O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 12 de Junho de 2018
  1. Na semana em que começa o Mundial, o centro da informação continua a ser o que se passa no futebol nacional.

A situação de um dos maiores clubes portugueses está a revelar-se um verdadeiro — e muito preocupante — «case study».


  1. Intermináveis rios de tinta e ilimitadas horas de conversa são gastas a escalpelizar o problema.

Não falta quem aponte saídas. Mas quem se mostra capaz de implementar uma solução?


  1. Como se pode mobilizar um grupo quando se cavam divisões no seu seio?

Quando o adversário está fora, o grupo une-se e motiva-se. Já quando os atritos surgem dentro, o grupo divide-se e desagrega-se. Como chegar ao êxito assim?


  1. Se as pressões são sempre inibidoras e as acusações afectam o rendimento, o que dizer da violência física?

Ninguém se espanta com a acção de muitos adeptos. O que surpreende muitos é a reacção de alguns dirigentes.


  1. Um dirigente não deixa de ser adepto, mas não pode ter atitudes de um simples adepto. Dele se espera um acréscimo de autodomínio e comedimento.

As massas já não se destacam pela moderação. Porquê excitá-las ainda mais?


  1. É natural que, como qualquer adepto, um dirigente se alegre com as vitórias e se angustie com as derrotas.

Mas tem de se conter no momento dos festejos e no rescaldo dos insucessos.


  1. É sabido que, nessas alturas, as emoções costumam estar pouco controladas.

É por isso que um dirigente deve ser, não um inflamador de ânimos, mas um amortecedor de tensões.


  1. Acontece que há dirigentes que não são apenas o reflexo dos adeptos dos seus clubes, sendo também o espelho das mutações sociais.

Há quem não lide pacificamente com a contrariedade. Há quem não tenha paciência para com as falhas. E há quem reaja destemperadamente às adversidades.


  1. Não admira pois que, apesar das ondas de contestação, sejam muitos os adeptos a defender lideranças intempestivas.

Quando não celebram a conquista de títulos, «aclamam» os líderes pelas suas reacções aos fracassos.


  1. Daí que o «presidente-adepto» seja igualmente um «presidente repto». Há quem não aceite determinado presidente no clube. Mas também há quem não imagine o clube sem tal presidente.

Quem vai levar a melhor? O clube do presidente ou o presidente do clube?

publicado por Theosfera às 11:02

mais sobre mim
pesquisar
 
Junho 2018
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9



25
26
27
28
29
30


Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
contador
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro