O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016
 

1. A fé é, prioritariamente, de ordem pessoal e, consequencialmente, de ordem doutrinal.

Isto significa que «cremos em» e, por causa disso, «cremos que».

 

2. É a credibilidade da pessoa que sustenta a credentidade das suas afirmações.

No fundo, somos crentes em quem se mostra credível.

 

3. Na sua raiz, a fé remete-nos não tanto para algo, mas para alguém.

Quando professamos a fé, começamos por dizer que «cremos em Deus Pai, em Cristo e no Espírito Santo».

 

4. É por causa da pessoa que aderimos à mensagem.

É por causa da fé em Deus que aderimos à doutrina acerca de Deus.

 

5. É na sequência da profissão da nossa fé em Deus que «cremos que Deus é o criador do céu e da terra, que Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria, que padeceu sob Pôncio Pilatos, que o Espírito Santo é Senhor e dá a vida».

Isto significa que não se crê em Deus por causa da doutrina; crê-se na doutrina por causa de Deus.

 

6. Há, porém, quem estabeleça fracturas e opte por uma noção unilateral da fé.

Há quem se limite à fé enquanto confiança, excluindo toda e qualquer doutrina. Esta atitude acentua mais a relação humana com Deus do que a iniciativa de Deus.

 

7. Mas também não falta quem, no extremo oposto, se fique por uma fé puramente doutrinal sem cultivar a experiência de Deus.

Esta seria uma fé fria, despersonalizada, rotineira.

 

8. As duas dimensões são essenciais para a fé cristã: a dimensão pessoal e a dimensão doutrinal.

A fé cristã, como sublinha Franco Ardusso, «é, ao mesmo tempo, um crer no Deus de Jesus Cristo e um crer que Deus Se manifesta e Se dá aos homens como salvador em Cristo».

 

9. Privada de uma destas dimensões, a fé desvirtua-se e perde a sua identidade.

A fé, que nos é transmitida na doutrina, chega-nos através de uma experiência pessoal. Segundo Heinrich Fries, «todo o “creio que” assenta num “creio em Ti”».

 

10. É por isso que São Tomás defende que «o principal, em todo o acto de fé, é a pessoa, a cujas palavras se outorga a própria adesão».

Enfim, só conhece alguma coisa sobre Deus quem está habituado a viver em Deus!
publicado por Theosfera às 10:59

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