O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 20 de Setembro de 2016

 

 

  1. Nestes tempos de consumo imparável e desgaste vertiginoso, até as palavras parecem estar em saldo. E a soldo das últimas modas.

Há palavras que já não dizem. Há palavras que pouco valem. Só cansam.

 

  1. À força de as repetirmos até à exaustão, há palavras que estagnam nos lábios. Não advertimos a sua raiz. Nem tão-pouco reparamos na sua real significação.

Há certas palavras que não passam de chavões, funcionando como travões para a discussão. Nada se avança com elas.

 

  1. Os verdadeiros arautos do progresso já devem estar saturados de algum progressismo.

De facto, há um progressismo que paralisa e enquista. Há um progressismo que não é progressivo. Enfim, há um progressismo que não progride.

 

  1. Tal progressismo acaba por bloquear tanto o progresso como o mais empedernido conservadorismo.

Pode até ser mais prejudicial. O conservadorismo não ousa, mas pelo menos mantém. Pelo contrário, algum progressismo dissolve, esvazia.

 

  1. E é assim que, numa guinada paradoxal, o progressismo pode tornar-se mais conservador que o próprio conservadorismo.

Além de não levar para melhor, arrisca-se a fazer-nos recuar até ao nada.

 

  1. É justo que se reconheça o importante papel que o progressismo é capaz de desempenhar: questionar e mudar.

Falta, porém, perceber que nem sempre mudar equivale a melhorar. E, por vezes, alterar é facilmente confundido com adulterar.

 

  1. Acresce que há mudanças que acontecem onde não deviam acontecer e não ocorrem onde deviam ocorrer.

O que urge mudar é a vida, a nossa vida.

 

  1. Os primeiros cristãos eram muitos ciosos no apelo à mudança de vida. Faziam, entretanto, coexistir tal apelo à mudança com um forte empenho na conservação da mensagem.

Uma vez que Cristo é sempre o mesmo (cf. Heb 13, 8), é a novidade por Ele trazida que deve ser vivida.

 

  1. Nenhuma inovação é mais renovadora que a novidade oferecida por Cristo.

Daí que, já no século III, o Papa Estêvão I tenha defendido que «nada de novo seja introduzido a não ser aquilo que (nos) foi transmitido» (nihil innovetur nisi quod traditum est).

 

  1. Alterar a novidade que nos foi entregue não seria progressivo, mas profundamente regressivo. Nunca esqueçamos isto: ninguém é mais renovador que Jesus Cristo.

Assim sendo, o que tem de mudar não é a Sua proposta; é a nossa resposta!

publicado por Theosfera às 11:19

De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

mais sobre mim
pesquisar
 
Setembro 2016
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro