O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 01 de Fevereiro de 2019

Hoje, 01 de Fevereiro, é dia de Sta. Viridiana, Sto. António Peregrino, Sto. André de Ségni, Sta. Maria Vaiblot, Sta. Odília de Baumgarten e Sta. Ana Michelotti.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2019

Hoje, 31 de Janeiro, é dia de S. João Bosco, S. Pedro Nolasco e Sta. Marcela.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2019

Hoje, 30 de Janeiro, é dia de Sta. Jacinta Mariscotti, Sta. Bertilda e Sta. Martinha.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2019

Hoje, 29 de Janeiro, é dia de S. Julião, Sta. Bassilissa, S. Constâncio, S. Gildas o Sábio, S. Sulpício Severo, Sta. Arcângela Girlani, Sto. Aquilino e Sta. Boleslava Lament.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2019

Hoje, 28 de Janeiro, é dia de S. Tomás de Aquino e S. Valério.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 27 de Janeiro de 2019

Obrigado, Senhor,

pelo Teu sorriso desta manhã,

pela Tua esperança deste Domingo.

 

Tu és o profeta esperado,

o Salvador querido,

o amor realizado.

 

Tu vences o mal

sem Te deixares contaminar pelo mal.

 

Tu és o sorriso que emoldura as nossas lágrimas

e suaviza, com torrentes de bondade, a nossa dor.

 

A Tua fama Se espalha.

Todos ficam admirados com a Tua autoridade,

uma autoridade que vem do amor,

uma autoridade humilde que nunca humilha.

 

Também nós, hoje, ficamos assombrados

e admirados com a Tua presença.

 

Tu és o supremo milagre

e o permanente sorriso de Deus.

 

Obrigado, Senhor, pelas maravilhas do Teu amor,

pelo eco da Tua paz.

Obrigado por seres a alavanca do nosso existir.

Obrigado, Senhor.

Obrigado, JESUS!

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A. As ausências presentes e as presenças ausentes

 

  1. Afinal, que fazemos quando entramos numa igreja? Que fazemos quando participamos numa celebração? Deveríamos fazer o que fizeram os habitantes de Nazaré de há dois mil anos: pôr os olhos em Jesus, fixar os olhos em Jesus, centrar os olhos em Jesus e nunca tirar os olhos de Jesus.

Depois de Jesus ter feito a leitura de um texto de Isaías, os olhos dos que se encontravam na sinagoga de Nazaré estavam postos n’Ele (cf. Lc 4, 20). Eis o que importa, eis o importante: ter os olhos postos em Jesus. Mas eis também o que falha. Nem sempre os nossos olhos estão postos em Jesus. Nem sempre os nossos olhos estão postos no Jesus que fala, no Jesus que alimenta. Nem sempre os nossos olhos estão postos no Jesus-Palavra e no Jesus-Pão. Porque Lhe fechamos, então, o nosso coração?

 

  1. A distracção dos nossos olhos corresponde, quase sempre, à à distracção da nossa vida. No limite, é a nossa vida que, muitas vezes, anda longe d’Ele. É por isso que, ao entrar numa igreja, muitos registam as imagens, os painéis, os vitrais e pouco mais. É por isso que, ao entrar numa igreja, muitos registam o que lá se passa num vídeo ou numas fotos, mas sem chegar a guardar o que lá se vive na sua própria vida.

Na verdade, dá que pensar quando, estando numa celebração, os olhos de muitos, em vez de estarem voltados para a frente, se passeiam pelo alto ou pelos lados. Além da ausência, as nossas celebrações estão cheias de ausências presentes e de presenças ausentes.

 

B. Urge recentrar a nossa vida em Jesus

 

3. É fundamental que nos habituemos a centrar tudo em Jesus: o nosso olhar, o nosso sentir, o nosso agir e o nosso viver. É preciso abrir os nossos olhos, os nossos ouvidos, o nosso coração; enfim, é preciso abrir toda a nossa vida. Jesus abriu o livro para nós. É urgente que nós abramos a nossa vida para Jesus.

O Espírito que está sobre Ele também está sobre nós através d’Ele. Foi o Espírito que ungiu Jesus. Foi o Espírito que O tornou Messias e Cristo. Recorde-se que «Messias» vem do hebraico «Massiah» e Cristo procede do grego «Christós». Ambos os termos significam «ungido». Como sabemos, ungido é o que está untado com os óleos consagrados. Ungido é o que está marcado — diria tatuado — por Deus, com vista a uma missão.

 

  1. A missão de Jesus está delineada no texto do Profeta Isaías que Ele mesmo acabou de proferir e que é extraído do capítulo 61, versículos 1 e 2. Jesus — apresentado como Messias-Cristo-Ungido — é o portador da Boa Nova, da boa e bela notícia. Jesus é o Evangelho vivo, o Evangelho para a vida (cf. Lc 4, 18).

Deste modo, ter os olhos postos em Jesus significa ter os olhos postos no Evangelho. Ver Jesus é o primeiro — e decisivo — passo para escutar Jesus e para acolher o Evangelho que é Jesus.

 

C. É preciso dar testemunho e ser testemunha

 

5. Não esqueçamos que, como refere São Lucas, nós chegamos ao conhecimento de Jesus através das «testemunhas» que se tornaram «servidores da palavra do Evangelho» (Lc 1, 2). Se tivermos os nossos olhos postos em Jesus, também nos tornaremos Suas testemunhas e servidores do Seu Evangelho. Evangelizar é dar testemunho e ser testemunha. Evangelizar é dar testemunho do Jesus do Evangelho e ser testemunha do Evangelho de Jesus. Mas como dar testemunho daquilo que não sabemos e d’Aquele que não conhecemos?

É necessário fazer como Lucas. É necessário ir ao encontro de Jesus para dar testemunho de Jesus. Lucas dá um belíssimo testemunho por escrito (cf. Lc 1, 3). Deposita-o em cada um de nós, representados nesta personalidade — chamada Teófilo — a quem dedica o texto que escreveu.

 

  1. Há quem pense que Teófilo seria um alto funcionário do Império Romano que se converteu e que, à maneira de um mecenas, teria patrocinado a difusão da obra de São Lucas. Seria um cristão nobre, tratado aliás como «excelentíssimo» (Lc 1, 3). Podia ser alguém que pediu um relato a São Lucas sobre a vida de Jesus. Mas o mais provável é que Teófilo não seja o nome de uma pessoa, mas a condição de cada pessoa tocada por Cristo. É que, como sabemos, Teófilo significa «amigo» («phylós») de «Deus» («Theós»). E «amigo de Deus» é o que cada um de nós efectivamente é. O próprio Jesus, Filho de Deus, trata-nos como «amigos» (cf. Jo 15, 15).

É bom ter presente que «amigo» também vem de «amor». Amigo é, pois, o que ama. Amigo de Deus é o que ama a Deus. Amigo de Deus é o que se deixa amar por Deus. Daí que Teófilo, além de um belo nome para os pais darem aos filhos, seja um luminoso programa de vida.

 

D. Ser Teófilo é ser Teóforo e (por isso) Cristóforo

 

7. Ser Teófilo é, no fundo, ser Teóforo, como Santo Inácio de Antioquia gostava de se apresentar. Teóforo é aquele que transporta Deus, é que aquele que mostra Deus. E uma vez que Deus nos é revelado por Seu Filho Jesus Cristo, então temos de ser Cristóforos, ou seja, portadores de Cristo.

Ser Teófilo passa por ser Cristóforo. Ser amigo de Deus passa por levar Jesus Cristo a toda a parte e a toda a gente. Ser amigo de Deus passa por contribuir para propagar a Sua fama (cf. Lc 4, 14).

 

  1. Hoje, Jesus continua a ensinar. Será que estamos disponíveis para aprender? A nova sinagoga já não fica só em Nazaré. A nova sinagoga é a Sua Igreja, da qual todos nós fazemos parte. É na Sua Igreja que continua a ressoar a Sua Palavra e a sentir-se a Sua presença. É na Sua Igreja que Ele, o chamante, nos chama. É na Sua Igreja que Ele, o enviado, nos envia. A Sua missão há-de ser sempre a nossa missão.

Assim sendo, a tarefa que nos é pedida é muito concreta e está descrita com enorme precisão. Há que levar a Boa Nova aos pobres. Há que proclamar a libertação aos cativos. Há que devolver a vista aos cegos e a liberdade aos oprimidos. Há, enfim, que anunciar um «ano favorável do Senhor» (Lc 4, 19). Isto é, há que anunciar a chegada de um tempo novo, de um mundo novo, de uma vida totalmente nova.

 

E. O que sai dos nossos lábios e o que sobressai na nossa vida

 

9. A homilia de Jesus é muito breve e muito simples. Em pouco, Ele diz tudo: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir» (Lc 4, 21). Nesta afirmação, Jesus diz tudo sobre Ele e diz tudo para nós. Jesus apresenta-Se como o cumprimento do que estava prometido. Jesus é Aquele que cumpre.

O «hoje» que Lucas usa por oito vezes no seu Evangelho (2,11; 4,21; 5,26; 19,5; 19,9; 22,34; 22,61; 23,53), tornou-se um clássico nos sermões de muitos Padres da Igreja. Trata-se de um «hoje» que tem como horizonte a nossa vida e a nossa história. É na vida de cada um e na história da humanidade que se cumpre a Palavra de Deus. Jesus é o hoje de Deus para cada hoje do homem. Ele não vem para trazer algo novo, mas para cumprir o que Deus promete desde sempre. Jesus não vem para inovar a maneira de falar. Jesus vem para renovar a nossa maneira de viver.

 

  1. O importante não é tanto o que sai dos nossos lábios. O importante é o que sobressai na nossa vida. É costume verberar os que prometem e não cumprem. Mas também não é verdade que, muitas vezes, nós mesmos não cumprimos o que prometemos?

