O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016
  1. Se quisermos (re)encontrar o afecto em estado puro olhemos para a nossa Mãe. Edmondo Amicis notou: «Se fosse possível descobrir o primeiro e verdadeiro germe de todos os afectos elevados e de todas as acções honestas e generosas de que nos orgulhamos, encontrá-lo-íamos quase sempre no coração da nossa Mãe».

Pela nossa Mãe, podemos entrever um vislumbre do grande, do imenso, amor de Deus, do amor que é Deus. Se a nossa Mãe nos ama assim, como não nos há-de amar Deus?

 

  1. A amnésia é preocupante. Mas a hipertimésia também não é saudável. Esquecer tudo não entusiasma. Mas lembrar tudo também não empolga.

Há coisas que gostaríamos de recordar. E há coisas que daríamos tudo para esquecer. Mas são precisamente essas — quais intrusas! — que estão sempre a reaparecer.

 

  1. O homem nunca deveria perder a pureza da infância. Mas a juventude, que lhe sucede, propende a extingui-la. O jovem não gosta de ser visto como criança. Costuma abastecer-se de astúcia. Geralmente, é tarde, muito tarde, que se redescobre o quão importante é nunca deixar de ser puro, autêntico, veraz.

Sem pureza e rectidão, a sabedoria transforma-se num instrumento de dominação. Faz falta — oh se não faz! — a sabedoria dos puros e a pureza dos sábios. Não matemos a criança que já fomos. E que nunca deveríamos deixar de ser.

 

  1. Karl Kraus: «O vício e a virtude são parentes como o carvão e o diamante».

O que é mais distante acaba por tornar-se muito próximo. Passamos entre um e outro com muita frequência.

 

  1. Nem todo o virtuoso deixa de cair em algum vício. Nem todo o viciado deixa de ter algumas virtudes.

Às vezes, não sabemos o esforço que muitos fazem para deixar o vício. E isso já é uma enorme virtude.

 

  1. Temos autonomia. Podemos caminhar por nós. Mas, sendo autónomos, também somos interdependentes. Somos chamados a caminhar com os outros.

Eis o que nos chega da sabedoria antiga: «Somos interdependentes: não devemos desprezar-nos uns aos outros». O desprezo não eleva ninguém.

 

  1. Os maiores problemas da humanidade gravitam em torno da posse. As mais violentas disputas giram à volta da propriedade.

Mas, pensando bem, todos nós acabamos por laborar numa ilusão. Porquê tanta insistência no que é nosso se nem nós somos nossos?

 

  1. Santo Agostinho, que nasceu em 354, já perguntava: «Que coisa há mais tua que tu mesmo? E que coisa há menos tua que tu próprio?».

Por sua vez, S. Paulino de Nola, que nasceu um ano depois de Santo Agostinho, questiona: «Que poderemos considerar como nosso se nós mesmos não somos nossos?»

 

  1. O conhecimento não pode estacionar. Ele emerge em alguém, mas destina-se a todos.

Já dizia Winston Churchill: «Se você possui conhecimento, deixe os outros acenderem as suas velas com ele». O conhecimento tem uma nascente. Nunca saberemos onde se encontra a foz.

 

  1. Para Demócrito, «a verdadeira formosura e o ornamento mais precioso é falar pouco e ponderadamente».

Eis um bom conselho para estes tempos de ruído infrene e turbulência constante!

publicado por Theosfera às 11:04

De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

mais sobre mim
pesquisar
 
Janeiro 2016
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9






Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro