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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014
  1. O primeiro passo do evangelizador não é evangelizar.

Evangelizar há-de ser o segundo passo. O primeiro passo do evangelizador é deixar-se evangelizar.

 

  1. Como pode evangelizar quem não está evangelizado? Como pode evangelizar quem não se deixa evangelizar?

Mas como poderá deixar-se evangelizar quem pensa que já está evangelizado? Só está em condições de evangelizar quem se deixa evangelizar.

 

  1. Como muito bem explica D. António Couto, o problema da evangelização «não reside nos destinatários».

O problema maior «reside no sujeito evangelizador que, para o ser, terá também de ser fruto de evangelização».

 

  1. É aqui que radicará, basicamente, a novidade de uma Nova Evangelização, passe a redundância.

Será que toda a evangelização sabe a Evangelho? Sem oração, haverá evangelização? Sem formação, haverá evangelização? Sem profecia, haverá evangelização?

 

  1. Não basta ir a todos os lugares. Não é suficiente chegar a todas as pessoas.

É preciso ir a toda a parte com o Evangelho. É urgente chegar a toda a gente com o Evangelho. A chegada do evangelizador tem de ser a chegada do Evangelho. Para isso, o evangelizador também tem de ser evangelizado.

 

  1. É por este motivo que — lembra de novo D. António Couto — «o sacramento da Penitência ou da Reconciliação é o sacramento-chave da Nova Evangelização».

Só pode ajudar a converter a Cristo quem se deixa converter por Cristo. Daí que o sacramento da Confissão, que nos vem do passado, esteja longe de estar ultrapassado.

 

  1. Em linha com as origens, somos convidados a constituir, segundo a sugestiva linguagem do senhor Bispo, uma «Igreja da anunciação» e uma «Igreja da fidelidade».

No fundo, do que se trata é de renovar a fidelidade no anúncio do Senhor Jesus.

 

  1. A missão tem de ser alentada — e alimentada — pela oração.

Só assim o evangelizador será um seguidor de Cristo e um servidor em Cristo.

 

  1. Voltando às iluminadoras expressões de D. António Couto, diria que é urgente implementar uma «evangelização non-stop»: sem pausas, sem recuos e «sem andaimes».

A evangelização existe para assegurar a todo o ser humano que Deus o ama.

 

  1. O mundo tem de saber que Deus é o maior investidor na felicidade do homem. Ele apostou o melhor que tinha — o próprio Filho (cf. Jo 3, 16) — na felicidade de todos os homens.

Evangelizar é felicitar. É semear felicidade.

 

publicado por Theosfera às 09:32

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