O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 31 de Março de 2015

1. Estamos em plena semana que tem o qualificativo de santa.

É uma semana que nos junta e que nos deve unir. É uma semana que nos faz correr, mas que também nos deve fazer parar. É uma semana que nos envolve no exterior e que nos deve transformar no interior.

 

2. É uma semana em que sentimos próximo o que é mais distante. Na Sexta-Feira Santa assinalamos a morte. Poucas horas depois, festejamos a vida.

Grande lição esta: a morte está aqui; a ressurreição mora já ali. Entre a morte e a vida há uma diferença tão grande e, ao mesmo tempo, uma distância tão pequena!

 

3. Jesus morreu? Jesus morre. Ele está na morte de tantas pessoas, sufocadas no patíbulo desta desumanidade infrene.

É por isso que a Cruz não foi, a Cruz é.

 

4. A fé não é alienante.

Não nos retira da vida. Atira-nos para as profundezas (mais obscuras) do mistério da existência.

 

5. Nesta semana em que somos confrontados com a dor do mundo na dor do Filho de Deus, fique a baloiçar em nós a palavra de Dietrich Bonhoeffer: «O Homem está chamado a sofrer com Deus no sofrimento que o mundo sem Deus inflige a Deus».

Em Cristo, Deus sofre connosco, em nós. Mesmo que não O sintamos.

 

6. Na visita pascal, iremos anunciar a ressurreição transportando o Crucificado.

Parece uma contradição. Mas é a verdade. E faz todo o sentido.

 

7. Antes de mais, é muito difícil figurar um corpo ressuscitado. Nem os discípulos reconheceram Jesus: era o mesmo mas com uma configuração diferente.

Depois, porque o que ressuscita é o mesmo que morre; o que volta à vida é o mesmo que dá a vida. Se não morresse, não ressuscitaria.

 

8. Não é, pois, em vão que Jürgen Moltmann usa expressões como «ressurreição do Crucificado» e «cruz do Ressuscitado».

O mistério de Cristo é sempre global, não se pode segmentar ou clivar. Jesus integra a glória no sofrimento e eleva o sofrimento à glória.

 

9. Eis, por conseguinte, a maior fonte de esperança para quem sofre: Ele sofre connosco, nós sofremos com Ele.

E n’Ele podemos vencer o sofrimento e a própria morte.

 

10. A Páscoa vai chegar ao tempo. Que ela chegue à vida.

À vida de cada um. À vida da humanidade inteira!

publicado por Theosfera às 09:14

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