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Terça-feira, 31 de Março de 2015

A Páscoa traz muita gente à volta da Igreja. São mobilizados os crentes e envolvidos os não crentes.

 

Sucede que esta afirmação de pujança pode (insisto: pode) denunciar um certificado de debilidade.

 

O que atrai mais pessoas não é a liturgia. São as procissões, as tradições.

 

O problema não está no seu valor, que é grande. Está, cada vez mais, no seu enquadramento, que é problemático.

 

É que já não falta quem venda a Semana Santa como um cartaz turístico. E, de facto, há multidões que se arrastam para as localidades onde se promovem acções nesta altura do ano.

 

E não falta mesmo quem já fale de espectáculo!

 

Aqui é que bate o ponto. Um espectáculo implica não só acção, mas também actores e espectadores.

 

Ora, o que se representa, muitas vezes, é apreciado sobretudo pelo seu efeito cénico. Há uma certa distância entre quem representa e quem assiste.

 

E nota-se também uma cada vez maior ausência de espiritualidade, recolhimento.

 

Como agir?

 

É um novo desafio que temos pela frente: vivenciar o momento central da fé ou apostar numa oferta turística de grande consumo?

 

Viver é optar, como dizia Zubiri.

publicado por Theosfera às 09:53

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