O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 08 de Abril de 2015

 

  1. É certo e sabido que crescemos cada vez mais depressa, mas amadurecemos cada mais devagar.

Temos acesso a muitos conhecimentos muito cedo. Mas propendemos a tomar atitudes decisivas muito mais tarde. Ou, então (o que é outro indicador a ter em conta), as atitudes que julgávamos definitivas num momento passam a transitórias no momento seguinte.

 

  1. Há quem diga que estamos numa «sociedade adolescêntrica». Os comportamentos da adolescência tendem a prolongar-se ao longo da vida.

Surgiu, entretanto, um estudo que garante que os homens só atingem a maturidade aos 54 anos. Confesso que esta precisão me deixa atónito. Aos 54 anos? Porque não aos 53 ou aos 55?

 

  1. Aliás, eu até acho que, num certo sentido, adolescentes seremos sempre.

Adolescente significa o que está a crescer. Alguma vez podemos garantir que já crescemos totalmente?

 

  1. Muito se exalta o colectivo. Mas dá para entender que, frequentemente, a exaltação do colectivo visa esvaziar a pessoa.

É fundamental apostar na interacção entre pessoa e comunidade. Não há pessoa sem comunidade, nem comunidade sem pessoa. Como pretender, pois, a renovação do colectivo sem priorizar a renovação da pessoa? Já dizia Agostinho da Silva que «é ilusória toda a reforma do colectivo que se não apoie numa renovação pessoal».

 

  1. Porque é que tão poucos suportam a verdade? A sabedoria judaica acha que é por causa do peso: «a verdade é pesada; por isso poucos a suportam».

Mas, pensando bem, o peso da verdade é bem leve. O peso da mentira é muito mais difícil de suportar.

 

  1. Nem sempre uma gargalhada revela alegria.Uma gargalhada pode esconder muita tristeza.

Já dizia Victor Hugo: «A gargalhada é o sol que varre o Inverno do rosto humano». Só que o Inverno volta sempre.

 

  1. A ordem é necessária, mas pode oprimir. A desordem pode ser agradável, mas acaba por complicar.

Paul Valéry anotou: «Estamos ameaçados por duas calamidades: a ordem e a desordem».

 

  1. A fama é uma coisa muito fugidia. Acaba tão depressa como começa. Nem sempre é alimentada com as melhores atitudes. Afinal, a fama também pode ser servida sob a forma de difamação.

E quando a fama é melhor, é sinal de que já cá não estamos. Einstein reparou: «A fama é como os cabelos: cresce depois da morte, quando já lhe é de pouca serventia». Coisa pouca, pois, é a fama.

 

  1. Uma dor vem. Uma dor vai. Uma dor volta. E lá vamos nós sobrevivendo, de dor em dor.

Christian Hebbel sustentou: «O facto de as dores se revezarem torna a vida suportável».

 

  1. Não é por haver muitas promessas que muito se cumpre. Vittorio Alfieri dizia que «os mentirosos estão sempre prontos a jurar». Juram sempre. E mentem continuamente.

Quem «verdadeia» não precisa de o anunciar. Basta «verdadear». Basta viver na verdade.

 

  1. Uma opção tem de ser tomada. John Kennedy sinalizou-a: «A humanidade tem de acabar com a guerra antes que a guerra acabe com a humanidade».

Se adiarmos para tarde, pode ser tarde demais.

 

  1. A pobreza é um problema. Há muitas formas de pobreza. Qual será a maior pobreza? Madre Teresa de Calcutá não tinha dúvidas: «A falta de amor é a maior de todas as pobrezas».

Quanto ao amor, os amigos merecem-no, os outros precisam dele!

 

publicado por Theosfera às 22:52

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