O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 10 de Abril de 2018

 

 

  1. Nunca devemos agredir ninguém. Muito menos, aqueles que fazem o bem.

Acontece que, por uma psicopatia que só as profundezas mais inacessíveis explicarão, há quem agrida mais facilmente quem faz o bem do que quem pratica o mal.


  1. Basta olhar para Jesus, que passou «fazendo o bem» (Act 10, 38). Mas foi precisamente por causa do bem que sofreu tanto mal.

Antes de ser morto, foi julgado, vexado e barbaramente agredido.


  1. Cuspiram no Seu rosto, deram-Lhe bofetadas (cf. Mc 14, 65) e flagelaram-No (cf. Mc 15, 15).

Não satisfeitos, puseram-Lhe uma coroa de espinhos e bateram-Lhe com uma cana (cf. Mc 15, 18).


  1. Jesus não deixou de mostrar a Sua perplexidade.

Ainda no decurso do julgamento, confrontou quem O maltratava: «Se falei mal, mostra onde está o mal; mas, se falei bem, porque Me bates?» (Jo 18, 23)


  1. Já anteriormente, fora alvo de tentativas de apedrejamento (cf. Jo 8, 59; 10, 31).

Havia quem não suportasse o que Jesus fazia. Mas Ele teve o desassombro de apontar o motivo. Era pelas «boas obras» realizadas que as pedras Lhe eram atiradas (cf. Jo 10, 32).


  1. É claro que não faltou quem ripostasse a Jesus alegando que não era pelas Suas «boas obras» que O queriam apedrejar (cf. Jo 10, 33).

O supremo desaforo da astúcia é trocar o bem pelo mal, não faltando sequer o topete de chamar mal ao próprio bem.


  1. Como sucede a quem ama o feio (bonito lhe parece), também quem está encharcado no mal acaba por tomar o mal como seu único bem.

É uma espécie de «Síndrome de Estocolmo» moral. O contacto prolongado com o mal leva, muitas vezes, a ficar contaminado pelo mal, tingindo-o com «tintas» de bem.


  1. Os tempos que correm continuam a ser férteis em «apedrejamentos» gratuitos.

Há quem se esmere em «atirar pedras» pelo bem que se espalha e pela bondade que se semeia.


  1. As redes sociais estão cheias de sonoras «pedradas digitais».

Assim sendo, devíamo-nos preocupar não só com a protecção dos nossos dados, mas sobretudo com a dignidade dos nossos actos.


  1. Estanquemos, de vez, as enxurradas do mal.

E paremos de «atirar pedras» aos que ainda vão inundando o mundo com torrentes de bondade, de verdade e de beleza. Afinal, porque é que o bem irrita tanto?

publicado por Theosfera às 10:35

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