Olhemos, então, para Jesus. Nunca deixemos de olhar para Jesus. E procuremos fazer como Jesus, que fez sempre a vontade do Pai. Que na Sua santa vontade reencontremos a nossa felicidade!

publicado por Theosfera às 05:51

Hoje, 27 de Janeiro (Terceiro Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Ângela Merici, S. Feliciano, Sto. Henrique de Ossó y Cervelló e S. Jorge Matulaitis-Matusewic.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 26 de Janeiro de 2019

Hoje, 26 de Janeiro, é dia de S. Timóteo, S. Tito, S. Roberto, Sto. Alberico, Sto. Estêvão (abade) e S. Miguel Kosal.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2019

Hoje, 25 de Janeiro (oitavo e derradeiro dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia da Conversão de S. Paulo, S. Projecto, S. Marinho e Sta. Maria Gabriela Saggedu. Faltam 11 meses para o Natal do Senhor.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2019

Hoje, 24 de Janeiro (7º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Francisco de Sales, S. Macedónio e S. Tiago Giaccardo.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2019

Hoje, 22 de Janeiro (5º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Vicente, S. Gualter de Bruges, S. Vicente Palloti, S. José Nascimbeni e Sta. Laura Vicunha.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019

Hoje, 21 de Janeiro (4º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de Sta. Inês e S. Pátroclo.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 20 de Janeiro de 2019

Neste momento de louvor,
nós Te bendizemos, Senhor,
por esta tocante celebração
que, mais uma vez, presencializa a Tua presença no mundo,
que, mais uma vez, actualiza a Tua entrega na história
e que, mais uma vez, sinaliza o Teu imenso amor no coração de cada homem.

Mas não queremos, Senhor,
que a Eucaristia seja um momento com princípio e fim.
Queremos, sim, que a Eucaristia envolva toda a nossa vida:
do princípio até ao fim.
Queremos que a Missa gere Missão,
modelando todas as fibras do nosso interior
e lubrificando todas as vértebras da nossa alma.
Por conseguinte, que à Eucaristia sacramental suceda sempre a Eucaristia existencial,
para que nada no nosso ser fique à margem desta grande celebração.

Neste dia, o nosso coração entoa um canto de louvor a Ti, Pai,
que, pelo Teu Filho e pelo Teu Espírito,
nos tocas permanentemente
como se fossem as Tuas mãos delicadas a afagar-nos com carícias etéreas.

Agradecemos-Te o formidável testemunho de São Sebastião,
padroeiro principal desta diocese
e coluna deste edifício que constróis em cada um de nós.

Faz de nós testemunhas do Evangelho,
com a mesma intrepidez,
com igual disponibilidade
e sobretudo com idêntica generosidade.


Que nos disponhamos a ser pão
que os outros possam comer.
Que o «ide em paz» ressoe, para nós,
não como uma despedida,
mas como um incessante envio.

Que, pelo nosso testemunho e pela nossa humildade,
todos tenham acesso ao Pão da Vida,
ao Pão do Amor,
ao Pão da Solidariedade,
ao Pão da Paz e da Esperança,
ao Pão que és Tu, Senhor,
e que, através de nós,
quer saciar o mundo inteiro!…

publicado por Theosfera às 11:03

A. Um dia especial depois do Tempo de Natal



  1. Depois do Tempo de Natal, eis-nos chegados a um dia especial. No início do Tempo Comum, recordamos uma vida inteiramente incomum. A 20 de Janeiro, celebramos o nosso Padroeiro. É sempre cedo que, em cada ano, o festejamos em Lamego. Que, ao longo do ano, imitemos o nosso padroeiro diocesano. Que o seu exemplo fecunde e que a sua protecção nos inunde. Que São Sebastião nos acompanhe no serviço da missão.

O seu percurso de vida não é muito conhecido, mas o seu culto está bastante difundido. Praticamente não há terra onde não se encontre uma capela, ermida ou nicho com a sua imagem. E quem não se lembra de, em tempos idos, ouvir invocar São Sebastião para nos livrar da fome, da guerra e da peste?



  1. Foi sobretudo por causa da peste que a sua devoção se espalhou. Quando o seu corpo foi transladado para uma basílica, a peste que devassava Roma desapareceu total e milagrosamente. Daí que, sempre que algum surto de peste surgia, as pessoas se voltassem para a intercessão de São Sebastião. Não admira, pois, que o seu culto tenha chegado ao mundo inteiro.

Por alturas das pestes do século XVI, a sua fama, que já era grande, globalizou-se completamente. As cidades de Milão (em 1575) e de Lisboa (em 1569), acometidas por este flagelo, dele se livraram após repetidos actos de súplica a este grande mártir.


B. Ao serviço do imperador e — ainda mais — de Cristo Senhor



  1. Conta-se que, quando terminou a peste que assolou a capital portuguesa, o rei D. Sebastião mandou erigir um templo em sua honra, sendo a primeira pedra lançada junto ao Tejo, no Terreiro do Paço. Quatro anos depois (1573), o Papa enviou-lhe de Roma uma das setas com que o santo foi martirizado. Aliás, o próprio monarca chamava-se Sebastião porque nasceu neste 20 de Janeiro, em 1554, dia em que se assinala a morte do santo.

Entretanto, já antes (em 1527), um braço de São Sebastião, chegou ao nosso país. Este braço, conforme refere a Crónica do Padre Amador Rebelo, terá sido furtado em Itália. Foi, depois oferecido, pelo imperador Carlos V, a D. João II, que o mandou depositar no Mosteiro de São Vicente de Fora.



  1. Quem foi, então, São Sebastião, nome que — premonitoriamente — significa venerável, sagrado? Nascido em Narvonne (na actual França), no final do século III, foi com seus pais para Milão. Seguindo o exemplo da mãe, revelou-se piedoso e forte na fé. Ao chegar à maioridade, alistou-se no exército de Diocleciano, que ignorava que Sebastião era cristão.

A prudência e a coragem do jovem militar impressionaram de tal modo o Imperador que o nomeou comandante da sua guarda pessoal. Nesta posição, Sebastião viria a tornar-se o grande defensor dos cristãos detidos em Roma naquele tempo. Visitava com frequência as vítimas do ódio anticristão, e, com palavras de ânimo, consolava os candidatos ao martírio. Secretamente, conseguiu converter muitas pessoas. Até o governador de Roma, Cromácio, e o seu filho Tibúrcio foram convertidos.




C. Não foi fácil matá-lo



  1. Acontece que acabou por ser denunciado, por estar a contrariar a lei romana. Teve, então, que comparecer diante do Imperador. Diocleciano sentiu-se traído e ficou perplexo quando ouviu Sebastião declarar-se cristão. Tentou fazer com que ele renunciasse ao Cristianismo, mas Sebastião defendeu-se com firmeza.

O Imperador, enfurecido com os argumentos, terá ordenado aos seus soldados que o matassem a golpes de flecha. Tal ordem foi imediatamente executada. Num descampado, os soldados despiram-no, amarraram-no a um tronco de árvore e despejaram sobre ele uma chuva de flechas. Depois, tê-lo-ão abandonado para que sangrasse até à morte.



  1. À noite, Irene, esposa do mártir Castulo, foi, com algumas amigas, ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, notaram que ele ainda estava vivo. Desamarraram-no e Irene escondeu-o em sua casa, cuidando das suas feridas.

Passado algum tempo, já restabelecido, São Sebastião fez questão de retomar a sua missão evangelizadora. Em vez de se esconder, apresentou-se de novo ao Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos. Diocleciano ignorou olimpicamente as advertências de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos e determinou que fosse espancado até a morte.


D. Invocado contra as pestes



  1. Para impedir que o corpo fosse venerado, atiraram-no para o esgoto público de Roma. Só que uma piedosa mulher — chamada Luciana — sepultou-o nas catacumbas. Tudo isto aconteceu no dia 20 de Janeiro de 287. Mais tarde, em 680, as suas relíquias foram solenemente transportadas para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje.

Naquela época, uma terrível peste devastava Roma, vitimando muitas pessoas. Desapareceu completamente a partir do momento da transladação dos restos mortais deste mártir. Foi assim que ele passou a ser invocado contra a peste, a fome e a guerra.





  1. Muitas têm sido as maravilhas que, através deste santo, Deus tem operado na vida de tantos. São também estas maravilhas que, como diz o profeta, não podemos calar (cf. Is 62, 1). Assim sendo e como preceitua o refrão do Salmo Responsorial, anunciemos a todos os povos as maravilhas do Senhor.

É esta a nossa prioridade, é este o nosso desígnio, é esta a nossa missão. É isso o que faz São João, que nos apresenta a primeira maravilha realizada por Jesus. Não esqueçamos que milagre é o que nos faz maravilhar. O milagre é, todo ele, um acto de maravilhamento. Tal como os discípulos daquele tempo, também nós, discípulos deste tempo, ficamos maravilhados com os gestos de Jesus, com as palavras de Jesus, com a pessoa de Jesus. Será lícito armazenar toda esta maravilha só em nós?


E. Façamos sempre isto: entreguemos a vida por Cristo



  1. Esta maravilha, reportada pelo Evangelho, ocorreu em Caná. Só São João fala desta terra (cf. 4, 46 e 21, 2). Costuma ser identificada como Kefr Kenna, que fica a 7 quilómetros a nordeste de Nazaré, embora as indicações de Flávio Josefo levem a pensar também nas ruínas de Hirbet Qana, que se situa a 14 quilómetros para norte de Nazaré.

Somos igualmente informados de que este episódio se verificou «ao terceiro dia» (Jo 2, 1). Trata-se do «terceiro dia» após o chamamento de Filipe, descrito em Jo 1, 43. Aliás, toda esta semana é paradigmática. Sendo uma semana que precede a primeira Páscoa vivida por Jesus na Sua missão pública (cf. Jo 2, 13), culmina no sinal das bodas, que antecipam a glória da Ressurreição (cf. Jo 2, 11). Com efeito, a Ressurreição também acontece «ao terceiro dia» como o próprio Jesus vaticina (cf. Jo 2, 19). Estas bodas são um sinal das bodas que, em Cristo, Deus realiza com toda a humanidade. O casamento desponta como uma imagem da relação de amor que Deus estabelece com o ser humano.



  1. A nossa vida está sinalizada nas talhas sem vinho (cf. Jo 2, 3). Ou seja, sem Jesus, não somos nada. Pior, sem Jesus, estamos cheios de nada. A primeira a aperceber-se disso é Maria, a Mãe de Jesus. Ela sabe que, sem Jesus, é o vazio, a indigência, a carência. Não é, portanto, em vão que surgem aqui as únicas palavras de Maria em todo o Evangelho de São João. Não são, contudo, palavras circunstanciais, mas palavras profundamente referenciais. Em Caná, como em toda a parte (e sempre), Maria só tem palavras para Jesus e só tem palavras sobre Jesus.

