O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 02 de Dezembro de 2018

Vim, Senhor, à Tua procura

 

e notei que Tu já estavas comigo.

 

 

 

Fiquei, Senhor, à Tua espera

 

e verifiquei que Tu já moravas comigo.

 

 

 

Pensei, Senhor, que Te encontravas a meu lado

 

e apercebi-me de que já habitavas no meu coração.

 

 

 

O Teu presépio, Jesus, é o íntimo de cada ser humano.

 

A manjedoura em que, hoje, Tu (re)nasces

 

é a vida de tanta gente.

 

 

 

Por isso é sempre Advento,

 

porque Tu estás sempre a chegar.

 

E por isso é sempre Natal,

 

porque Tu estás sempre a nascer.

 

 

 

Nasce, Senhor, no meu peito.

 

Nasce, Senhor, na minha alma.

 

 

 

Nasce, Senhor, na minha vida.

 

Nasce, Senhor, no nosso mundo.

 

 

 

Não tardes mais.

 

O mundo precisa de Ti,

 

da Tua Palavra,

 

do Teu Pão,

 

do Teu imenso Amor

 

e da Tua infinita Paz!

publicado por Theosfera às 11:28

A. Entre o primeiro e o último advento, o contínuo advento

  1. Celebramos o princípio e os nossos olhos já estão postos no fim. Somos, assim, arautos de um começo e, ao mesmo tempo, peregrinos de um final. Não é contradição. Pelo contrário, trata-se da mais profunda coerência. O fim já principiou no começo. É por isso que os «primeiros dias» são a semente dos «últimos dias» (Lc 21, 25). Dos primeiros aos últimos dias, peregrinamos na companhia do Último, do Definitivo, do Eterno.

O tempo não é apenas o campo do transitório, do passageiro e do efémero. No tempo, já habita a eternidade. No que passa, já fermenta o que não passa, o que nunca passará. No homem, já mora Deus.

 

  1. Em tempo de Advento, a Santa Igreja convida-nos a celebrar a primeira chegada com os olhos voltados para a última vinda. Na primeira vinda, uma mulher deu à luz Jesus Cristo. Na última vinda, toda a humanidade dará à luz Jesus Cristo. Como Maria, também a humanidade está «grávida» de Cristo. Nenhuma nuvem nos impedirá de ver o Filho do homem «com grande poder e glória» (Lc 21, 27). Esse não será um momento de pavor, mas uma hora de libertação. Daí o apelo de Jesus: «Quando isto começar a acontecer, endireitai-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima» (Lc 21, 28).

Por conseguinte, o fim não nos deve inspirar temor, mas esperança. O fim é uma inspiração: é uma inspiração para a missão. Sabemos donde partimos, sabemos para onde caminhamos.

 

B. A Sua vinda é a nossa vida

 

3. Não é em vão que o Ano Litúrgico se inicia com este grande horizonte que vai do princípio até ao fim. A nossa vida decorre entre advento e advento, entre uma vinda e outra vinda, entre a primeira vinda e a última vinda de Jesus. Mas não nos limitamos a recordar uma vinda e a preparar outra vinda. Não somos órfãos nem nos limitamos a estar expectantes. Entre estas duas vindas, há uma terceira vinda. Deus está sempre a vir, está sempre a vir até nós. A Sua vinda é, pois, a nossa vida.

Deus veio, Deus virá, Deus vem. Afinal, nunca deixa de ser Advento. Por tal motivo, não é só no Advento que existe advento. Estamos sempre em Advento. Cada advento é evento de Deus, é evento de Deus na história, é evento de Deus na nossa vida. Deus está a vir continuamente até nós. Será que estamos dispostos a ir até Deus? Como reconheciam os cristãos antigos, em Jesus Cristo, Deus fez-Se o que nós somos para que nós possamos ser o que Ele é!

 

  1. Não esqueçamos que o Advento nunca é passado. Mesmo o Advento que ocorreu no passado não está jamais ultrapassado. O Advento é sempre presente. O Advento que ocorreu no passado continua a frutificar no presente. E o Advento que há-de ocorrer no futuro também começa a fermentar no presente. Deus veio no passado, Deus virá no futuro e Deus vem no presente.

