O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 24 de Março de 2015
  1. Eis que a manhã anoitece, o brilho escurece, a presença ausenta-se e a vida morre. Enfim, «tudo está consumado»(Jo 19, 30).

De repente, Deus oculta-Se. Ou será que (re)aparece no ocultamento?

 

  1. O certo é que, quando as trevas se fecharam (cf. Mc 15, 33), uma clareira se entreabriu.

Foi aquela morte que fez luz sobre aquela vida. Até um estranho reconhece que Deus está na Cruz (cf. Mc 15, 39).

 

  1. O que — de certo modo — estava velado em vida parece desvelar-se completamente na morte.

Será a escuridão mais luminosa que a luz?

 

  1. O profeta já tinha notado que Deus vive escondido (cf. Is 45, 15). E o mais surpreendente é que nem quando Se revela Ele deixa de Se esconder.

Garantem alguns teólogos que Deus quanto mais Se esconde, mais Se revela e quanto mais Se revela, mais Se esconde.

 

  1. A revelação aproxima o mistério, mas não o elimina. No mundo dos homens, Deus não deixa de ser Deus.

Deus é luz (cf. 1Jo 1, 5). Mas alguém pode dizer que Deus está fora das (nossas) trevas?

 

  1. Não é verdade que andamos às voltas com Deus também na noite, também nas trevas?

Não é verdade que sentimos a Sua presença mesmo quando pressentimos a Sua ausência?

 

  1. No fundo, não é só a manhã que anoitece; a noite também amanhece.

Não é só a presença que se ausenta; a ausência também torna presente. Não é só na vida que se morre; na morte também se (re)vive.

 

  1. Tremenda — e jamais prescrita — é, por conseguinte, a lição da Páscoa.

É preciso baixar à terra para subir da terra (cf. Jo 12, 24). É preciso dar a vida para recuperar a vida (cf. Jo 10, 18).

 

  1. A morte de Cristo é uma morte «morticida», uma morte que mata a morte. Já não vivemos para morrer; morremos para viver.

A morte já não é termo, mas passagem. Já não é fim, mas trânsito. Já não é conclusão, mas viragem. Já não é despedida, mas recomeço.

 

  1. A evidência mostra que a vida conduz à morte. Mas a fé assegura que, em Cristo, até a morte nos reconduz à vida.

Afinal, nem a obscuridade é totalmente carente de luz. E a própria morte pode estar cheia de vida!

publicado por Theosfera às 10:39

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