Já em Caná, a presença de Maria é uma presença de intercessão e uma presença de anunciação. Junto de Jesus, Ela intercede: «Não têm vinho» (Jo 2, 3). Isto é, falta o essencial, falta o importante, falta Jesus. É por isso que junto de nós Ela anuncia: «Fazei o que Ele [Jesus] vos disser» (Jo 2, 5). É isto o que importa, é isto o que basta. Só fazendo o que Jesus diz é que a nossa vida será feliz. Não esqueçamos esta (grande) lição que nos vem (também) de São Sebastião. Como ele, façamos sempre isto: entreguemos a nossa vida por Jesus Cristo!

publicado por Theosfera às 05:01

Hoje, 20 de Janeiro (2º Domingo do Tempo Comum e 3º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Fabião, S. Sebastião (padroeiro principal da Diocese de Lamego), Sto. Eustóquio Calafato e S. José Freinademetz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 19 de Janeiro de 2019

Hoje, 19 de Janeiro (2º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Germânico, S. Canuto, S. Mário, S. Tiago Sales e seus Companheiros e S. Marcelo Spínola Maestre.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2019

Hoje, 18 de Janeiro (1º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de Sta. Margarida da Hungria, S. Liberto ou Leobardo, Sta. Prisca ou Priscilla e S. Jaime Cosán.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

Hoje, 17 de Janeiro, é dia de Sto. Antão e Sta. Rosalina de Villeneuve.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019

Hoje, 16 de Janeiro, é dia de S. Berardo e seus Companheiros, S. Marcelo e S. José Vaz.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2019

Hoje, 15 de Janeiro, é dia de Sto. Amaro, S. Plácido, S. Luís Variara, Sto. Arnaldo Jansen, S. Paulo Eremita, S. Remígio e S. Macário o antigo.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2019

Hoje, 14 de Janeiro (início do Tempo Comum), é dia de S. Félix de Nola, Sta. Macrina a Antiga e S. Pedro Donders.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:18

Domingo, 13 de Janeiro de 2019

Senhor Deus,
que nos enviaste o Filho e o Espírito,
torna-nos solícitos ao Teu envio permanente e ao Teu convite constante.

Enche-nos coma Tua força
e preenche-nos sobretudo com o Teu amor.

A Maria, nossa Mãe,
espelho e exemplo da Igreja,
pedimos a coragem da persistência
e a serenidade da determinação.
Que Ela nos ensine a escutar
e a fazer tudo o que Seu Filho nos diz.

Que Nossa Senhora dos Remédios
nos ajude a conjugar, como ela,
o verbo «dar», o verbo «servir», o verbo «amar».

Senhor Deus,
Tu que és Pai, Tu que és Pão, Tu que és Paz,
dá-nos a intensidade dos começos,
faz de nós apóstolos da Tua presença.
Que esta missão nunca termine
E que nunca deixemos de escutar a Tua voz que nos manda partir,
sabendo que estás sempre ao nosso lado
e sentindo que nunca deixas de estar dentro de nós!
Obrigado, Senhor,
por, também hoje, Te apresentares no meio de nós,
por, também hoje, nos ajudares a vencer as nossas perturbações.

Obrigado, Senhor, pela paz que nos dás,
pela paz que és Tu,
pela paz que chega ao mundo inteiro.

publicado por Theosfera às 11:31

A. Tempo comum para viver um mistério (sempre) incomum

  1. Quem festeja o seu Baptismo? Quem procura saber a data do seu Baptismo? Afinal, que importância damos nós ao Baptismo? Que fica em nós do Baptismo? O Baptismo «de» Jesus Cristo é, assim, uma oportunidade para reflectirmos sobre o nosso Baptismo «em» Jesus Cristo. Esta festa assinala a transição do Tempo do Natal para o Tempo Comum. Ressalve-se, desde já, que o Tempo Comum não é um tempo menos importante. Pelo contrário, no Tempo Comum celebramos o mistério total de Cristo: Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.

É por isso que, no Tempo Comum, celebramos um Mistério sempre Incomum: o mistério de Deus que Se fez homem em Jesus Cristo para nos salvar. O incomum torna-se comum, não no sentido de vulgar, mas no sentido de constante. O Tempo Comum é também um tempo comunitário, ou seja, um tempo para, em comunidade, celebrar e testemunhar o Evangelho de Jesus.

 

  1. A esta luz, podemos dizer que o Tempo Comum é um tempo pascal e um tempo natalício. É sabido que a cadência original da celebração da Páscoa é semanal: cada Domingo é dia de Páscoa. E uma vez que o mistério pascal constitui o ápice da Encarnação, então não é descabido concluir que o Tempo Comum é também, a seu modo, um tempo de Natal. É um tempo em que Jesus (re)nasce para nós e um tempo em que nós (re)nascemos para Jesus.

Não foi em vão que Johannes Moller considerava a Igreja como «a Encarnação permanente». Na verdade, o Filho de Deus continua a encarnar no Seu novo corpo que é a Igreja, à qual pertencemos a partir do Baptismo.

 

B. Uma síntese e uma abertura

 

3. Acresce que o Tempo Comum é o tempo mais longo. É composto por 33 ou 34 semanas, distribuídas em duas etapas: a primeira decorre entre a Festa do Baptismo do Senhor e o início da Quaresma e a segunda vai da segunda-feira após o Pentecostes até ao começo do Advento.

É no Tempo Comum que acompanhamos a maior parte da missão de Jesus. No Tempo Comum, não celebramos nenhum aspecto particular do mistério de Cristo, mas o mistério de Cristo na sua globalidade. No Tempo Comum, acompanhamos a vida pública de Cristo: desde o Seu Baptismo até à Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

 

  1. A Festa do Baptismo do Senhor é, pois, uma síntese e um portal. Ela permite-nos encontrar uma síntese do Tempo do Natal ao mesmo tempo que nos abre as portas do Tempo Comum. O Baptismo de Jesus mostra-nos um Jesus já adulto, na casa dos 30 anos, mas sempre com a consciência de ser Filho.

No Natal, vemo-Lo ao colo da Mãe; no Baptismo, acompanhamo-Lo a ouvir a voz do Pai. É por isso que, já no século V, São Máximo de Turim considerava que «não é sem razão que celebramos esta festa pouco depois do dia do Natal» e que «também ela deve chamar-se festa de Natal». É que se, «no Natal, Cristo nasceu da Virgem, hoje é gerado pelos sinais do Céu». No Natal, «Maria, Mãe de Jesus, acaricia-O no Seu colo; agora, ao ser gerado entre os sinais celestes, Deus, Seu Pai, envolve-O com a Sua voz, dizendo: “Este é o Meu Filho amado, no qual Eu pus todo o Meu enlevo. Escutai-O” (Mt 17,5). A Mãe apresenta-O aos magos para que O adorem, o Pai apresenta-O às nações para que O reverenciem».

 

C. Uma teofania e uma antropofania

 

5. O Baptismo de Jesus constitui uma Teofania e uma Antropofania. Jesus é o Filho de Deus (cf. Mc 1, 11) em forma humana. Ele é a revelação definitiva de Deus e é a revelação suprema do homem. O Concílio Vaticano II proclama que Jesus «revela o homem ao homem». O serviço é a chave desta dupla revelação. O Filho de Deus é já delineado por Isaías como o Servo (cf. Is 42, 1): Servo de Deus e Servidor para os homens.

No Baptismo, Deus ungiu Jesus com «Espírito Santo e fortaleza» (Act 10, 38) para a Sua missão que consiste em levar «a justiça às nações», em «abrir os olhos aos cegos», em «tirar da prisão os cativos e da cadeia os que habitam nas trevas» (Is 42, 1-4.6-7). Jesus apresenta-Se, assim, inteiramente divino e inteiramente humano: consubstancial ao Pai na divindade e consubstancial a nós na humanidade.

 

  1. É claro que Jesus não precisava do Baptismo; o Baptismo é que precisa de Jesus. Jesus é o verdadeiro Baptista. Por isso, João resiste: «Eu é que devo ser baptizado por Ti» (Mt 3, 14). Mas, como nota São Gregório de Nazianzo, «João resiste e Jesus insiste». São Máximo de Turim percebeu: «Cristo foi baptizado, não para ser santificado pelas águas, mas para santificar as águas e para purificar as torrentes com o contacto do Seu corpo».

Está, assim, apontada a nossa identidade e traçado o nosso itinerário. Ser cristão é seguir Cristo, é ser baptizado em Cristo. Por tal motivo, terminamos o Tempo de Natal com o Baptismo de Cristo e iniciamos o Tempo Comum com a determinação de vivermos sempre o nosso Baptismo em Cristo.

 

D. Baptizar significa mergulhar

 

7. O Baptismo não pode ser remetido ao estatuto de um episódio da nossa infância. O Baptismo imprime carácter, afecta todo o nosso ser. É por tal motivo que se trata de um sacramento que não é reiterado: recebido uma vez, recebido para sempre. As consequências do Baptismo não podem ser reduzidas a uma festa, aos filmes e às fotos. A grande consequência do Baptismo é a vida de Cristo em nós.

Etimologicamente, «baptizar» significa «mergulhar». Pelo que baptizar significa mergulhar em Cristo e, por Cristo, no Pai na força do Espírito Santo. Por outras palavras, baptizar significa mergulhar na vida divina, na vida da Santíssima Trindade. Foi uma das incumbências que o Ressuscitado deixou à Igreja: baptizar «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19).

 

  1. O Baptismo é um novo nascimento pois «ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo» (Jo 3, 3). É o próprio Jesus que, como nota São Paulo, faz de nós filhos adoptivos de Deus (cf. Gál 4, 5). Ser filho adoptivo não é ser um filho menor. São Paulo usa a linguagem da filiação adoptiva para distinguir a nossa filiação da filiação de Jesus. Enquanto Jesus é Filho por natureza, nós somos filhos por graça, por adopção. Mas somos verdadeiros filhos. Em suma, tornamo-nos filhos no Filho.

As águas do Baptismo representam — isto é, tornam presente — o mistério pascal de Jesus. Foi na Páscoa — na Paixão, na Morte e na Ressurreição — que Jesus nos salvou do pecado e nos garantiu a dignidade de filhos de Deus. No Baptismo, descemos com Cristo à morte e com Cristo subimos à vida. Por isso, a celebração do Baptismo, durante muitos anos, era sempre na Vigília Pascal. Santo Agostinho, por exemplo, conta-nos a sua experiência baptismal da noite de 24 para 25 de Abril do ano 387.

 

E. Um sacramento que tem princípio, mas não tem fim

 

9. Não sendo obrigatório que o Baptismo seja na Páscoa anual, é muito recomendável que ele ocorra na Páscoa semanal, ou seja, ao Domingo. Uma vez que é ao Domingo que a Igreja se reúne para celebrar a Ressurreição do Senhor, faz todo o sentido que seja nesse dia que se acolham os novos membros da mesma Igreja. Importa ter presente que o Baptismo tem, a par da sua dimensão cristológica, uma irrenunciável dimensão eclesiológica. Sendo a Igreja o novo Corpo de Cristo, pertencer a Cristo equivale a pertencer à Igreja. É por isso que o Baptismo não deveria ser nunca uma festa apenas da família da criança, mas a festa de toda a família cristã.

Os padrinhos são os representantes da comunidade cristã para ajudar os pais na educação cristã. Eles não são aqueles que dão presentes; são aqueles que tornam presente a vida cristã. É por isso que os padrinhos devem ser cristãos com maturidade, já com o sacramento do Crisma e da Eucaristia e com uma vida consentânea com a fé e a missão que vão desempenhar. Se os padrinhos não são cristãos praticantes, como poderão ajudar a criança baptizada na prática da fé cristã?

 

  1. O Baptismo é um sacramento que tem princípio mas não tem fim. Os antigos chamavam ao Baptismo «janua sacramentorum», isto é, a porta dos sacramentos. O Baptismo inaugura a iniciação cristã, que inclui a Confirmação e da Eucaristia e que se estende aos restantes sacramentos: aos sacramentos de cura (Penitência e Unção dos Enfermos) e aos sacramentos da comunhão e da missão (Ordem e Matrimónio).

Cada dia de um baptizado deve ser um dia baptismal, marcado pela presença de Cristo em nós e de nós em Cristo. Cristo vive sempre de frente para nós. Não queiramos viver de costas para Cristo. Cristo permanece sempre em nós. Procuremos permanecer nós também em Cristo. Assim sendo, no Tempo Comum, havemos de ter uma vida incomum, uma vida fora do comum, enfim uma vida bela e luminosa.

publicado por Theosfera às 05:41

Hoje, 13 de Janeiro (Festa do Baptismo do Senhor e Fim do Tempo de Natal), é dia de Sto. Hilário de Poitiers (eminente Triadólogo e invocado contra as serpentes), S. Gumersindo e S. Serdieu.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 12 de Janeiro de 2019

Hoje, 12 de Janeiro, é dia de S. Modesto, S. João de Ravena, S. Bento Biscop, Sto. António Maria Pucci e Sta. Margarida de Bourgeoys.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:21

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2019

Hoje, 11 de Janeiro, é dia de Sto. Higino e S. Vital.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019

Hoje, 10 de Janeiro, é dia de S. Gonçalo de Amarante, S. Guilherme de Bourges, Sto. Agatão, Sta. Irmã Francisca de Sales Aviat e S. Gregório de Nissa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2019
Hoje, 09 de Janeiro, é dia de Sto. André Corsini, Sto. Adriano de Cantuária e Sta. Marciana.

 

Um santo e abençoado dia para todos!
publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 08 de Janeiro de 2019

Hoje, 08 de Janeiro, é dia de S. Pedro Tomás e S. Severino.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 07 de Janeiro de 2019

Hoje, 07 de Janeiro, é dia de S. Luciano, S. Raimundo de Penhaforte e Sta. Maria Teresa Haze.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 06 de Janeiro de 2019

Ainda criança já todos Te procuram.

Até os grandes se ajoelham diante de Ti.

Porque sabem que, na Tua simplicidade,

és rei, rei de amor e de paz.



Como os magos, também nós aqui estamos

e diante de Ti nos prostramos.



Não trazemos ouro, incenso ou mirra.

Transportamos a pobreza da nossa vida,

a simplicidade dos nossos gestos,

a ternura do nosso amor

e a vontade de estarmos conTigo.



Aceita, pois, Jesus Menino,

os nossos presentes,

o presente da nossa presença.



Tu vieste para nós.

Nós nunca queremos afastar-nos de Ti,

de Ti, que és a luz e a paz.



Tu manifestas-Te a todos.

Vieste à Terra

para seres o salvador e irmão de todos os homens.



Em cada um de nós, Tu encontras uma habitação.

Que nós nunca Te esqueçamos.



Fica sempre connosco.

Nós queremos ficar sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:13

A. Quem não precisa de uma «estrelinha»?



  1. Todos nós sentimos que pouco conseguimos sozinhos. Na existência, não basta a competência. Precisamos também de uma «estrelinha»: não da «estrelinha da sorte», mas de uma «estrelinha» com luz forte. Foi esta «estrelinha» que os magos guiou e que ao seu destino os levou. Mais que no firmamento, esta estrelinha brilhou por dentro. Foi sobretudo no coração que esta estrela acendeu um grande clarão.

A estrela é o próprio Jesus. É Jesus quem nos conduz. É Jesus quem nos indica como O havemos de procurar e onde O podemos encontrar. Como os magos, ponhamo-nos a caminho pois a estrela não deixa ninguém sozinho. Só quem — como Herodes — se recusa a ver é que esta estrela poderá perder.

  1. Sigamos, então, a estrela. Afinal, o Deus que nos visita também Se deixa visitar, o Deus que vem ao nosso encontro também Se deixa encontrar: pelos de perto, como os pastores (cf. Lc 2, 16) e pelos de longe, como os magos (cf. Mt 2, 1).

Como bem notou São Paulo, todos, em Cristo Jesus, «pertencem ao mesmo Corpo e beneficiam da mesma Promessa» (Ef 3, 6). Caem por isso os muros, só ficam as pontes. Todos estamos ligados a todos através do Pontífice, isto é, d’Aquele que faz as pontes: Jesus.


B. Número, nome e condição dos magos



  1. O Evangelho, com extrema parcimónia, fala-nos de «uns magos» (Mt 2, 1). Não refere nem o seu número nem o seu nome. Nem sequer diz que seriam reis. Foram assim chamados talvez pela alusão que o Salmo 72 faz aos reis que viriam pagar tributo e oferecer presentes (cf. Sal 72, 10). A designação de magos não aponta seguramente para artes mágicas, mas para o estudo dos astros.

Cedo, porém, a tradição entrou em campo. Quanto ao número, foi fácil chegar a três por causa dos presentes que levaram: ouro, incenso e mirra (cf. Mt 2, 11). Ouro porque aquele Menino era Rei, incenso porque aquele Menino era Deus e mirra porque aquele Menino iria ser Mártir. Remontará a esta oferta o costume de dar presentes nesta época natalícia. No que respeita à identidade dos magos, há um evangelho apócrifo arménio, datado do século VI, que refere o nome, a condição e a proveniência. Assim, Baltasar seria rei da Arábia, Gaspar seria rei da Índia e Melchior seria rei da Pérsia. Tal escrito também diz que seriam irmãos e que a viagem que fizeram teria demorado nove meses, chegando a Belém na altura do nascimento de Jesus.



  1. É claro que estes dados são fantasiosos, mas o certo é que se tornaram muito populares. Até um homem culto como São Beda Venerável dá voz, no século VIII, a pormenores que já estariam muito difundidos. Segundo um dos seus escritos, «Melchior era velho de 70 anos, de cabelos e barbas brancas. Gaspar era jovem, de 20 anos, robusto. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com 40 anos».

De acordo com uma tradição medieval, os magos ter-se-iam reencontrado quase 50 anos depois de terem estado com Jesus, em Sewa, na Turquia, onde viriam a falecer. Mais tarde, os seus corpos teriam sido levados para Milão. Aí permaneceram até ao século XII, quando o imperador alemão Frederico terá trasladado os seus restos mortais para Colónia.


C. Um mistério de mostração



  1. Acerca da estrela que viram, também tem havido não poucas conjecturas. Muitos têm identificado aquela estrela com o cometa Halley, que foi visto por volta dos anos 12-11 a.C. Também poderia ser uma luz resultante da conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes, ocorrida em 7 a.C. Há ainda quem fale de uma «nova» ou «supernova», visível por volta dos anos 5-4 a.C.

Esta estrela pode ser vista como um símbolo messiânico insinuado já no livro dos Números, quando Balaão diz que «um astro procedente de Jacob se tornará chefe» (Núm 24,17). Também Isaías garante que «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz, uma luz raiou para os que habitavam uma terra sombria» (Is 9, 1).



  1. A verdadeira luz é o próprio Jesus. Ele mesmo Se apresentará como a luz do mundo (cf. Jo 8, 12). Mas esta luz só é acessível a olhares lisos e limpos. Só quem for puro e transparente conseguirá ver esta luz. Herodes não viu esta luz porque não queria deixar-se iluminar: estava corroído pela inveja e obstinado pelo poder (cf. Mat 2, 7-17).

A Epifania é, toda ela, uma festa de luz, de uma luz que ilumina toda a terra. Em Jesus, Deus manifesta-Se a todos, dá-Se a conhecer a todos. A Epifania não é, portanto, um mistério de demonstração, mas de mostração. E Deus mostra-Se de uma forma despojada e encantadoramente humilde.

 

D. Uma festa que chegou a englobar o Natal



  1. Aliás, é o que se depreende do magnífico conto de Sophia de Mello Breyner. Baltasar, em nome dos outros magos, foi consultar os homens da ciência e da política para que lhes dissessem onde estava o «Rei dos Judeus» (cf. Mt 2, 2). Decepcionado com a resposta, virou-se para os homens da religião. É que encontrara um altar dedicado ao «deus dos poderosos», outro ao «deus da terra fértil» e outro ao «deus da sabedoria».

Insatisfeito de novo, perguntou aos sacerdotes pelo «deus dos humilhados e dos oprimidos». Resposta dos sacerdotes: «Desse deus nada sabemos». Então Baltasar subiu ao terraço e «viu a carne do sofrimento, o rosto da humilhação». Deus estava ali, o Deus que os sacerdotes desconheciam.



  1. Não espantará, assim, que esta seja uma festa muito antiga, mais antiga que o próprio Natal. Aliás, houve uma altura em que a Epifania englobava também a celebração do nascimento de Jesus. De facto, não há notícia de uma festa específica do Natal nos primeiros tempos. A primeira vez que o Natal aparece mencionado no dia 25 de Dezembro é no ano 354.

São Clemente de Alexandria indica que uns celebravam o Natal a 28 de Março, outros a 19 ou 20 de Abril, outros a 20 de Maio ou, então, na festa da Epifania.


E. Um misto de aceitação, rejeição e indiferença



  1. Esta festa surgiu no Oriente, a 6 de Janeiro. Inicialmente, o seu conteúdo era variável e abrangente. Na Epifania, celebrava-se o nascimento de Jesus, as bodas de Caná e o Baptismo do Senhor. Muito depressa, o Ocidente incorporou esta festa, acrescentando-lhe a adoração dos magos.