Uma vez que Deus está sempre a vir, então estamos sempre em Advento. Trata-se do Advento constante embora talvez seja também o mais esquecido. Preparemo-nos, então, para celebrar o primeiro Advento, que nunca deixa de estar perto, e nunca deixemos de nos preparar para o último — e definitivo — Advento, do qual já estivemos mais distantes.

 

C. Nem só no Advento há advento

 

5. Tal como não há só Advento no Advento, também não há só Natal no Natal. Deus está sempre a (re)nascer em nós; queiramos nós também (re)nascer para Ele. Que seja, pois, Advento para lá do Advento e que seja Natal para lá do Natal. Mas que seja Advento também no Advento e que possa ser Natal também no Natal. Vamos procurar encontrar o Advento neste Advento e vamos procurar reencontrar o Natal neste Natal. Para que nunca deixe de ser Advento e para que possa ser sempre Natal.

Como bem notou o teólogo Johannes Moeller, a Igreja é, ela própria, a «Encarnação permanente». Ou seja, mais do que continuação de Cristo, a Igreja é a contínua presença de Cristo. Neste sentido, podemos dizer que na Igreja encontramos o permanente Advento e o contínuo Natal. É, de facto, na Igreja, especialmente na Palavra e no Pão, que Deus está sempre a vir. É na Igreja, sobretudo na Palavra e no Pão, que Deus nos fala, que Deus nos chama, que Deus nos alenta e que Deus nos alimenta.

 

  1. Nós não evocamos episodicamente um ausente; nós celebramos continuamente uma presença. Hoje, Jesus não está menos vivo do que esteve há dois mil anos. Hoje, Jesus continua a estar vivo na Sua Igreja e em toda a humanidade, nomeadamente na humanidade sofrida e oprimida de tantos irmãos nossos.

Não esqueçamos que, quando apareceu no mundo, Deus surgiu como uma criança pequena e nunca deixou de Se identificar com os mais pequenos (cf. Mt 25, 40). É esta a lição do presépio, é este o ensinamento perene do Evangelho: Deus revela-Se na humildade, Deus visita-nos na simplicidade. A esta luz, não olhemos apenas para a grandeza do que nos aparece como grande; aprendamos a olhar para a grandeza do que (nos) parece pequeno.

 

D. Fazer presépios é bom, mas ser presépio é (ainda) melhor

 

7. Neste tempo, convido-vos a mergulhar. Mas não mergulheis apenas no mar infindo do consumismo. Procurai mergulhar, antes, no oceano imenso da contemplação, da partilha e da presença. Procurai mergulhar em Deus pobre, em Deus criança, em Deus amor, em Deus encanto. Trocai presentes, mas procurai ser presença. O melhor presente é sempre o presente da presença. Há tanta gente só e abandonada, que, nesta época, sofre ainda mais a solidão e o abandono.

Enfim, fazei presépios, mas, acima de tudo, procurai ser presépio. Que os outros possam ouvir Jesus nos vossos lábios. Que os outros possam ver Jesus na vossa vida.

 

  1. O Advento deve ser, antes de mais, um tempo de oração. A oração é a atitude própria de quem vela, de quem espera, de quem prepara. Daí a recomendação de Jesus: «Orai em todo o tempo» (Lc 21, 36). Sim, em todo o tempo e não apenas durante algum tempo. Havendo oração na vida, acabaremos por converter toda a vida em oração.

A oração não é somente encontro: é encontro e é entrada. Na oração, notamos que não estamos apenas diante de Deus e Deus não está apenas diante de nós. Na oração, verificamos que Deus está dentro de nós e nós estamos dentro de Deus

 

E. Ele já vem ao encontro e já está à nossa espera

 

9. Enquanto tempo favorável à reconciliação, aproveitemos o Advento para a reconciliação sacramental, para o sacramento da Confissão. No fundo, trata-se de preparar a nossa casa a fim de que ela possa ser casa para Deus e casa para os outros em Deus. Não tenhamos medo da mudança, da conversão. Em Jesus, Deus converte-Se a nós. Porque não, no mesmo Jesus, convertermo-nos a Deus?

