O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

 

 

  1. Dizem que, com a modernidade, o mundo trocou de centralidade. No lugar de Deus, foi colocado o homem.

Muitos deixaram de reconhecer Deus como o fundamento da existência. E passaram a apontar o homem como a medida de tudo.

 

  1. A pretensão do homem era que a sua vida deixasse de andar à volta de Deus para andar à volta de si próprio.

Mas será que, com Deus, não há autonomia? E será que, sem Deus, não acabará por haver submissão?

 

  1. A autonomia não é ausência de relação; é respeito pela identidade dentro da relação.

A centralidade de Deus não menoriza o homem. Pelo contrário, clarifica o sentido da vida do homem. Em Deus, o homem não perde autonomia; (re)encontra direcção.

 

  1. Será que uma «autonomia teónoma» (centrada em Deus) não é mais humanizadora que uma «autonomia egónoma» (meramente centrada no eu)?

Quando nos centramos em Deus, os outros surgem-nos como irmãos. Quando nos centramos em nós, os outros tendem a ser vistos como rivais.

 

  1. Acresce que, longe de Deus, o homem não se liberta; submete-se.

A sua estrutural incompletude expõe-o a todo o tipo de sujeições e tutelas.

 

  1. A revolução industrial começou por levar o homem a dominar a máquina.

A presente revolução tecnológica tem levado a máquina a dominar o homem.

 

  1. No fundo, o homem não trocou Deus por si mesmo; trocou Deus pela máquina.

A «maquinolatria» é a «religião» destes tempos pós-modernos. E os centros comerciais despontam como as novas «catedrais».

 

  1. Sem nos apercebermos, passamos a ser controlados por aquilo que criamos.

A máquina está a condicionar os nossos passos, a definir as nossas prioridades e a padronizar os nossos comportamentos.

 

  1. Hoje por hoje, sentimo-nos totalmente afectados pela «tecnodependência» e por uma espécie de «ciberpatologia».

E é assim que, imaginando-nos autónomos, comportamo-nos crescentemente como autómatos. Os nossos movimentos são cada vez menos decididos por nós e cada vez mais determinados pela máquina.

 

  1. A máquina aditivou-se completamente ao nosso ser. Já não passamos sem ela. É ela que nos comanda e (des)orienta. Desta vez, põe-nos a «caçar pokémons». E nós, sem saber porquê ou para que, nem hesitamos.

Afinal, o real já cansa. Mas será esta irrealidade que vai preencher as nossas ânsias e encher a nossa alma?

publicado por Theosfera às 10:15

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