O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 16 de Novembro de 2014
  1. A felicidade é tão bela que parece que acaba depressa. Célebre é a poética confissão de Vinicius de Moraes: «Tristeza não tem fim, felicidade sim».

André Gide propõe uma explicação: «Nada impede mais a felicidade do que a lembrança da felicidade». Parece que a felicidade já foi ou será. Parece que a felicidade mora no passado. Parece que a felicidade está à nossa espera no futuro.

 

  1. O problema é que, entre o passado e o futuro, vamos acumulando eflúvios de infelicidade em cada presente. Talvez porque esperamos demasiado das pessoas e da vida.

A felicidade, aparentemente, nem sempre visita as melhores pessoas. Estas, por vezes, são as que sofrem mais. Mas serão infelizes? Às vezes, a maior felicidade escorre mais pelas lágrimas do que pelo riso.

 

  1. Fazer o bem, mesmo sem ser compensado, pode doer, mas não impede de vencer.

Eu acredito na felicidade em forma de dádiva. Eu creio na felicidade dos que sofrem, dos que dão, dos que se esquecem de si. São os mais felizes. Os únicos felizes. Ainda que o não pareçam.

 

  1. A qualidade não está apenas na perfeição. Está também — e bastante — na empatia.

Dizia Bento Galdós: «As obras mais perfeitas são as que mais incitam, pela sua facilidade aparente, à imitação».

 

  1. Jesus, o Mestre dos mestres, era compreendido por todos, mesmo por aqueles que O increpavam. E continua a ser seguido por muitos.

O que Jesus disse é difícil de cumprir, mas é fácil de compreender. Se os simples entendem, toda a gente compreende.

 

  1. Tempos estranhos, estes. Vivemos uma época de penúria e, ao mesmo tempo, de desperdício.

Catão avisa: «Compra não o que consideras oportuno, mas o que te falta; o supérfluo é caro, mesmo que custe apenas um soldo». O supérfluo de alguns é o essencial para muitos. O que nos sobra não é nosso. É de quem precisa!

 

  1. Governar é uma necessidade. Mandar é uma tentação. O serviço fica obscurecido. A autoridade degenera facilmente em autoritarismo.

Daí a pertinência do conselho de Inácio Dantas: «Se você tiver cargo de chefia, seja respeitoso e dê ordens amistosas. Com isso será obedecido como amigo e respeitado como chefe».

 

  1. Já Hegel notara que quem mais traz a palavra «povo» nos lábios nem sempre é quem mais se preocupa com a situação do povo.

Quando é necessário reclamar alguma coisa com as palavras é porque essa mesma coisa não sobressai na vida. Gandhi disse tudo a este respeito: «Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas, e as que dizem que fizeram as coisas. Tente ficar no primeiro tipo. Há menos competição». E muito mais autenticidade.

 

  1. A democracia não é tudo, mas é essencial para tudo. Os problemas do seu funcionamento não põem em causa a justeza dos seus fundamentos.

Para Einstein, a democracia corporizava o ideal «para que todo o homem seja respeitado e nenhum seja idolatrado». Ninguém é mais que ninguém. Ninguém é menos que ninguém.

 

  1. «Nenhum jovem acredita que um dia morrerá». William Hazlit teve uma percepção subtil.

Quando somos novos, só olhamos para a frente. Não olhamos para o fim. Acontece que o fim também está à (nossa) frente!

 

publicado por Theosfera às 20:42

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