Na medida do possível, façamos uma conversão também das nossas prendas. Procuremos dar a quem não nos poderá dar: aos pobres, àqueles a quem falta o essencial para sobreviver. E sobretudo procuremos dar o que menos se dá hoje em dia: demos tempo, demo-nos no tempo, demo-nos aos que estão ainda mais sós neste tempo.

publicado por Theosfera às 05:03

Hoje, 02 de Dezembro (Primeiro Domingo do Advento e Inauguração do novo Ano Litúrgico), é dia de Sta. Bibiana (invocada para as dores de cabeça e para a epilepsia), S. João Ruysbroeck e S. Rafael Chilinski.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 01 de Dezembro de 2018

Hoje, 01 de Dezembro, é dia da Bem-Aventurada Maria Clara, Sto. Edmundo, S. Roberto, Sta. Maria Clementine Anuarite e Sto. Elói.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Hoje, 30 de Novembro, é dia de Sto. André e S. José Marchand. Refira-se que Sto. André é irmão de S. Pedro e é chamado «protokletós», o primeiro a ser chamado. É o padroeiro dos pescadores, dos vendedores de peixes e das mulheres que desejam ser mães.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 29 de Novembro de 2018

Hoje, 29 de Novembro, é dia de Sto. Avelino Rodriguez, S. Frederico de Ratisbona, S. Dionísio da Natividade e S. Redento da Cruz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 28 de Novembro de 2018

Hoje, 28 de Novembro, é dia de Sta. Maria Helena, S. Tiago da Marca, S. Grázio de Cáttaro e Sta. Catarina Labouré.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 27 de Novembro de 2018

Hoje, 27 de Novembro, é dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e de S. Facundo, S. Primitivo, S. Máximo de Riez e S. Francisco Fasini.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2018

Hoje, 26 de Novembro, é dia de S. Silvestre, S. Leonardo de Porto Maurício, S. João Berchmans e S. Tiago Alberione.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 25 de Novembro de 2018

Tu és rei, Senhor, e o Teu trono é a Cruz.

 

Tu és rei, Senhor, e Teu reino é o coração de cada Homem.

 

Tu és rei, Senhor, e estás presente no mais pequeno.

 

Tu és rei, Senhor, e estás à nossa espera no pobre.

 

Tu és rei, Senhor, e queres mais o amor que o poder.

 

Tu és rei, Senhor, e moras em tantos corações.

 

Tu és rei, Senhor, e primas pela mansidão e pela humildade.

 

Tu és rei, Senhor, e não tens exército nem armas.

 

Tu és rei, Senhor, e não agrides nem oprimes.

 

Tu és rei, Senhor, e não ostentas vaidade nem orgulho.

 

Tu és rei, Senhor, e a tua política é a humildade, a esperança e a paz.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser ignorado e esquecido.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser silenciado.

 

Tu és rei, Senhor, e vejo-Te na rua, em tanto sorriso e em tanta lágrima.

 

Tu és rei, Senhor, e vais ao encontro de todo o ser humano.

 

Tu és rei, Senhor, e és Tu que vens ter connosco.

 

Hoje, Senhor, vou procurar-Te especialmente nos simples, nos humildes, nos que parecem estar longe.

 

Hoje, Senhor, vou procurar estar atento às Tuas incontáveis surpresas.

 

Obrigado, Senhor, por seres tão diferente.

 

Obrigado, Senhor, por seres Tu!

publicado por Theosfera às 11:27

A. Sempre a ouvir Jesus e nunca a aprender com Jesus

 

  1. Todos os dias, ouvimos a mesma lição. E, não obstante, parece que — todos os dias — desaprendemos a mesma lição. Dois mil anos é muito tempo para ensinar, mas parece não ser tempo bastante para aprender. Não são apenas os discípulos da primeira hora a ter dificuldades em conhecer Jesus. Os discípulos de outrora sonhavam com o poder ao lado de Jesus (cf. Mc 10, 37). Muitos de nós, discípulos de agora, continuam a ambicionar o poder em nome de Jesus.

