O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 11 de Outubro de 2016

 

  1. Nunca falamos tanto de felicidade.

E, paradoxalmente, nunca teremos ouvido tantas confissões de infelicidade.

 

  1. Mais que uma aspiração, a felicidade tornou-se quase uma obsessão.

Tanto a queremos obter que até nos esquecemos de percorrer o caminho para a alcançar.

 

  1. Por incrível que pareça, somos infelizes quando começamos por querer ser felizes.

Dá a impressão de que aquilo que nos torna infelizes é, desde logo, o (obsessivo) desejo de ser feliz. Quando um desejo é forte, a frustração costuma ser grande.

 

  1. Não percebemos que a felicidade não vem, magicamente, quando a queremos.

Ela só vem quando a procuramos, quando a descobrimos. É isso o que (nos) falta: procurar a felicidade, descobrir a felicidade.

 

  1. Porque vivemos numa sociedade muito individualista, depreendemos que a felicidade consiste na realização imediata de todos os desejos ou na materialização instantânea de todas as expectativas.

Ainda não compreendemos que a felicidade é uma consequência, não uma causa; um fruto, não uma raiz.

 

  1. Por conseguinte, não vivamos obcecados com a felicidade. Nenhuma obsessão traz qualquer satisfação

Por muito provocatório que possa parecer, há uma recomendação que deveríamos seguir. Se quisermos ser felizes, não comecemos por querer ser felizes.

 

  1. Não é por muito querer a felicidade que somos felizes. Só seremos felizes quando procurarmos a felicidade onde ela se encontra.

Para Jesus, os geradores de felicidade são a pobreza, a compaixão, o empenhamento na justiça, a mansidão, a misericórdia, a paz e a lisura do coração. Ou seja, tudo ao contrário daquilo a que estamos habituados. Mas porque não experimentar?

 

  1. Que cada um comece, então, por querer ser «pobre de espírito» (Mt 5, 3), por chorar com quem chora (cf. Mt 5, 4), por ter «fome e sede de justiça» (Mt 5, 6).

Que cada um queira ser manso, misericordioso, construtor da paz e «limpo de coração» (Mt 5, 7-9).

 

  1. A felicidade não pode ser desligada. Nem solteirizada.

Não é possível ser feliz sem os outros, sobre os outros ou contra os outros.

 

  1. O Mestre tornou bem claro que «há mais felicidade em dar do que em receber» (Act 20, 35).

Em suma, é preciso sair de nós para ver a felicidade entrar em nós!

publicado por Theosfera às 10:00

mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2016
D
S
T
Q
Q
S
S

1

2
3
4
5
6
7
8

9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro