O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 27 de Setembro de 2016
  1. Renovar não é só acrescentar coisas novas. É, desde logo, manter viva a novidade.

Neste sentido, renovar não é, necessariamente, alterar. Renovar é, antes de mais, tentar ser sempre novo.

 

  1. Renovador não é quem deixa de ser o que sempre foi.

Renovador é quem procura ser o que sempre foi com igual entusiasmo e — se possível — maior vigor.

 

  1. A renovação não consiste em ter outra identidade, mas em fortalecer a identidade que se tem.

Um organismo não se renova quando prescinde de ser o que é, mas quando continua a ser o que é sem se desgastar.

 

  1. A Igreja convive com esta preocupação: ser sempre a mesma, sem deixar de ser nova.

O seu peregrinar pelo mundo nunca foi visto como motivo de desgaste, mas como factor de renovação.

 

  1. Deus não quer que a Igreja envelheça com os anos, mas que se renove com o tempo.

Daí que, na sua obra «O Pastor», Hermas apresente a Igreja primeiro como uma senhora idosa e depois como uma mulher jovem.

 

  1. Isto significa que a Igreja é chamada não só a não envelhecer nunca, mas a renovar-se cada vez mais.

Tal renovação, como defende aquele texto, ocorre através da ascese, do inconformismo, da conversão.

 

  1. Os «sinais dos tempos» não reclamam uma proposta diferente, mas a proposta de sempre, apresentada de uma forma renovada.

Aliás, que temos nós para oferecer senão o Cristo de sempre (cf. Heb 13, 8)?

 

  1. A Igreja renova-se não pela cedência às novidades de cada época, mas pela fidelidade à novidade que ela transporta.

São João XXIII percebeu notavelmente tudo isto quando convocou o Concílio Vaticano II.

 

  1. Para o Papa Bom, o mais importante é que «o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz».

Com esse propósito, é necessário que esta doutrina, «que deve ser fielmente respeitada, seja exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo».

 

  1. O que, em todos os momentos, nos há-de nortear é, pois, uma indispensável «hermenêutica da fidelidade».

Para a Igreja, o homem é o caminho, mas só Deus é o centro. Assim sendo, a Igreja terá de ser simultaneamente «antropovertida» e «teocentrada». Isto é, voltada para o homem e centrada (sempre) em Deus!

publicado por Theosfera às 10:28

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