De toda esta evolução resultou a actual estrutura do tempo natalício: Natal a 25 de Dezembro, Epifania a 6 de Janeiro e Baptismo do Senhor no Domingo depois da Epifania. No fundo, entre o Natal e a Epifania há um intercâmbio de significado. Celebra-se o mesmo em ambos os casos: a manifestação de Deus aos homens. No Natal e na Epifania, celebramos portanto a mesma Teofania.



  1. Desde o início, Jesus é adorado e também rejeitado. Diante de Jesus, diferentes personalidades assumem diferentes atitudes, que vão desde a adoração (os magos), até à rejeição (Herodes), passando pela indiferença. Esta última é a atitude dos sacerdotes e dos escribas, que não vão ao encontro desse Messias que eles bem conheciam dos textos sagrados.

Não basta, com efeito, conhecer Jesus, é fundamental ir ao encontro d’Ele para O anunciar. Ele vem para mudar os nossos passos. É por isso que os magos regressam à sua terra por outro caminho (cf. Mt 2, 12). Quando nos encontramos com Jesus, que é o caminho (cf. Jo 14, 6), os nossos caminhos são outros. Transformemos, então, a nossa vida. Convertamo-nos Àquele que Se converteu a nós, Àquele que Se fez um de nós. Façamos sempre como os magos: sigamos a estrela; nunca paremos de vê-la. Deus deixar-Se-á encontrar. E a felicidade em nós há-de brilhar!

publicado por Theosfera às 05:13

Hoje, 06 de Janeiro (Solenidade da Epifania do Senhor e Dia da Infância Missionária), é dia de Sto. André Bessette e Sta. Rafaela Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 05 de Janeiro de 2019

Hoje, 05 de Janeiro, é dia de S. Simeão Estilita, S. Telésfero, S. João Neponucemo, Sta. Maria Repetto e S. Pedro Bonilli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 04 de Janeiro de 2019

Hoje, 04 de Janeiro, é dia de Sta. Isabel Ana Seton e Sta. Ângela de Foligno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 03 de Janeiro de 2019

Hoje, 03 de Janeiro, é dia do Santíssimo Nome de Jesus, S. Fulgêncio de Ruspas, Sta. Genoveva de Paris, Sto. Antero e S. Ciríaco Elias Chavara.

Um santo e abençoado dia para todos

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 02 de Janeiro de 2019

Hoje, 02 de Janeiro, é dia de S. Basílio Magno e S. Gregório Nazianzeno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 01 de Janeiro de 2019

Senhora do Ano Novo,

olha por este Teu povo.

Acompanha-nos a cada instante,

com o Teu amor fiel, constante.

 

Senhor do Ano Bom,

enche os nossos ouvidos com o eco do Teu som,

com o eco do Teu sim,

com o Teu amor sem fim.

 

Senhora de cada dia,

acende em nós a alegria.

Transforma-nos por inteiro

desde o início de Janeiro.

 

Todo o ano será diferente

na vida de toda a gente

se nos guiarmos pelo brilho

da luz que é Teu Filho.

 

Senhora da vida nova,

o nosso coração renova.

Que nunca de Te louvar nos cansemos

e que a Tua bondade imitemos.

 

Do corpo de Teu Filho

cada um de nós é membro.

Que o Seu Evangelho nos guie

dia a dia, até Dezembro.

 

Senhora do silêncio,

que tudo guardas no coração.

Ensina-nos a vencer o mal

e a crescer na mansidão.

  

Senhora que nos assistes

nas horas alegres e nos momentos tristes,

afaga-nos com a Tua mão,

sê para todos amparo e consolação.

 

Pedimos-Te não só saúde,

conforto e prosperidade.

Rogamos que a nossa vida mude

e que prospere sobretudo em santidade.

 

Senhora da compaixão,

Mãe do amor e do perdão,

aconchega os que estão sós,

os que, de tanto soluçar, ficam sem voz.

 

Senhora silenciosa,

ouve a nossa prece dolorosa:

que acabe de vez a guerra,

que venha a paz para toda a terra!

publicado por Theosfera às 11:35

A. Não comecemos a desistir e nunca desistamos de começar

  1. Nestas alturas, é praticamente impossível ser original. Como notava Terêncio, «não se diz nada que já não tenha sido dito». As palavras parecem sempre velhas, mesmo quando falam do que é novo. Que esperar, então, do ano novo?

Após os desejos habituais, eis que nos preparamos para as amargas desilusões de sempre. À primeira vista, já nenhum ano parece ser novo. A própria palavra «novo» é bem antiga.

 

  1. Por vezes, a vontade de desistir é grande. Mas é precisamente por isso que a determinação de persistir tem de ser ainda maior. Afinal e como dizia Santo Agostinho, «é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa». Na vida, são muitas as situações em que tudo parece que vai acabar. Na vida, são muitos os momentos em que temos de ganhar forças para recomeçar.

O início de um ano sinaliza que a vida é um recomeço constante. Há 12 meses, também estávamos a começar um ano. Há 24 e há 36 meses, estávamos igualmente a começar outros anos. O que jamais podemos é desistir: não comecemos a desistir e nunca desistamos de começar.

 

B. Um dia para Jesus, um dia com Maria

 

3. Começamos cada ano com os ouvidos a captar os ecos do Natal. Aliás, hoje ainda estamos no Dia de Natal. O Natal, como a Páscoa, é um dia com 192 horas. É um dia que se estende por oito dias, até hoje, 1 de Janeiro. A este dia com oito dias chama-se Oitava. É por isso que nunca deveríamos perguntar, como certamente perguntamos nos últimos dias, «Como foi o teu Natal?» ou «Como foi esse Natal?». É que, de facto, o Natal não «foi», o Natal «é», o Natal nunca deixa de ser. O Natal é uma manhã sem ocaso, é um começo sem fim.

Como acabamos de escutar, foi na Oitava do Natal — ou seja, oito dias após o Seu nascimento — que o Menino recebeu o nome de Jesus (cf. Lc 2, 21). Daí que, durante muitos anos, este fosse também o dia da festa do Santíssimo Nome de Jesus. Entretanto, o Tempo Litúrgico do Natal não acaba nesta Oitava. Ele só termina com a festa do Baptismo do Senhor. Mas, no fundo, é sempre tempo de Natal. O Natal está no tempo para que possa estar na vida, para que possa estar na nossa vida no tempo.

 

  1. É, então, a Jesus que entregamos este nosso novo percurso no tempo, que queremos percorrer também na companhia de Maria, que tudo — e a todos — guarda em Seu coração (cf. Lc 2, 19). Com D. António Couto, saudámo-La como «Senhora e Mãe de Janeiro, do Dia Primeiro e do Ano inteiro».

Hoje ocorre a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Sendo Mãe de Cristo e sendo Cristo o Filho de Deus, os cristãos cedo perceberam que Maria era Mãe de Deus. Não era só Mãe do homem Jesus, mas Mãe do Filho de Deus que encarnou em Jesus. O Concílio de Éfeso oficializou esta doutrina em 431. São Cirilo de Alexandria já tinha tornado tudo muito claro: «Se Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus e se a Virgem Santa O deu à luz, então Ela tornou-Se a Mãe de Deus».

 

D. A paz tem um nome: Jesus

 

5. Foi por Maria que Jesus veio até nós. Será sempre com Maria que nós iremos até Jesus. Aquela que nos dá Jesus é sempre a melhor condutora para irmos ao encontro de Jesus. Façamos, portanto, como os pastores. Como os pastores, corramos (cf. Lc 2, 16). Procuremos ir depressa, sem demora, ao encontro de Jesus.

Em Jesus, oferecido por Maria, encontramos o que mais procuramos para nós e o que mais desejamos para o mundo: a paz. Jesus não é apenas o portador da paz. Ele próprio é a paz. Aliás, é assim que o Messias é descrito por Miqueias: «Ele será a paz» (Miq 5, 5). Isaías apresenta o Menino «que nos nasceu» como o «príncipe da paz» (Is 9, 6). Por sua vez, os salmos apontam os tempos messiânicos como sendo marcados por uma grande paz (cf. Sal 72, 7).

 

  1. Não espanta, por isso, que, no século V, São Leão Magno tenha dito que «o nascimento de Cristo é o nascimento da paz». De facto e como reconhece São Paulo, Cristo «é a nossa paz» (Ef 2, 14). É aquele que derruba todos os muros de separação e que de todos os povos faz um só povo (cf. Ef 2, 14). Trata-se de uma paz única, sem paralelo. O próprio Jesus viria a dizer que a Sua paz era diferente: «Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz; [mas] não vo-la dou como o mundo a dá» (Jo 14, 27).

É neste sentido que o Concílio Vaticano II recorda que a paz é muito mais do que a mera ausência de guerra. De resto, a ausência de guerra é, muitas vezes, ocupada com a preparação para a guerra. A paz é mais do que «pax», que, segundo os antigos romanos, resultava da negociação entre as partes desavindas. As partes continuavam desavindas, apenas não entravam em conflito. Semelhante é o conceito veiculado pelo grego «eirene». A paz, para os gregos da antiguidade, é uma tentativa de harmonia entre forças contrárias. As forças permanecem contrárias, unicamente não avançam para o combate.

 

D. Para estar no mundo, a paz tem de estar em cada pessoa

 

7. O hebraico «shalom» contém muito mais. A paz, aqui, é anterior a qualquer esforço humano. É um dom de Deus que faz o homem sentir-se completo, integral. É por isso que a paz só estará no mundo se estiver em cada pessoa que há no mundo. Antes da negociação, é fundamental pugnar pela conversão à paz. Jesus, no Sermão da Montanha, considera felizes os construtores da paz. Só eles serão «chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).

Importa perceber que o primeiro sinal de Deus é a paz. Quando Deus vem à terra em forma de criança, os enviados celestes entoam um cântico que diz tudo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra» (Lc 2, 14). A paz desponta, assim, como o grande indicador de que Deus já está entre nós.

 

  1. Desde 1968, o dia de ano novo tornou-se também o Dia Mundial da Paz. Pretendia São Paulo VI colher inspiração na invocação que, neste dia, se faz de Jesus e de Maria: «Estas santas e suaves comemorações devem projectar a sua luz de bondade, de sabedoria e de esperança sobre o modo de pedirmos, de meditarmos e de promovermos o grande e desejado dom da paz». Com aquele grande Papa, continuamos a pedir para que «seja a paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processamento da história no futuro».

Para 2019, o Papa Francisco propõe um tema de suma pertinência: «A boa política está ao serviço da paz». Com efeito, quando não está ao serviço da paz, nenhuma política é boa. Para isso, tem de haver confiança e respeito.

