseguiremos salvar muitas vidas!

publicado por Theosfera às 09:56

De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

mais sobre mim
pesquisar
 
Fevereiro 2014
D
S
T
Q
Q
S
S

1

2
3
4
5
6
7
8

9




Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro