O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 03 de Novembro de 2015
  1. O segredo de um caminho está, quase sempre, no seu começo.

Nem sempre termina bem quem bem começa. Mas quem não chega a começar é que jamais será capaz de terminar.

 

  1. O nosso problema com o saber é que não costumamos valorizar devidamente o primeiro saber.

Como é possível atingir qualquer saber se nem sequer prestamos atenção ao primeiro saber?

 

  1. Acontece que o primeiro — e tão subestimado — saber é o não-saber. Se não partimos deste primeiro saber, que sabedoria podemos esperar?

Quem sabe que não sabe ainda procurará bater à porta de algum saber. Pelo contrário, quem nem sabe que não sabe que sabedoria poderá alcançar?

 

  1. Mas o não-saber é mais que o saber primeiro. É também o saber constante.

Ou seja, quando sabemos, começamos por saber que não sabemos. E, quando vamos crescendo no saber, continuamos a saber que há sempre muito por saber.

 

  1. Este não-saber costuma ser qualificado como «douto». É douto porque nos previne da nossa primordial ignorância. E porque nos garante que, por muito que venhamos a aprender, há sempre muito mais que ficará por conhecer.

Como alertava um autor medieval, estaremos sempre envolvidos pela «nuvem do não-saber».

 

  1. Voltando-nos para Deus, notamos que vivemos cercados por um imenso «não-saber»: nem sempre sabemos pensar («agnosía») nem sempre sabemos falar («afasía»), nem sempre sabemos persistir («atonia») e nem sempre sabemos agir («apraxía»).

No fundo, estamos sempre a oscilar entre uma «agnosía teológica» e uma «apraxía teologal».

 

  1. É impossível vencer totalmente a nossa ignorância. Mas é possível — e, mais que possível, desejável — melhorar a nossa prática.

De Deus nunca saberemos o suficiente. Mas por Deus podemos — e devemos — fazer bastante.

 

  1. Deus pode ser pensado, mas nunca poderá ser prensado pelo pensamento.

Os conceitos indicarão alguma coisa sobre Ele, mas nunca mostrarão tudo acerca d’Ele.

 

  1. Assim sendo, não nos apresentemos na missão como quem já tudo sabe.

Comecemos sempre pela «pastoral da pergunta» e nunca esqueçamos a decisiva «pergunta da pastoral». É a pergunta que Paulo fez a Jesus: «Que queres que eu faça?»(Act 9, 6).

 

  1. É Jesus quem sabe o que devemos fazer. É precisar estar com Ele para poder agir em nome d’Ele.

A oração é, definitivamente, o «parto» da missão!

publicado por Theosfera às 10:15

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