O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 06 de Fevereiro de 2018
  1. Com fina ironia — mas não pouca pertinência —, Rainer Maria Rilke considerava mais prósperas as associações que «não sabem o que fazer».

De facto, o nosso problema pode não estar só no que não sabemos; pode estar também no que presumimos saber.


  1. A nossa tendência é — quase instintivamente — para agir em função do tempo em que vivemos e dos ambientes em que nos encontramos.

Não deveria ser nossa prioridade agir em nome do Jesus que nos envia e do Evangelho que levamos?


  1. É normal que procuremos conhecer a nossa época bem como as pessoas que nela vivem.

Mas não será urgente propor-lhes que façam a experiência de Deus a partir do Evangelho de Jesus?


  1. Dá a impressão de que nos acomodamos mais às circunstâncias do presente do que à força das origens.

Parece que nos vamos resignando à realidade em vez de nos lançarmos à missão difícil (mas não impossível) de «fazer discípulos» (cf. Mt 28, 19).


  1. É importante, sem dúvida, saber onde se está. Mas não será igualmente necessário saber de onde se vem?

É bom não esquecer que o nosso ser cristão provém do imperativo de fazer discípulos. É um imperativo que nunca prescreve, sendo válido até ao fim dos tempos.


  1. Nos tempos que correm, há um excesso de programação e um repetido défice de ousadia.

Em devido tempo, fomos avisados — entre outros, por Edgar Morin — de que cada progresso acarreta sempre algum retrocesso.

  1. Assim sendo, não terá chegado o momento de apurar os eventuais retrocessos provocados por tanto progresso?

É indiscutível que fazemos muito. Mas será que temos avançado bastante?


  1. Levemos o Evangelho de Jesus e anunciemos o Jesus do Evangelho.

Não nos preocupemos com grandes acções laterais. Ocupemo-nos sempre com a aposta central: Jesus.


  1. Não nos esqueçamos de que o evangelizador também precisa de ser evangelizado.

Neste sentido, empreendamos sempre um caminho de aprendizagem e de escuta. Disponhamo-nos a aprender com o Deus do Povo e a escutar o Povo de Deus.


  1. Nos nossos investimentos evangelizadores, não nos apresentemos munidos de certezas prévias ou com diagnósticos (supostamente) seguros.

Abramos também um espaço à surpresa. E deixemos que, através de nós, Deus faça as Suas maravilhas!

publicado por Theosfera às 10:07

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