 

E. Antes de mais, importa atingir o zero

 

9. Ainda temos um longo caminho a percorrer. Ainda há domínios onde nem sequer atingimos o «grau zero» de humanidade. Ainda há domínios onde nos encontramos abaixo de zero. E abaixo de zero, tudo é negativo, tudo é negação. Como pode haver paz no mundo se no mundo não há respeito pela dignidade humana? Temos pois muito que fazer ou — como diria Sebastião da Gama — «temos muito que amar».

Duas são as coisas que têm de acabar já: a guerra e a fome. E duas têm de ser as coisas que temos de assegurar desde já: paz para todos e pão para cada um. Mais duas são também as coisas a que urge pôr fim: egoísmo e violência. E duas são igualmente as coisas que temos de introduzir com urgência: solidariedade e educação.

 

  1. Neste início de ano, acolhamos o olhar com que Deus nos olha e a paz que Ele benevolamente nos concede (cf. Núm 6, 26). Não esqueçamos que o lugar onde a paz mais se decide é o nosso interior. Se o nosso interior não for indiferente, o nosso exterior começará a ser diferente. E a verdadeira novidade descerá à terra. O novo ano pode não ser melhor, mas nós podemos ser melhores no Ano Novo.

Que haja, pois, vida nova no ano novo. Não é o ano novo que faz a vida nova. Só uma vida nova fará o ano novo. Só uma vida nova trará o tempo novo, o mundo novo!

publicado por Theosfera às 05:20

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2018

Hoje, 31 de Dezembro, é dia de Sta. Comba de Sens, Sta. Melânia, a Nova, S. Piniano, S. Silvestre I e Sto. Alão de Solominihac.

Um santo e abençoado dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 30 de Dezembro de 2018

Natal é a noite, mas é também o dia.

 

Natal é o frio, mas é também o calor.

 

Natal é Jesus, Natal é a família,

Natal é a humanidade e Natal também és tu.

 

Não fiques à espera do Natal,

sê tu mesmo o melhor Natal para os outros.

 

O Natal não terminou no dia 25.

Constrói, por isso, um Natal para todo o ano,

para toda a vida.

 

Tu és o Natal

que Deus desenhou e soube construir.

 

É por ti que Deus hoje continua a vir ao mundo.

É em ti que Ele também renasce.

 

Sê, pois, um Natal de esperança,

de sorriso e de abraços,

de aconchego e doação.

 

Também podes ser um Natal com algumas lágrimas.

São elas que, tantas vezes, selam o reencontro e sinalizam a amizade.

 

Eu vejo o Natal no teu olhar, no teu rosto, no teu coração,

na tua alma, em toda a tua vida.

 

Há tanta coisa de bom e de belo em ti.

Tanta coisa que Deus semeou no teu ser.

 

Descobre essa riqueza, celebra tanta surpresa,

partilha com os outros o bem que está no fundo de ti.

 

Diz aos teus familiares que os amas,

aos teus amigos que gostas deles,

aos que te ajudam como lhes estás agradecido.

 

Não recuses ser Natal junto de ninguém. Procura fazer alguém feliz.

 

Não apagues a luz que Deus acendeu em ti.

Deixa brilhar em ti a estrela da bondade e deixa atrás de ti um rasto de paz.

 

Que continues a ter um bom Natal.

A partir de agora. Desde já. E para sempre!

publicado por Theosfera às 11:32

A. Deus vem ao mundo através de uma família

 

  1. Dizem — e não é mentira — que o Natal é a Festa da Família. De facto, sendo a festa do nascimento de Jesus, o Natal é, por inerência, a festa da família de Jesus. E é, por extensão, a festa da nossa família com Jesus.

Curiosamente, houve uma altura em que se pretendeu sobrepor a Festa da Família à Festa do Nascimento de Jesus. Apenas uma semana após a revolução de 5 de Outubro de 1910, foi promulgado um decreto que estabelecia que o 25 de Dezembro deixasse de ser a comemoração do nascimento de Jesus para passar a ser somente o dia da Festa da Família. Só que o bom povo, na sua sábia coragem e na sua corajosa sabedoria, nunca deixou de celebrar — em família! — o nascimento de Jesus.

 

  1. A família não esvazia o Natal e o Natal não esvazia a família. A família oferece o ambiente natural para o Natal e o Natal oferece o sentido sobrenatural para a família. A família fica mais cheia na quadra do Natal e fica mais preenchida com o mistério do Natal. Afinal, que nos mostra o Natal? Mostra-nos Jesus, mostra-nos Maria e mostra-nos José. Ou seja, mostra-nos uma família.

Deus quis entrar no mundo através de uma família, através de uma família constituída a partir da união entre um homem e por uma mulher. É esta a família que Deus quer. Nos relatos da criação, diz-se expressamente que, quando Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, criou o homem e a mulher (cf. Gén 1, 26). É por tal motivo que o homem deixa pai e mãe para se unir à sua esposa passando os dois a ser uma só carne (cf. Gén 2, 24). Jesus retoma e confirma este desígnio recomendando: «Não separe o homem o que Deus uniu» (Mc 10, 9). Estão aqui consignadas as propriedades essenciais do matrimónio: unidade e indissolubilidade com a consequente abertura à geração de vida.

 

B. A família é uma criação divina

 

3. A família não é, portanto, uma invenção humana, mas uma criação divina. Aliás, o próprio Deus é uma família composta pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

Tal como sucede na família divina, também na família humana não há — ou não devia haver — superiores nem inferiores. Tal como o Pai não é mais que o Filho e o Espírito Santo, também o marido não é mais que a esposa. Tal como os membros da família divina têm igual divindade, também os membros da família humana possuem igual humanidade.

 

  1. Jesus elevou a união entre o homem e a mulher à dignidade de Sacramento. Ou seja, deu a esta união um valor sagrado. Também no matrimónio, a iniciativa é de Deus. É Deus — que a todos chama à vida e à fé — que também chama alguns ao matrimónio.

Nós acreditamos que, sem obviamente contender com a liberdade de cada um, é Deus quem coloca este homem no caminho daquela mulher e esta mulher no caminho daquele homem. Na celebração do Matrimónio, os dois formalizam a sua resposta à proposta de Deus.

 

C. Os problemas existem para serem vencidos, não para (nos) vencerem

 

5. Não faltam, hoje em dia, atentados contra a família: atentados no exterior e atentados no interior. O Estado e a sociedade não apoiam devidamente a família, mas será que a família se apoia adequadamente a si mesma? O Estado e a sociedade não são amigos da família, mas será que a família é amiga da própria família?

Além do flagelo do desemprego, há ainda o drama por causa de muitos empregos. Há esposos que são obrigados a estar longe um do outro. Há pais que são obrigados a passar a maior parte do tempo fora dos filhos. Resultado: há famílias onde não há praticamente nenhuma vida familiar. E sem vida familiar poderá dizer-se que há família?

 

  1. Actualmente, por cada 100 famílias que se constituem, há certa de 70 famílias que se desfazem. E antes de se desfazer, há muitas famílias que se vão destruindo. A violência doméstica não pára de crescer. Em vez de ser uma alternativa de paz aos conflitos que há no mundo, a família parece ser o rastilho que incendeia muitos desses conflitos.

Em relação à família, também parece haver partidários da «solução final». Há quem pense que a única maneira de acabar com os problemas na família é acabar com a própria família. É preciso aprender a esperar para discernir. Às vezes, é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente (re)começa. Afinal, os problemas existem não para nos vencerem, mas para serem vencidos por nós…com a ajuda de Deus.

 

D. O dia mais importante para a família

 

7. O segredo para que uma família se fortaleça consiste em valorizar cada pessoa e cada momento da convivência entre as pessoas. O dia mais importante para a família não é só o dia do casamento. Esse foi o dia do início da família. Mas a família não tem importância só quando começa. Uma família é sempre importante. Por isso, o dia mais importante para a família é «hoje», o «hoje» de cada dia. Eu atrever-me-ia a dizer que nem a morte põe fim à família, nem a morte termina com os laços gerados em família. Um filho que vê morrer o seu pai considera-se sempre filho desse pai. E uma mãe que vê morrer a sua filha não se considera sempre mãe daquela filha?

Queridas famílias, valorizai o dom de cada dia. Ao acordar pela manhã, dizei uns aos outros: «Hoje é o dia mais importante da nossa vida». E, no dia seguinte, voltai a dizer: «Hoje é o dia mais importante para a nossa família».

 

  1. Em cada hoje, há coisas pequenas que podem ter um resultado muito grande. Procurai dar valor aos pequenos gestos, às pequenas palavras e até aos pequenos silêncios. Sim, a família é o espaço por excelência do diálogo, mas também deve ser um lugar privilegiado para o silêncio. Como reconheceu São Paulo VI, a Sagrada Família de Nazaré oferece-nos uma interpelante lição de silêncio. Às vezes, ficar calado pode ajudar muito. Pelo menos, pode ajudar a não agravar certos problemas. Há palavras que não só não resolvem como ainda complicam. Há palavras que magoam e que chegam a agredir mais do que certas agressões. Perante alguém que diz muito e muito alto, não dizer nada pode ser o melhor contributo para restaurar a paz e repor a serenidade.

Todos gostam de ter razão, mas eu diria com São Paulo que mais importante do que ter razão é ter «bondade, humildade, mansidão e paciência» (Col 3, 12). Quando tivermos de falar, não nos limitemos a repreender e a exigir. Procuremos saber também agradecer e elogiar. Como tem dito o Papa Francisco, expressões simples como «obrigado», «com licença», «faça o favor» ou «desculpe» podem ter um efeito salutar para o presente e para o futuro da família. Pedir perdão não é um acto de fraqueza. É uma demonstração de força que acaba por fortalecer a família.

 

E. A maior riqueza da família

 

9. As famílias, hoje, não têm tempo. Gastam tempo para ter uma casa e depois acabam por não ter tempo para estar em casa. Mas, se não existe o tempo ideal, que a família, ao menos, aproveite o tempo real, o tempo possível, o tempo disponível: o tempo disponível para estar, para conviver, para rezar. Como bem disse São João Paulo II, «família que reza unida permanece unida».

A oração é o grande alimento — e o maior cimento — da união. É desejável que a família se junte para uma oração conjunta. A oração permite perceber que a maior riqueza não é o só o que existe em cada membro da família, mas o que existe entre todos os membros da família. Entre todos os membros da família encontra-se Deus, que sabe conjugar as diferenças numa comunhão indestrutível e fecunda.

