O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 05 de Outubro de 2014
  1. Tudo — ou quase — se mostra ao entrar. A maneira como as pessoas entram numa igreja revela a formação que têm. Ou a não-formação que possuem.

Os últimos indicadores serão tudo menos animadores.

 

  1. Não falta quem entre na Casa de Deus como se entrasse num simples monumento ou inclusive num café.

Há quem continue a conversar, não esboçando qualquer gesto de reverência. Há quem não faça o sinal da Cruz nem se ajoelhe diante do Santíssimo. E há quem chegue até ao paroxismo de manter a «posição de sofá»: pernas cruzadas e braços estendidos ao longo dos bancos.

 

  1. Esquece-se que as posições durante a Eucaristia não estão em função de nós, mas em função da celebração.

O objectivo da Liturgia não é o bem-estar do homem, mas a glória de Deus.

 

  1. É por isso que o crente não opta pela posição mais cómoda.

Ele está disponível para aceitar até a posição mais incómoda.

 

  1. Para muitos, a posição dominante é a de espectador, ficando sentados desde o princípio até ao fim.

Nem na Consagração se ajoelham ou levantam.

 

  1. Sucede que, na Eucaristia, não somos espectadores.

Devíamo-nos assumir todos como participantes.

 

  1. Daí que seja importante seguir o que Jesus Cristo, pela Sua Igreja, nos indica.

Somos livres de não ir à Missa. Mas, se vamos, somos obrigados a respeitar as suas normas. Afinal, a unidade nos gestos reflecte a unidade na fé. Deixo ficar três breves exemplos.

 

  1. Há quem não faça o sinal da Cruz na proclamação do Evangelho, o que deveria ser feito.

Há quem abra os braços em certas orações, o que não deveria ser feito.

 

  1. Quanto à Comunhão, há quem retire abruptamente a Sagrada Hóstia da mão do sacerdote. Há quem apresente apenas uma mão para receber a Comunhão, quando devia apresentar a mão esquerda apoiada pela mão direita. E era bom que não se esquecesse a reverência (genuflexão ou inclinação) antes da comunhão na mão e na boca.

Importa igualmente ter presente que a comunhão de joelhos não está proibida e ultimamente até tem sido recomendada enquanto «sinal de adoração».

 

  1. Concluindo. O que se exibe fora espelha o que se é por dentro. O exterior é a epifania do interior.

Como notava Joseph Ratzinger, «o gesto físico transporta sempre um sentido espiritual». Ou a falta dele!

publicado por Theosfera às 00:05

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