Aliás, não deixa de ser curioso notar como, já naquele tempo, «direita» e «esquerda» sinalizavam categorias de poder. Para materializar as suas ambições, os discípulos pediam para ficar à «direita» ou à «esquerda» de Jesus (cf. Mc 10, 37). Nesse caso, tanto valia ficar à «direita» como ficar à «esquerda». No seu imaginário, quer a «direita», quer a «esquerda» eram geradoras de poder.

 

  1. Não é, porém, esse o modo de ver de Jesus. Só que, há dois mil anos, ninguém O entendeu. Será que, dois mil anos depois, já O teremos entendido?

No pretérito Domingo, víamos como Jesus, mais do que pressagiar o fim do mundo, estava apostado em contribuir para o fim deste mundo: para o fim deste mundo de ódio, de rancor, de mentira e de injustiça. Não é de um mundo assim que Jesus é rei. Jesus é rei, sim, mas de um mundo novo, de um mundo renovado, de um mundo totalmente transfigurado. Definitivamente, Jesus não é rei deste mundo. Jesus é rei para mudar este mundo.

 

B. Como é o reino de Jesus?

 

3. Neste sentido, Jesus não Se considerava um rival do imperador nem um concorrente de Pilatos. Jesus não quer ocupar o seu lugar, mas questionar a sua vida. O Seu reino não é daquele mundo (cf. Jo 18, 36), daquele mundo de poder e de ambições, de senhores e de servos, de preferidos e de preteridos. O reino de Jesus não é o reino do imperador. O reino de Jesus não é daquele mundo e, como diria o escritor João de Melo, o mundo de Jesus também não é daquele reino.

Jesus é rei de um mundo de irmãos, onde todos são filhos de um único Pai. A grande revolução de Jesus é, pois, a filiação plena e a consequente fraternidade universal. Porque filhos de Deus, somos irmãos de todos. Foi por isso que Jesus não nos ensinou a dizer «Pai meu», mas «Pai nosso» (cf. Mt 6, 9). E, nessa medida, também não nos ensinou a pedir um «pão meu», mas um «pão nosso»(cf. Mt 6, 11), ou seja, um pão para todos.

 

  1. É deste mundo que Jesus é rei. É um mundo que nos parece utópico, irrealizável. Daí que nos aquietemos e acomodemos. Daí até que nos integremos na lógica de um mundo assim. Em vez de contribuir para a transformação deste mundo, optamos por nos inserir na lógica deste mundo.

Acontece que, quando Jesus diz que o Seu reino não é deste mundo (cf. Jo 18, 36), não está a sugerir que fiquemos à espera de que este mundo passe. O que Jesus está a dizer é que Ele veio para transformar este mundo, nomeadamente as pessoas que nele vivem. O que Jesus está a propor é que todos trabalhemos para que este mundo seja, não o contrário do mundo futuro, mas a preparação — e o começo — do mundo futuro.

 

C. O reino de Jesus é um reino de verdade

 

5. Ao confirmar que é rei (cf. Jo 18, 37), Jesus assume-Se como o primeiro nesta causa em prol da transformação do mundo. Ele é o primeiro e é também o modelo e a referência para essa mesma transformação. Isto significa que Jesus está a mostrar em que consiste o mundo renovado que Ele veio inaugurar. Trata-se de um mundo guiado pelo Evangelho e pela Lei Nova do Amor.

No fundo, Jesus não está a prevenir-nos para a dissolução — ou para a destruição — deste mundo. Jesus está a convocar-nos para a transformação deste mundo. Jesus não quer uma expectativa passiva, mas uma esperança activa. Ele não quer que fiquemos à espera de que este mundo acabe. O que Ele quer é que contribuamos para que este mundo se renove. Uma coisa é certa. Só há mundo novo com pessoas novas.

 

  1. A este propósito, não deixa de ser significativo verificar como Jesus associa o Seu reino à verdade. De facto, ao dizer que o Seu reino não é deste mundo, fica claro que Jesus não quer ser rei de um reino de mentira, de um reino de falsas verdades ou de um reino de meias verdades.