 

  1. Que a família nunca deixe de ser família. Que a família seja um espaço para todos. Infelizmente, a tumultuosa agitação do dia-a-dia não deixa que as gerações convivam muito entre si. Primeiro, são os pais que não têm tempo para os filhos; depois, são os filhos que não têm tempo para os pais. E é assim que nascemos, crescemos e acabamos por morrer deslaçados, sem tempo para estar uns com os outros, sem tempo para dizermos quanto gostamos uns dos outros. Apesar de tudo, a família tem um belo futuro à sua frente, como tem um luminoso passado atrás de si.

Queridas famílias, olhai para a Sagrada Família de Nazaré que a Oração Colecta desta Missa aponta como «um modelo de vida». Sobretudo vós, que vos sentis em maior dificuldade, olhai bem para Jesus, para Maria e para José. É bem verdade que, como cantava o Padre Zezinho, «tudo seria bem melhor se o Natal não fosse um dia, se as mães fossem Maria e se os pais fossem José; e se toda a gente se parecesse com Jesus de Nazaré». Tudo seria bem melhor, sem dúvida. Tudo há-de ser melhor apesar de todas as dúvidas. Tenho a certeza de que, como dizia o Concílio Vaticano II, «a família há-de continuar a ser «o berço da vida e do amor». No fundo, cada família é um pequeno mundo. Que o nosso mundo possa vir a ser uma grande família!

publicado por Theosfera às 05:37

Hoje, 30 de Dezembro (Festa da SagradaFamília), é dia de Sto. Anísio, Sta. Margarida Colona e S. Sabino.

Um santo e abençoado dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 29 de Dezembro de 2018

Hoje, 29 de Dezembro, é dia de S. Tomás Becket e S. Gerardo de Waindvrille.

Um santo e abençoado dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:36

Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2018

Hoje, 28 de Dezembro, é dia dos Santos Inocentes, padroeiros dos meninos de coro e das crianças abandonadas.

Um santo e abençoado dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2018

Hoje, 27 de Dezembro, é dia de S. João Evangelista (padroeiro dos teólogos e invocado contra as queimaduras e venenos e ainda para obter a graça de uma boa amizade), Sta. Fabíola, S. Teodoro e S. Teófanes.

Um santo e abençoado dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2018

Hoje, 26 de Dezembro (segundo dia da Oitava de Natal), é dia de Sto. Arquelau, Sto. Estevão (protomártir) e Sta. Vivência Lopes.

Um santo e abençoado dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 25 de Dezembro de 2018

A. Eis-nos no dia tão sonhado, no dia tão esperado



  1. Eis-nos, finalmente, chegados ao dia tão sonhado, ao dia tão esperado; ao dia tão sentido, ao dia tão querido. Eis-nos, finalmente, chegados ao «dia inicial inteiro e limpo». Eis-nos, finalmente, chegados ao dia de Natal. Não ao Natal das pressas e das prendas; não ao Natal das correrias e das gritarias; não ao Natal das promoções e das agitações. Eis-nos, finalmente, chegados ao Natal de Jesus e ao nosso Natal com Jesus.

Sim, porque só há Natal no mundo a partir deste mistério profundo. Só há Natal no homem a partir do Deus que Se faz homem. Só há Natal na história quando deste mistério fazemos memória. O Natal só tem luz quando nele celebramos Jesus. É Ele, Jesus, que enche de brilho o meu, o teu, o nosso Natal.



  1. Não nos resignemos, por isso, a uma espécie de «peri-Natal». Não nos limitemos a andar na órbita do Natal, à volta do Natal. Procuramos entrar em cheio no mistério do Natal. E o Natal não é nada sem Jesus. Mas o Natal pode ser tudo se nele estivermos centrados em Jesus.

Compreendamos isto: só há Natal em Cristo. Aliás, como bradava São Macário, «ai da vida em que não habita Cristo». É que — assim poetava Moreira das Neves — «promessas do mundo inteiro são apenas ilusão». Não haverá Natal verdadeiro «sem Cristo no coração».




B. É urgente «renatalizar» o Natal



  1. É preciso «renatalizar» o Natal; é urgente parar de «desnatalizar» o Natal. O tempo avança e tanto frenesim até já cansa. Nesta hora, quem não está cansado das intragáveis promoções de Natal? Das formatadas prendas de Natal? Das ruidosas festas de Natal? Das intermináveis ceias de Natal? E da sufocante máscara do Pai Natal?

Tão solicitados somos nesta altura. E todos os «rituais» somos obrigados a cumprir para não fazer má figura. Sentimos falta de mais calma na nossa alma. Conseguiremos saborear o Natal no meio de tantos simulacros de Natal? Uns dizem que o Natal está a chegar por haver música no ar. Outros garantem o Natal com falinhas mansas promovendo toneladas de brinquedos para as crianças.



  1. O Natal poderá passar por tudo isto se não for desligado de Cristo. Mas o Natal não estará presente em nada disto se nos mantivermos longe de Jesus Cristo. Às vezes, parece que nos contentamos com um «peri-Natal». Andamos à volta do Natal, mas não chegamos a entrar no Natal. Já nem no Natal não haverá lugar para o Natal? Se não há lugar para Jesus, poderemos falar de Natal?

Nunca é demais insistir. O Natal existe para celebrar o nascimento de Jesus. O Natal nasceu com esta finalidade. Há, pois, que «renatalizar» o Natal, recentrando-o em Jesus.


C. É tempo de «descarnavalizar» o Natal



  1. É tempo de superar a crescente «carnavalização» do Natal. Não festejemos o Natal em modo Carnaval, usando como padrão a intrusa «máscara» do Pai Natal. Vistamo-nos de Jesus. É Ele que enche o Natal de luz.

Apesar de muito se falar do «espírito de Natal», temos uma grande dificuldade em mergulhar no «Espírito» e em perceber o «Natal». É hora de deixar de «piratear» o sentido do Natal. Só Jesus dá sentido ao Natal. Só Jesus enche de encanto o nosso Natal. Só Jesus humaniza e fraterniza a celebração do Natal.



  1. Hoje em dia, Nem no Natal serenamos. Até no Natal corremos e nos agitamos. Nem sequer reparamos que o Natal começa por dentro, pelo interior. O Menino que nasceu em Belém veio do interior do Pai. São João usa a palavra «kólpos», que significa «seio»: «O Filho Unigénito, que está no “seio” do Pai, é que O deu a conhecer» (Jo 1, 18). Eis a perene lição do mistério da Encarnação: Deus não Se fica pelo interior, mas vem a partir do Seu interior. É a partir do interior que tudo (re)começa.

Numa época em que tanto costumamos sair, saiamos também para onde não temos estado: «saiamos» também para dentro. É um paradoxo, mas é sobretudo uma urgência. Um acréscimo de vida interior perfumará — com tintas de paz e cores de esperança — este nosso sobressaltado mundo exterior.


D. Uma festa de interioridade para toda a humanidade



  1. O Natal é, essencialmente, a festa da interioridade. É por isso que o Natal deve ser celebrado com alegria, sem dúvida, mas com uma alegria ungida com recato, temperança, comedimento e muita solidariedade. Foi a partir da Sua interioridade que Deus veio ao encontro de toda a humanidade. Com a simplicidade de Jesus em Belém, aprendamos o valor da doação também. Meditemos neste grande mistério de humildade que nos inunda de paz e felicidade.

É grande a maravilha que neste mundo brilha: o mais distante tornou-se o mais próximo. Sophia tem mesmo razão: «A casa de Deus está assente no chão». Deus está aqui: em mim e em ti. Em Cristo, Deus está em nós: escutemos, pois, a Sua voz.



  1. Não nos cansemos de fixar o olhar no presépio. Aquele Menino é tão santo que só consegue provocar encanto. É tão cheio de mansidão que os nossos joelhos caem logo em adoração. O Seu rosto destila tanta pureza que até os antípodas aspiram o perfume da Sua beleza. Enfim, a Sua imagem desperta tal ternura que nem há palavras para descrever tamanha formosura.

O Menino está ali. Mas eu sinto-O sobretudo aqui. Vejo Jesus agora e não deixo de O rever lá fora. Ele está na rua, na minha história e também na sua. Está no sofredor, naquele que estende a mão e mendiga amor. Está no pobre, no que não tem pão. Está em quantos vão penando na solidão. O Seu tempo nunca é distante pois a Sua presença é constante. O Seu lugar não é só em Belém, é na nossa vida também.


E. Tanta profundidade em tão grande simplicidade



  1. Deus, que habita no alto, vem visitar-nos cá em baixo. É, pois, para baixo que devemos olhar. É a partir de baixo que Deus nos olha. Deus não olha para nós, sobranceiramente, de cima para baixo. Deus olha para nós — divinamente — de baixo para cima. E é lá em baixo que continua à nossa espera: lá, nas profundidades da existência, onde a pobreza abunda, onde a injustiça avança, onde a solidão e o abandono não param de crescer.

Eis a lição de Belém. O silêncio de Deus, que falou em Belém, continua a clamar nos pobres também. Quem não os ouve a eles, como pode dizer que O escuta a Ele?



  1. É no sobretudo nos pobres que devemos pensar. É sobretudo para os pobres que devemos agir. A propósito, partilho convosco uma prece que a minha querida Mãe costuma repetir. São palavras simples, mas muito sentidas, muito comovidas e, por isso, muito belas. Ei-las: «Ó meu Menino Jesus/que nasceste em Belém;/abençoa as criancinhas que vivem pelo mundo além./Sem paz, sem saúde,/sem carinho de ninguém;/quero amar-Vos nesta vida/e, depois, no Céu. Amém»! Tanta profundidade jaz nesta simplicidade. De facto, quem Jesus ama agora por Ele será amado pela eternidade fora.

Que o Deus-Menino de Belém — que no mundo acende a paz e o bem — encha de alegria o vosso coração também. Que Aquele que recebeu os pastores alivie as vossas dores. E que o encanto de Belém — de uma beleza sem igual — vos conceda a todos um santo e feliz Natal!

publicado por Theosfera às 05:03

Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2018

Hoje, 24 de Dezembro, é dia de S. Charbel Makhlouf e S. Delfim.

Um santo, abençoado e já natalino dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 23 de Dezembro de 2018

Maria,

Tu és a serva do Senhor,

a Mãe da disponibilidade,

o farol da nossa esperança.


Na Tua humildade,

encontramos a verdade.



Na Tua fidelidade,

reencontramos o sentido.



Com o Teu sim,

tudo mudou,

tudo continua a mudar.



Que o Teu sim nos mude.



Que o Teu sim mude a nossa vida.



Faz do nosso ser

um novo presépio,

igual ao Teu.



Que o Teu Filho nasça em nós.



Que a paz brilhe.

Que a justiça apareça.

E que os sonhos das crianças não deixem de se realizar.



