O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017
  1. Sendo a verdade tão transparente, porque é que ela permanece opaca para tanta gente?

Porque é que, sendo tão disponível, o encontro com ela parece quase impossível?

 

  1. Porque é que, em relação à verdade, muitos ouvidos continuam surdos, muitos olhos se conservam cegos e muitos lábios se mantêm mudos?

Acima de tudo, porque tendemos a ouvir e a ver o que nos interessa. E a falar do que nos convém.

 

  1. Isto significa que estamos condicionados pelo que está em nós e pouco abertos ao que existe além de nós.

Ainda não percebemos que, como avisou Xavier Zubiri, não está na verdade quem julga possuir a verdade. Só está na verdade quem se deixa possuir pela verdade.

 

  1. A verdade é o que se desvela, não o que se tutela. É por isso que a verdade é Jesus Cristo.

Ele é a verdade (cf. Jo 14, 6) porque é aquele que Se abre ilimitadamente (cf. Jo 19, 34).

 

  1. É neste sentido que Dostoiévski resolve a equação que ele mesmo enunciara.

Se tivesse de optar — coisa que jamais alguém terá de fazer — entre Cristo e a verdade, ele não hesitava: ficava com Cristo.

 

  1. O genial escritor tinha certamente notado que, fora de Cristo, nenhuma verdade tem plena garantia de ser verdade.

Em Jesus Cristo, a verdade torna-se convincente e completamente cativante.

 

  1. Dai que Dostoiévski não tenha qualquer dúvida em reconhecer que, no mundo, «há apenas uma figura de absoluta beleza: o próprio Cristo».

Para o escritor russo, «não há nada mais belo, mais profundo, mais solidário e mais perfeito que o Salvador; não só não existe ninguém como Ele como não poderá haver ninguém igual a Ele».

 

  1. É esta a beleza que «salvará o mundo». Porque é a beleza do amor, do amor que «salva tudo».

É a beleza de Cristo que instaura a lei mais importante da humanidade: a «lei da compaixão».

 

  1. Assim sendo, não basta compreender os outros. É imperioso que cada um se mova para os outros e se comova com os outros.

Pensar é mais que compreender. Como observou Xavier Zubiri, pensar é (sobretudo) comover-se.

 

  1. Não se pensa só com a mente.

É urgente pensar cada vez mais com o coração!

publicado por Theosfera às 10:50

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