O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 15 de Março de 2016
  1. À Semana Santa os antigos já chamavam Semana Pascal.

Na verdade, trata-se de uma autêntica semana pascal: não só porque nos conduz à celebração anual da Páscoa, mas também porque nos convida a «passar» de uma vida centrada em nós a uma vida centrada em Deus e nos irmãos.

 

  1. A antiga liturgia de Milão dava a esta semana o nome de «semana autêntica» por ser a semana que assinala os verdadeiros «trabalhos de Jesus».

E não há dúvida de que, nos «trabalhos» derradeiros como em toda a Sua vida, Jesus recusa tudo o que é falso, mentiroso ou apenas aparente. Jesus vive — e morre — para dar testemunho da verdade (cf. Jo 18, 37).

 

  1. Não admira, portanto, que os cristãos olhassem, desde cedo, para esta semana como uma «semana santa», uma «semana grande» e uma «semana maior».

Tudo o que nela acontece é santo, é grande, é maior. É, por isso, uma semana que não se esgota em sete dias.

 

  1. A «semana maior» há-de tornar-se uma semana sem termo.

Nela ocorrem os acontecimentos que mudaram a história e que hão-de mudar a nossa vida.

 

  1. Esta é também a «semana primeira» que inaugura os tempos últimos, os tempos definitivos em que vivemos.

No Domingo de Ramos, não recordamos apenas a entrada de Jesus em Jerusalém. Nele, procuramos sobretudo dar testemunho público da nossa fé em Jesus Cristo, morto e ressuscitado.

 

  1. Este Domingo também chegou a ser conhecido como «Capitulavium», que significa «lavagem das cabeças».

É que, neste dia, os que iam ser baptizados na Vigília Pascal lavavam solenemente a cabeça numa cerimónia pública.

 

  1. Em Jerusalém, a Procissão dos Ramos começava no Monte das Oliveiras.

Cantavam-se hinos e salmos e faziam-se leituras da Sagrada Escritura.

 

  1. Pelas 17 horas, era lido o Evangelho que descreve a entrada de Jesus em Jerusalém.

Nessa altura, todos, com ramos de oliveira e palmeira, saíam em direcção à cidade, cantando e rezando.

 

  1. A morte de Jesus é uma morte «morticida», uma morte que mata a morte.

Em Jesus, já não vivemos para morrer; morremos para viver.

 

  1. A morte já não é termo, mas passagem. Já não é fim, mas trânsito. Já não é despedida, mas recomeço.

Em Jesus, até a morte está cheia de vida!

publicado por Theosfera às 11:22

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