O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 06 de Outubro de 2015
  1. Será que, como alerta Armando Matteo, «a nova geração está a aprender a viver sem Deus e sem a Igreja»?

De facto, o problema hoje não está na contestação, mas na indiferença.

 

  1. Muitas pessoas já não se afirmam contra Deus ou contra a Igreja. Optam, simplesmente, por se posicionar sem Deus e sem a Igreja.

Não se perderam as referências ao divino. Parece tão-somente que deixou de haver disponibilidade para Deus.

 

  1. As prioridades passaram a ser outras. Como notou Armando Matteo, dá a impressão de que já não temos «antenas para Deus».

Isto não acontece apenas lá fora. Até em Igreja corremos o risco de viver longe de Deus.

 

  1. É certo que as grandes concentrações conseguem reacender algum alento.

Só que tais concentrações costumam ter muito impacto, mas pouco efeito. Definitivamente, não são as multidões que fidelizam os corações.

 

  1. Há quem não falte aos eventos de determinados dias, mas pareça faltar à vivência contínua de cada dia.

É, portanto, pertinente interpelar as pessoas. Mas temos de questionar também o nosso trabalho com as pessoas.

 

  1. Como estamos a enfrentar a «debandada» de que fala o Papa Francisco? Já nos apercebemos de que nem sempre o Cristianismo sabe a Cristo?

Às vezes, há mesmo um Cristianismo em que praticamente não se fala de Cristo.

 

  1. Assim sendo, será que as pessoas se afastam de Cristo? Ou não estarão, antes, a afastar-se de um Cristianismo com pouco Cristo?

A proposta de Cristo convence. O que nem sempre convence é a nossa proposta sobre Cristo.

 

  1. É por isso que não basta «cristianizar». É necessário — e cada vez mais urgente — «cristificar».

Não chega pertencer ao Cristianismo. É imperioso, antes de mais e acima de tudo, querer pertencer a Cristo.

 

  1. O «cristão» tem de ser «crístico». Tem de respirar Cristo. Tem de estar inteiramente «tatuado» por Jesus Cristo.

Resta-nos, pois, um caminho: voltar a Cristo, à Sua pessoa, à Sua mensagem, a toda a Sua vida.

 

  1. Não hesitemos em pôr as pessoas em contacto com Cristo. Não tenhamos medo de lhes oferecer mais «cristificação»: mais oração, mais reconciliação e mais missão.

É indispensável sair para que ninguém saia. Só uma «Igreja em saída» evitará a saída da Igreja!

publicado por Theosfera às 10:49

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