Como assinala o Prefácio da Oração Eucarística deste Domingo, o reino de Jesus é um «reino de verdade». Ou seja, a mentira não tem lugar nele. Jesus veio ao mundo «para dar testemunho da verdade» (Jo 18, 37). Mais: Ele próprio é a Verdade (cf. Jo 14, 6).

 

D. A verdade é uma pessoa: Jesus

 

7. Como pode Jesus ser rei neste mundo se neste mundo há tanta mentira? Como pode Jesus ser rei neste mundo se neste mundo se triunfa à custa de tanta mentira? Jesus tanto escancara a verdade do mundo novo como desmascara toda a mentira deste mundo envelhecido.

Mas, afinal, o que é a verdade? É a pergunta que Pilatos vai fazer (cf. Jo 18, 38). Jesus não responde com os lábios porque sempre respondera com a vida: a verdade é mais para viver do que para dizer. É por isso que a pergunta de Pilatos é imprecisa. Com efeito, a questão decisiva não é «o que é a verdade?», mas «quem é a verdade?». A verdade é Jesus (cf. Jo 14, 6) Está na verdade quem está com Jesus: «Todo aquele que é da verdade escuta a Minha voz» (Jo 18, 37).

 

  1. Eis, portanto, a única condição para sermos cidadãos do reino de Jesus: basta sermos verdadeiros. Não somos verdadeiros quando possuímos alguma verdade. Somos verdadeiros quando nos deixamos possuir pela verdade.

Uma vez que a verdade é Jesus, então estaremos na verdade quando estivermos com Jesus, quando dermos a vida por Jesus.

 

E. Dar testemunho da verdade é dar testemunho de Jesus

 

9. É verdade o que vem dos lábios quando tal corresponde ao que se vê na vida. As palavras de Jesus (cf. Jo 18, 37) estiveram sempre em plena sintonia com a vida de Jesus. Podíamos acreditar na Sua voz porque a Sua voz era a transparência da Sua vida.

Como refere o Livro do Apocalipse, Jesus é «testemunha fiel» (Ap 1, 5), é a testemunha fiel da verdade. Também nós seremos testemunhas da verdade se formos testemunhas fiéis de Jesus. Nós não somos a verdade, mas todos nós podemos — e devemos — ser verdadeiros. E seremos verdadeiros se estivermos com Jesus, que é a verdade.

 

  1. Está aqui desenhado o percurso da missão. A missão é, essencialmente, um serviço à verdade ou, como dizia São João Paulo II, uma «diaconia de verdade». Dar testemunho da verdade é dar testemunho de Jesus. O Seu reino há-de consumar-se no mundo que há-de vir, mas há-de começar a germinar neste mundo: não neste mundo como ele está, mas neste mundo como Jesus quer que ele esteja.

É por isso que este rei não está num palácio. Jesus quer reinar no coração de cada pessoa: de cada pessoa verdadeira, de cada pessoa que vive o Evangelho a vida inteira!

publicado por Theosfera às 05:06

Hoje, 25 de Novembro (Último Domingo do Ano Litúrgico, Solenidade de Cristo Rei e 137º aniversário do nascimento de S. João XXIII), é dia de S. Tomás de Vila Nova, Sta. Catarina de Alexandria, Sta. Beatriz, S. Luís Beltrame e Sta. Maria Beltrame Quatrocchi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 24 de Novembro de 2018

Hoje, 24 de Novembro, é dia de Sto. André Dunc-Lac e seus Companheiros, Sta. Flora, Sta. Maria, Sta. Eanfleda, Sta. Ana Maria Sala, S. Clemente Delgado, S. Vicente Lién e S. Domingos Khan.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 23 de Novembro de 2018

Hoje, 23 de Novembro, é dia de S. Clemente, S. Columbano e S. Miguel Agostinho Pro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 22 de Novembro de 2018

Hoje, 22 de Novembro, é dia de Sta. Cecília, S. Filémon, Sta. Ápia e S. Salvador Lilli e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

Hoje, 21 de Novembro, é dia da Apresentação da Virgem Santa Maria, S. Gelásio I e Sta. Maria de Jesus do Bom Pastor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 20 de Novembro de 2018

