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Terça-feira, 05 de Setembro de 2017
  1. A Procissão de Nossa Senhora dos Remédios não é a única com bois.

Mas talvez seja uma das poucas a ter autorização para incluir bois.

 

  1. Desde que começou, nunca os bois dispensou.

Sabemos que estiveram na primeira Procissão (em 1894) por causa de um desentendimento com o decorador dos carros e «dos arreios dos bois». Este queria receber 20 mil réis. Mas a Irmandade só lhe entregou metade.

 

  1. Foi em 1925 que a presença dos bois esteve em perigo.
  2. Agostinho de Jesus e Sousa, cumprindo orientações dimanadas da Santa Sé, emitiu um decreto em que proibia «os bois nas procissões».

 

  1. A Irmandade ficou apreensiva e toda a cidade terá entrado em alvoroço.

É neste entretanto que emerge a figura do Dr. Alfredo de Sousa. É a sua sugestão que vai «salvar» a Procissão.

 

  1. Entre uma estrita obediência à lei e uma indesejável violação da lei, alvitra uma terceira via.

Porque não investir na alteração da lei ou, pelo menos, numa excepção à lei?

 

  1. Ao Bispo de Lamego faz chegar a seguinte proposta: «Apesar de os católicos deverem respeitar as leis da Igreja, esta também pode modificar as suas leis por meio de uma portaria».

«Peça-se à Santa Sé esse rescrito, alegando costume antiquíssimo e dificuldade de transporte por causa de os andores serem muito pesados».

 

  1. É claro que a invocação de um «costume antiquíssimo» constitui uma hiperbolização da linguagem para tornar o argumento mais convincente.

Em 1925, a Procissão contava 31 anos (começou, de forma regular, em 1894) e 28 edições (não saiu em 1899, 1909 e 1912).

 

  1. O pedido seguiu para Roma em nome da Irmandade: não através do Juiz que estava em funções, Joaquim Rodrigues dos Santos, mas pela mão do Juiz eleito, Padre Avelino Monteiro.

O destinatário era o Papa Pio XI e o texto era acompanhado de uma carta de recomendação de D. Agostinho de Jesus e Sousa.

 

  1. No dia 27 de Abril de 1925, foi remetida a esperada resposta.

Era assinada pelo Prefeito (Cardeal Antonio Vico) e pelo Secretário (D. Alexandre Verde) da Sagrada Congregação dos Ritos.

 

  1. Atendendo às circunstâncias particulares expostas na petição, a Santa Sé acedeu às preces lamecenses.

E os bois, com todo o esmero e dedicação, continuaram a integrar a Procissão!

publicado por Theosfera às 11:23

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