Obrigado, Senhor,

por vires até nós

e por ficares sempre connosco!





Maria, Mãe,

semeia em nós

o Teu Natal,

o Natal do Teu (e do nosso) Jesus!
publicado por Theosfera às 11:27

A. Maria está com pressa

  1. Já houve um tempo em que os dias de Natal eram dias sossegados. Agora, até no Natal andamos todos apressados. Curiosamente, neste Domingo perto do Natal, notamos que Maria também está apressada. Maria está com pressa (cf. Lc 1, 30) porque quer ajudar Isabel. E, acima de tudo, porque sabe que a melhor ajuda é levar Jesus a Isabel.

No fundo, é isto o que falta perceber hoje. Ainda somos capazes de perceber que é preciso ajudar os outros. Falta-nos, porém, compreender que a melhor ajuda é levar Cristo aos outros. Os caminhos de Maria até à casa de Isabel são os caminhos de Maria até à vida de cada um de nós. Também hoje Maria está com pressa. Também hoje, Maria tem pressa de chegar até nós para nos oferecer Cristo, para nos dar o Seu Cristo.

 

  1. Podemos dizer que, naqueles caminhos até à casa de Isabel, ocorreu a primeira procissão do Corpo de Deus. É que, nessa altura, o Corpo de Deus já habitava no Corpo de Maria. Ela já era o verdadeiro «Cálice do Verbo» (Hans Urs von Balthasar) e o primeiro Sacrário da História. É por isso que estes quilómetros não são uma viagem qualquer. A Virgem da Anunciação sai em procissão e já transporta Jesus em peregrinação.

Há dois mil anos, «Maria pôs-Se a caminho» (Lc 1, 30). Hoje, Maria não cessa de Se pôr a caminho. Maria vem ao nosso encontro em cada caminho. Os nossos caminhos continuam a ser percorridos por Maria e pelo Filho de Maria.

 

B. A Visitação é modelo de Missão

 

3.  Maria quem nos leva pela mão até à mesa da comunhão. É Maria quem nos abeira desta refeição inteira. É Maria quem, verdadeiramente, nos conduz até ao Corpo de Jesus. E é Maria quem primeiro diz «ámen» (cf. Lc 1, 38), esperando que o nosso «ámen» seja — como o d’Ela — um «sim» também.

É por isso que a Nossa Senhora deste dia está sempre na nossa companhia. A Nossa Senhora desta viagem está sempre a depositar em nós alento e coragem. Junto de Isabel, Maria é exaltada como crente fiel. Nossa Senhora da Visitação é, por conseguinte, o nosso modelo de missão. Desde o princípio da nossa jornada, podemos contar com Maria em cada estrada.

 

  1. Grande — enorme — é a sabedoria que nos vem de Maria. É cada vez mais urgente perceber que a missão é, essencialmente, um acto de visitação. Como Maria, o pastor tem de ser, antes de mais, um visitador. Não hesitemos, pois, em pormo-nos a caminho ao encontro de quem está sozinho.

Neste mundo global, ainda há quem viva em abandono total. Neste tempo de encontros, ainda há muitos desencontros. E nesta época de encantos, continua a haver quem se veja mergulhado em prantos. Há muita gente a viver só, gente de quem ninguém parece ter dó. Há muita gente abandonada, mesmo que pareça estar acompanhada. Há gente acoitada em dor imensa, à espera do dom de uma presença.

 

C. Evangelizar é fazer como Maria: mostrar Jesus em cada dia

 

5. É preciso fazer como Maria. É preciso sair e sair com pressa. Há muita gente à espera. Há muita gente que quase desespera. Há muita gente sem esperança e que em ninguém tem confiança.

É urgente ser irmão de quem se vai afogando na solidão. Mas quando sairmos pelos caminhos, não partamos sozinhos. Façamos sempre como Maria e levemos Jesus na nossa companhia. Afinal, foi Jesus, levado por Maria, que fez a diferença naquele dia. Não foi só Maria que visitou Isabel. Foi Jesus que inundou aquela vida com a Sua luz. E até João saltou quando Jesus naquela casa entrou (cf. Lc 1, 44). A Sua presença desencadeou uma alegria imensa.

 

  1. Nossa Senhora da Visitação é o nosso modelo na missão. Evangelizar é, acima de tudo, visitar. E é levar Jesus a quem necessita de uma luz. O importante não é que as nossas palavras ecoem; o importante é que a Palavra de Deus entoe.

Na Sua visita, Maria é proclamada bendita (cf. Lc 1, 45). E é proclamada bendita porque acredita. Na verdade, antes de visitar Isabel, Maria visitou o Deus de Israel. E foi o Deus de Israel que Lhe falou de Isabel (cf. Lc 1, 36).

 

D. Maria é bendita porque acredita

 

7. Maria visita porque Se deixou visitar. Quem se encontra com Deus nunca se desencontra dos filhos de Deus. Maria ama com o amor de Deus, com o amor que recebeu de Deus.

As falhas de caridade e de solidariedade começam sempre por ser falhas de espiritualidade. Habituemo-nos, por isso, a visitar Deus, deixando-nos visitar por Deus. Procuremos escutar a Sua voz, acolher a Sua presença e pôr em prática os Seus apelos.

 

  1. A fé é, essencialmente, um mistério de visitação, um mistério de encontro. E, afinal, o que é o Natal senão um mistério de visitação e de encontro? É o encontro que lhe dá o encanto.

Não ponhamos Deus de lado nos nossos roteiros de Natal. Deixemo-nos visitar por Deus e procuremos levar aos outros a permanente visita de Deus. Não digamos que Deus não ouve, que Deus não vê ou que Deus não fala. Nós é que podemos não dar conta da Sua presença. Ao contrário do que se diz, Deus não está em silêncio; pode é estar a ser, por nós, silenciado. Mas nunca nos esqueçamos: é quando parece que está mais ausente que Deus está mais presente.

 

E. Não façamos explodir as armas; façamos «explodir» o amor

 

9. Nesta altura do ano, costumamos ver Deus presente no presépio. Mas não ignoremos que, em cada dia do ano, Deus está presente na Palavra e no Pão. Como não prestar atenção a esta (Sua) constante visitação? Deus está sempre a chegar. Deus está sempre a vir. Quando chega, inunda-nos de esperança. Quando vem, cobre-nos com a paz, com a Sua infinita paz (cf. Miq 5, 5). Como assinalou São Leão Magno, «o nascimento de Cristo é o nascimento da paz». A visitação de Deus é, pois, a visitação da paz.

A terra vive mergulhada em guerra e não consegue uma solução para sair de tanta aflição. À guerra respondemos com guerra e à violência costumamos devolver mais violência. Resultado: a guerra não decresce e a violência cresce. Só há um caminho: em vez de fazer explodir armas, façamos «explodir» Cristo.

 

  1. Na hora que passa, que parece ser de desgraça, é preciso voltar a introduzir graça. A Encarnação é um mistério de visitação, de visitação da graça de Deus. O mundo precisa de uma «explosão» de graça. Não hesitemos em fazer «explodir» a fé num mundo que quase já não acredita. Não hesitemos em fazer «explodir» a esperança num mundo que quase nada espera. E não hesitemos em fazer «explodir» amor num mundo que praticamente deixou de amar, mesmo que muito fale de amor. Só há amor quando o egoísmo se fecha e a doação se abre. Só há doação quando acontece visitação.

Não só neste Natal, mas também neste Natal, visitemos e deixemo-nos visitar. Visitemos Jesus no presépio e visitemos Jesus na Eucaristia. É bom compreender que o Filho de Maria nos visita sempre na Eucaristia. Visitemos, pois, Jesus na Missa e não deixemos de O visitar na Missão após a Missa. A Missão é urgente. A Missão é para toda a gente. A resposta pode não chegar, mas, mesmo assim, a proposta não deve demorar. Uma vez mais, olhemos para Maria. Que a Sua pressa nos apresse. Que a pressa de Maria na missão apresse a nossa decisão: a decisão de levar Cristo a cada irmão!

publicado por Theosfera às 05:43

Hoje, 23 de Dezembro (Quarto Domingo do Advento), é dia de S. João de Kenty, Sta Vitória, Sta. Anatólia, S. Sérvulo e Sta. Maria Margarida Dufrost de Lajemmerais.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 22 de Dezembro de 2018

Hoje, 22 de Dezembro, é dia de Sta. Francisca Xavier Cabríni e S. Graciano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2018

Hoje, 21 de Dezembro (início do Inverno, às 22h23), é dia de S. Pedro Friedhofen e S. Pedro Canísio.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2018

Hoje, 20 de Dezembro, é dia de S. Teófilo de Alexandria, S. Zeferino e S. Domingos de Silos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:02

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

Hoje, 19 de Dezembro, é dia de Sta. Sametana, Sto. Urbano V e S. Ciríaco.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018

Hoje, 18 de Dezembro, é dia da Expectação de Nossa Senhora ou Nossa Senhora do Ó, S. Gaciano e S. Flávio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018

Hoje, 17 de Dezembro, é dia de S. João da Mata, Sta. Olímpia, S. José de Manyanet e Mártires de Gaza.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 16 de Dezembro de 2018

Natal é a mesa farta,

mas é sobretudo a alma cheia.



Natal é Jesus, Natal é a família,

Natal é a humanidade e Natal também és tu.



Não fiques à espera do Natal,

sê tu mesmo o melhor Natal para os outros.



Constrói um Natal para todo o ano,

para toda a vida.



Tu és o Natal

que Deus desenhou e soube construir.



É por ti que Deus hoje continua a vir ao mundo.

É em ti que Ele também renasce.



Sê, pois, um Natal de esperança,

de sorriso e de abraços,

de aconchego e doação.



Também podes ser um Natal com algumas lágrimas.

São elas que, tantas vezes, selam o reencontro e sinalizam a amizade.



Eu vejo o Natal no teu olhar, no teu rosto, no teu coração,

na tua alma, em toda a tua vida.



Há tanta coisa de bom e de belo em ti.

Tanta coisa que Deus semeou no teu ser.



Descobre essa riqueza, celebra tanta surpresa,

partilha com os outros o bem que está no fundo de ti.



Diz aos teus familiares que os amas,

aos teus amigos que gostas deles,

aos que te ajudam como lhes estás agradecido.



Não recuses ser Natal junto de ninguém. Procura fazer alguém feliz.



Não apagues a luz que Deus acendeu em ti.

Deixa brilhar em ti a estrela da bondade e deixa atrás de ti um rasto de paz.



Que tenhas um bom Natal.

A partir de agora. Desde já. E para sempre!

publicado por Theosfera às 11:21

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