Hoje, 20 de Novembro, (Dedicação da Sé Catedral de Lamego) é dia de Sto. Edmundo, Sta. Maria Fortunata e S. Félix Valois. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:16

Hoje, 20 de Novembro, (Dedicação da Sé Catedral de Lamego) é dia de Sto. Edmundo, Sta. Maria Fortunata e S. Félix Valois. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

Hoje, 19 de Novembro, é dia de Sta. Matilde, S. Rafael Kalinowski e Sta. Inês de Assis.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 18 de Novembro de 2018

Eu sei, Senhor,
que não mereço
que me visites,
que entres na minha casa,
que te envolvas na minha vida.

Eu sei, Senhor,
que não sou digno
que deixes o Teu aconchego,
que experimentes o frio e o desconforto,
que Te sujeites à intempérie do abandono e da ingratidão.

Eu sei, Senhor,
que não tenho direito
a exigir tanto despojamento
nem a esperar tamanha disponibilidade.

Eu sei, Senhor,
que não mereço nada,
que não sou digno de nada,
que não tenho direito a nada.

Mas é por isso que Te agradeço,
é por isso que me comovo
e é por isso que fico sem palavras.

Obrigado, Senhor,
obrigado, bom Deus.
Tu és tudo
e vens ao meu nada.
Tu és tanto
e cabes em tão pouco
que sou eu.

Ensina-me, Senhor,
a ser humilde,
a olhar para todos
não com os meus óculos
mas com os Teus olhos,
que são olhos de afecto,
olhos de esperança,
olhos de amor.

Ensina-me, Senhor,
a compreender a lição da Tua vinda:
lição de humanidade,
de simplicidade,
de singeleza.

Ensina-me, Senhor,
a ver-Te
não apenas nas Tuas imagens de barro,
mas nas Tuas imagens de carne e osso
(algumas mais de osso que carne).

Ensina-me, Senhor,
a sentir
que a Tua morada é no Homem,
em todo o ser humano.

Ensina-me, Senhor,
a venerar-Te nas crianças, nos idosos,
nos pobres,
nos famintos,
nos sofredores e nos desalentados.

Que eu possa perceber
que sempre que estou com alguém
é conTigo que me encontro.

Aquece, Senhor, o nosso coração.
Não deixes que ele gele
com a arrogância, a frieza e a indiferença.

Fica connosco, Senhor!

publicado por Theosfera às 11:30

Hoje, 18 de Novembro (33º Domingo do Tempo Comum e Dia Mundial dos Pobres), é dia da Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo, Sta. Carolina Kózka, Sto. Odo de Cluny, S. Domingos Jorge, Sta. Isabel Fernandes, Sto. Inácio e Sta. Salomé de Cracóvia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:32

A. Neste mundo, tudo passa

  1. O mundo é feito de mudança, mas também de decadência. De facto, neste mundo tudo muda e tudo cai. O Evangelho avisa: até o sol deixará de dar luz, até a lua perderá o seu brilho, até as estrelas tombarão (cf. Mc 13, 24-25). E a ciência não cessa de mostrar que, no universo, há estrelas a morrer e há estrelas que já morreram, arrastando na sua morte os corpos que delas dependem.

Só Deus não passa. Tudo o resto passa, tudo o resto cai. Cai o pequeno, mas cai também o que se julga grande. Cai o pobre, mas cai também o rico. Cai o fraco, mas cai também o que se julga forte. Caem as vítimas, mas caem também os que oprimem as vítimas. Enfim, somos todos arrastados por uma corrente que nos leva para o fim. Somos todos chamados para um fim. E somos todos convidados para um bom…fim!

 

  1. Este discurso de Jesus não quer ser assustador. Pelo contrário, Jesus só pretende ser mobilizador. Chamando a nossa atenção para a inexorável decadência de tudo quanto existe, proclama que só Deus subsiste. Como bem notou Santa Teresa, nesta vida «tudo passa, só Deus basta». Passarão todas as coisas que há na terra, passará a própria terra; só Deus e a Palavra de Deus não passarão nunca (cf. Mc 13, 31).

