O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015

1. Afinal, o que será uma «Missa moderna»?
Eis uma pergunta a que, de repente, não soube responder.

 

2. A Missa não é moderna nem antiga.

A Missa é a «presencialização» da oferta que Jesus fez de Si mesmo ao Pai por nós.

 

3. Por isso, a Missa é sempre a mesma. Foi no passado, é no presente e será no futuro.

Com as palavras de cada tempo, ela actualiza o mesmo (e único) mistério.

 

4. Na Santa Missa, a iniciativa é de Jesus Cristo, Palavra e Pão.

As nossas palavras, os nossos cânticos e os nossos gestos funcionam como um leito por onde há-de correr a «água viva» que é Jesus.

 

5. Acontece que, muitas vezes (e com a melhor das intenções), há quem pretenda que a Santa Missa deixe de ser o que é.
Canções da moda que nem sequer falam de Cristo, discursos de circunstância sem a menor relação com a Palavra de Deus ou poses descompostas com largo teor exibicionista e reduzido pudor serão atitudes porventura modernas. Mas serão adequadas para uma celebração eucarística?

 

6. Os espectáculos são actividades respeitáveis, mas têm o seu lugar.
A Santa Missa deve ser vivida como uma festa (embora ela celebre um drama: o drama da Cruz), mas não pode ser transformada num espectáculo.

 

7. Há quem olhe para a Eucaristia como um mero ornamento social. Pessoas que nunca (ou raramente) participam na Eucaristia solicitam uma celebração eucarística a propósito de um ajuntamento, de uma efeméride ou de um qualquer evento festivo.
E, de facto, a Eucaristia fica bem em tudo. Só que nem tudo fica bem na Eucaristia.

 

8. É preciso vivenciar a Eucaristia (a celebração mais sagrada da vida cristã) como ela é e não como nos apraz.
A Santa Missa não pode ser pretexto para promover a nossa imagem. Ela existe para transformar (indelevelmente) a nossa vida.

 

9. Tudo correrá bem quando vivemos as coisas como elas são. E a Eucaristia já foi «inventada» por Cristo.

É Ele o protagonista. É Ele quem mais nos ama, é Ele quem sempre nos chama.

 

10. Disponhamo-nos a escutá-Lo. E não tenhamos a veleidade de O «abafar» ou instrumentalizar.
A simplicidade dos discípulos é o que melhor rima com a humildade do Mestre!

publicado por Theosfera às 10:54

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