O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Eis um dos argumentos mais recorrentes, que arruma discussões depositando-as no armazém do «politicamente correcto».

É um dos lugares-comuns que mais tributo presta ao pensamento fútil.

Dizer que «os tempos são outros» constitui uma afirmação redundante em relação ao passado, estéril em relação ao presente e perigosa em relação ao futuro.

De facto, não adianta dizer que «os tempos são outros». É uma evidência. Cada dia é outro relativamente ao anterior. O mesmo se passa com os meses, com os anos, com os séculos, com as épocas.

Acontece que, no fundo, esta afirmação torna-se estéril em relação ao presente. Afinal, dizer que «os tempos são outros» leva a que não se questione nem se pretenda mudar o presente. Dizemos que «os tempos são outros» e não pensamos, limitamo-nos a deixar andar.

E é assim que comprometemos o futuro. Somos meros espectadores da história? Estaremo-nos a demitir de participar na (re)construção da história?

publicado por Theosfera às 23:05

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