O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

 

  1. No mundo, a Igreja é chamada a ser alternativa. Mas a experiência mostra que nem sempre tem conseguido evitar alguma redundância.

É notório, por exemplo, que «a segunda revolução individualista» (Gilles Lipovetsky) não lhe é totalmente indiferente.

 

  1. Há quem olhe para a Igreja não a partir de Cristo, mas a partir de si e das suas circunstâncias.

Este subjectivismo — e perspectivismo — eclesial é o que está na base do aparecimento de uma persistente linguagem possessiva.

 

  1. São abundantes os textos em que, com perseverante regularidade, aparecem expressões do género «a “minha” Igreja» ou «a Igreja do “nosso” tempo».

Não é raro ouvir gente a lamentar que esta não é «a “sua” Igreja» ou que esta não é «a Igreja do “nosso” tempo».

 

  1. Entende-se o que se pretende dizer. Mas nota-se igualmente o que acaba por se ocultar.

A realidade da Igreja não é uma soma de realidades flutuantes. A realidade da Igreja é, antes de mais, a realidade permanente que lhe é dada por Cristo.

 

  1. Por conseguinte, pertencer à Igreja é pertencer a Cristo.

A Igreja é de Cristo. Pelo que só Cristo tem legitimidade para dizer «a “Minha” Igreja» (Mt 16, 18).

 

  1. Na verdade e como bem notou São Paulo, a Igreja é o Seu novo Corpo (cf. 1 Cor 12, 27).

Deste Corpo, Cristo é a cabeça (cf. Ef 1, 23) e nós somos os restantes membros (cf. 1Cor 12, 27).

 

  1. Estriba aqui o verdadeiro sentido de «hierarquia». Esta não é tanto «poder sagrado», mas «princípio sagrado».

O «princípio sagrado» para a Igreja é Cristo: a Sua mensagem e a Sua vida.

 

  1. Tal «princípio sagrado» remonta ao próprio Pai. Foi o Pai que criou tudo por Cristo e para Cristo (cf. Col 1, 16).

É o Pai que mantém tudo em Cristo (cf. Col 1, 17). Enfim, é o Pai que nos encaminha para o «Reino» de Cristo (Col 1, 13).

 

  1. Cristo tem, portanto, «o primeiro lugar» (Col 1, 18): em tudo e principalmente na Igreja (cf. Col 1, 18).

É esta realeza de Cristo que alimenta, permanentemente, a realidade da Igreja.

 

  1. Cristo já aceitou ser como nós.

Que cada um de nós procure ser sempre como Cristo!

 

publicado por Theosfera às 10:34

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