O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 26 de Junho de 2018
    1. Tem o Papa Francisco falado muito — e muito bem — sobre os males do egoísmo.

    O pior de todos é o enfraquecimento da liberdade: «Quando alguém se entrega às forças do egoísmo — denuncia o Santo Padre —, a sua liberdade adoece».


    1. É que, ao contrário do que se julgará, a nossa liberdade não é condicionada apenas pelos outros. Também pode ser coagida por nós.

    A «coactio interior» é menos notada que a «coactio exterior», mas não é menos perigosa.


    1. Não somos mais livres quando nos entrincheiramos em nós e nos fechamos aos outros.

    Falta-nos, porém, compreender que os outros também fazem parte de nós. Se não houvesse tu, haveria eu?


    1. Acontece que o egoísmo da pessoa não se limita ao íntimo de cada pessoa.

    Além do egoísmo pessoal, temos de contar igualmente com o «egoísmo temporal» e com o «egoísmo local».


    1. Preocupante, com efeito, já seria o egoísmo das pessoas, cada vez mais centradas em si mesmas.

    Não menos perturbador, contudo, é o «egoísmo do tempo», voltado preferencialmente para o actual. E o «egoísmo do lugar», desagregado em multiformes vivências locais.


    1. Há, assim, o perigo de nos deixarmos aprisionar pelo «pessoalismo», pelo «actualismo» e pelo «localismo».

    Sem nos apercebermos, estamos tutelados pelo que é pessoal, actual e local. A cada passo, vamos ouvindo afirmações do género: «É assim que “eu” vejo»; «É assim que se pensa “agora”»; «É assim que se faz “aqui”».


    1. Não espanta que o «opinialismo» e o mero «perspectivismo» pareçam triunfar.

    O problema é que a verdade de um pode não convergir com a verdade de outro. A verdade de hoje pode não ser aceite como verdade amanhã. E o que é verdade aqui pode não ser visto como verdade ali. Numa situação destas, como nos havemos de guiar e entender?


    1. Escutemos o alerta que do século V nos vem, via São Vicente de Lérins.

    Segundo ele, devemos acreditar agora no que foi acreditado sempre, em toda a parte e por todos («quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditur»).


    1. Com efeito, o que vem de Deus é eterno, transcendente e universal. Pelo que deve ser acolhido em todo o tempo, em toda a parte e por toda a gente.

    Importa perceber que Deus não está só em mim, não fala só agora e não age só aqui. Por conseguinte, é preciso de nós sair para a presença de Deus sentir!

publicado por Theosfera às 11:33

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