Neste sentido, o grande apelo que Jesus nos faz é que não nos deixemos aprisionar por este mundo, mas que, neste mundo, nos fixemos em Deus. Quem está em Deus não acaba no fim já que Deus é o fim sem fim, é o fim que nunca terá fim.

 

B. Só em Deus existe o fim sem fim

 

3. Como bem percebeu Gandhi, «o que importa é o fim para o qual somos chamados». E Deus é o fim para o qual todos nós somos — permanentemente — chamados. Nunca sossegaremos enquanto não encontrarmos este fim.

Santo Agostinho confessou, com base na sua própria experiência: «Criastes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração anda inquieto enquanto não repousar em Vós». É que, como admiravelmente poetou Antero de Quental, «na mão de Deus, na Sua mão direita, descansa afinal o nosso coração».

 

  1. Deste modo, salta à vista que fim não é destruição; é transformação e há-de ser plenitude. Ao vincar a decadência de tudo quanto existe, Jesus estabelece um contraste entre este mundo presente e o mundo futuro. E mais do que nos alertar para o inevitável fim de tudo quanto há no mundo, o que Jesus deseja é animar-nos na nossa peregrinação rumo à plenitude.

Cada um de nós é chamado a uma vida plena, a uma vida transformada. E nem sequer é preciso aguardar pelo fim dos tempos. Em cada momento, Deus oferece-nos uma vida plena, uma vida transformada. No fundo, enquanto no tempo caminhamos para a eternidade, vamos sentindo que o Eterno já habita no Tempo e que o Céu já mora na Terra.

 

C. O «Último» que nos leva até às «coisas últimas»

 

5. Jesus não nos esclarece apenas sobre as «coisas últimas» («éschata»). Acima de tudo, Jesus está sempre a oferecer-nos o que é «último» («éschaton»). Ele não nos deixa de instruir sobre as «coisas últimas» que acontecerão nos «últimos dias» (Mc 13, 24). Nessa altura, ocorrerá a última vinda de Jesus («parusia»), em que será consumada a transformação que Ele operou com o Seu mistério pascal: paixão, morte e ressurreição.

Mas o que é verdadeiramente último já está presente no meio de nós. Jesus é o «éschaton» que nos conduz até às «éschata». Ou seja, Jesus é «o Último» que nos conduz até às «coisas últimas». Dizendo de outra maneira, Jesus é «o Fim» que nos conduz até ao fim e até para lá do fim.

 

  1. Não há, pois, motivos para andarmos alarmados com o fim do mundo. Há, sim, motivos — todos os motivos — para nos empenharmos no fim deste mundo. Quanto ao fim do mundo, Jesus tem o cuidado de ressalvar que ninguém sabe o dia e a hora; só o Pai sabe (cf. Mc 13, 32). O que Jesus quer é que nos envolvamos no fim deste mundo de injustiça, no fim deste mundo de mentira, no fim deste mundo de ódio, no fim deste mundo de corrupção.

Ele conta connosco para anteciparmos a eternidade no tempo e para trazermos o céu para a terra. Aliás, para nenhum de nós haverá céu sem terra: colheremos no céu o que formos semeando na terra. É o que decorre da parábola da figueira: quando os ramos ficam tenros e as folhas surgem, é sinal de que o Verão está perto e de que a colheita não está longe (cf. Mc 13, 28-29).

 

D. Não alarmados com o fim do mundo, mas a trabalhar para o fim deste mundo

 

7. O céu é colheita. Alcançaremos o céu na medida em que nos formos transformando na terra. E uma vez que o céu é a felicidade, é importante que procuremos acabar com toda a infelicidade que ainda subsiste. Deus não quer que o mundo seja o contrário do céu. Deus não quer que passemos mal no mundo para passarmos bem no céu. Deus quer que sejamos felizes já neste mundo, para sermos inteiramente felizes no céu. Deus quer que o mundo seja o começo do céu, a sementeira do céu.

Tendo, entretanto, em conta que somos criados para Deus, então só vivendo em Deus é que seremos felizes. É por isso que podemos bater a todas as portas em busca da felicidade. Mas a felicidade só nos aparecerá quando batermos à porta de Deus, quando entrarmos definitivamente em Deus.

