O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 23 de Junho de 2015

 

  1. É vontade expressa de Jesus que os Seus seguidores estejam no mundo (cf. Mc 16, 15), mas sem pertencer ao mundo (cf. Jo 15, 19).

Neste sentido, o melhor serviço que prestam ao mundo não é repetir o que se ouve, mas propor o que (ainda) não se vê.

 

  1. Não se trata de ser distante do mundo.

Do que se trata é de não querer ser distante do Evangelho que urge levar ao mundo.

 

  1. Percebe-se que Chesterton sonhasse com uma Igreja «que não mudasse com o mundo, mas que mudasse o mundo».

Se não for para ser fermento de mudança, será necessário haver Igreja?

 

  1. É claro que a própria Igreja também tem de ir mudando. Mas o que jamais se pode esquecer é que ela está no mundo para ser agente de mudança.

Os que chegaram mais longe nesse propósito, os santos, foram sempre uns inconformados.

 

  1. Quem mais nos ajuda é quem nos acompanha, não quem mais connosco concorda.

É por isso que «o santo é um medicamento por ser um antídoto». Será que, hoje em dia, temos medo de ser antídotos?

 

  1. O Evangelho não é uma evasão do mundo, mas uma enorme invasão da vida.

O Evangelho é presença quando tudo corre bem. E não é ausência quando tudo parece correr mal.

 

  1. Para estarmos bem, não é indispensável que tudo esteja bem.

Nem sempre é possível encontrar as soluções para os problemas. Mas não é impossível encontrar Deus no meio das dificuldades.

 

  1. A vida real não é um contínuo mar de rosas. Muitas vezes, assemelha-se também a um copioso vale de lágrimas.

Para quê teimar em ignorar o «caminho da Cruz»?

 

  1. Esquecemos que, em Jesus Cristo, Deus não nos oferece uma vida isenta de obstáculos nem imune a dúvidas.

Como notou Tomás Halik, o que Deus nos assegura é que, «nas noites mais profundas, Ele está connosco, de tal modo que teremos força não só para suportar os nossos fardos, mas também para ajudar outros a suportá-los».

 

  1. A expressão da fé e a vivência do Evangelho têm, sem dúvida, muitas formas.

E não é a sobriedade atenta ao sofrimento dos outros que nos rouba a alegria de sermos visitados por Deus.

publicado por Theosfera às 10:22

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