O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 16 de Junho de 2015
  1. O nosso mal é quando pretendemos que a fé seja grande: «egoisticamente» grande.

A esta luz, a fé será tanto maior quanto maior for a certeza de que Deus satisfará todos os nossos pedidos.

 

  1. Acontece que a verdade da fé não está centrada na satisfação do homem, mas na vontade de Deus.

Até Roger Garaudy percebeu que «a fé está em nós, mas não é de nós».

 

  1. A fé é, estruturalmente, oblativa.

Crer é disponibilizar-se para uma vida despojada, inteiramente conduzida por Deus.

 

  1. Crente é aquele que, mesmo a contragosto, coloca a vontade de Deus acima de tudo (cf. Mt 6, 10).

É por isso que precisamos de uma «fé pequena». Alguma coisa será grande diante da grandeza de Deus?

 

  1. Aliás, quando os discípulos pediram uma «fé grande», Jesus deu a entender que bom seria se eles tivessem uma «fé pequena»: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda…»(Lc 17, 6).

Como reparou Tomás Halik, não estará Jesus a dizer-nos: «Porque é que Me estais a pedir muita fé? Talvez a vossa fé seja “demasiado grande”. Apenas se ela diminuir, até se tornar pequena como um grão de mostarda, poderá dar fruto».

 

  1. De facto, só quem é pequeno pode crescer.

O problema de uma «fé grande» é julgar que já não precisa de crescer.

 

  1. Ela procura mais libertar as nossas ansiedades do que acolher a presença de Deus.

Daí que costume ser excitada em ambientes onde se grita, chora e bate palmas.

 

  1. Uma fé que parece grande pode ser, na prática, «uma fé de chumbo e inchada», que «oculta a ansiedade da falta de esperança».

Pelo contrário, «a fé que aguenta o fogo da cruz sem bater em retirada» será mais semelhante ao Deus que «é representado por Aquele que foi crucificado».

 

  1. É esta «fé pequena» que nos transporta para lá do desespero, da resignação e da indiferença.

É ela que nos dá a coragem para optar pelo «caminho do altruísmo, da não-violência e do amor generoso».

 

  1. Quem segue Jesus não deve esperar conforto nem aplauso, mas sacrifício e, «por vezes, até o sacrifício supremo».

Não deve o discípulo ser como o seu Mestre (cf. Lc 6, 40)?

 

publicado por Theosfera às 10:43

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