 

  1. É hora de acordar. Usando a linguagem do profeta Daniel, é hora de acordar tantos que ainda estão a dormir (cf. Dan 12, 2). É hora de reentrar no caminho após tantos — e tão prolongados — descaminhos. Estas páginas não servem de susto, mas de esperança. É possível mudar, é urgente mudar. Não nos resignemos ao mundo como ele é; procuremos olhar para o mundo como ele pode ser. Nunca comecemos a desistir e nunca desistamos de (re)começar.

Nesta missão de trazer o céu para a terra, Deus é sempre nosso aliado. Será que nós queremos ser aliados de Deus? Nós contamos com Ele. Será que Ele pode contar connosco?

 

E. Os «hábitos na terra» e os «hálitos do céu»

 

9. Nós não somos daqui. A terra é um lugar de passagem e de passagem rápida. É importante que não tenhamos um sabor a terra, mas que, na terra, exalemos sempre um sabor a céu. Os nossos «hábitos na terra» têm de procurar fazer soprar «hálitos do céu».

Para que servem tantos ódios, tantas vinganças? Para que servem tantas ambições de fama e tantos sonhos de poder? Para que servem tantos atropelos e tantas calúnias?

 

  1. Olhemos para a frente, olhemos para o fim. Nunca recuemos. Estejamos atentos e sejamos sempre vigilantes. Deixemo-nos de quezílias e de questiúnculas. Concentremo-nos no essencial, no perene e no definitivo. Não troquemos o eterno pelo instante, mas sejamos capazes de «trocar o instante pelo eterno».

Acima de tudo, não tenhamos medo das dificuldades nem tão-pouco das perseguições. Já Santo Agostinho notou que, na vida, vamos caminhando entre «as perseguições do mundo e as consolações de Deus». Se as perseguições são grandes, as consolações são (infinitamente) maiores. Ser discípulo de Jesus não é ter uma vida fácil. Mas também não é a facilidade que nos leva à felicidade. E Jesus não nos prometeu a facilidade, mas a felicidade. Ele é a felicidade!

publicado por Theosfera às 05:25

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

Hoje, 16 de Novembro, é dia de Nossa Senhora da Saúde, Sta. Margarida da Escócia, Sta. Gertrudes, S. Roque González, Sto. Afonso Rodríguez e S. João del Castillo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:29

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

Hoje, 14 de Novembro, é dia de S. Nicolau de Tavelic, S. José de Pignatelli e S. Serapião.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 13 de Novembro de 2018

Hoje, 13 de Novembro (1664º aniversário do nascimento de Sto. Agostinho e 89º aniversário do nascimento de minha Mãe), é dia de Sto. Estanislau Kostka, Sta. Agostinha Lívia Pietrantoni, S. Diogo de Alcalá, Sto. Homembom, Sto. Eugénio Bossinok e Sto. Artémis Zatti.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2018

Hoje, 12 de Novembro (27º aniversário do Massacre de Santa Cruz, em Díli), é dia de S. Josafat de Kuncevicz, S. Teodoro Studita e S. Cristiano e companheiros calmadulenses.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 11 de Novembro de 2018

Tudo sobe para cima.
Tudo caminha para o alto.
Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,
o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,
para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

A vida é cheia de sinais.
É importante estar atento a eles.
É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.
Nesta vida, tudo corre.
Neste tempo, tudo avança.
Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

Obrigado por nos reunires,
por nos congregares,
por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,
Tu convocas,
Tu reúnes.

Obrigado, Senhor, pela esperança
e pelo ânimo,
Pelo vigor e pela presença.

 

O importante não é saber a hora do fim.
O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.
ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

Tu já abriste as portas.
Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.
Em Ti tudo se renova.
Renova sempre a nossa vida,
JESUS!

publicado por Theosfera às 11:28

A. Não rica porque tem, mas rica porque dá

 

  1. Não há dúvida de que Jesus é o maior — para não dizer o único — revolucionário da história. Ele não Se limita a trazer novidades; Ele mesmo é a novidade. Ele não muda apenas o exterior; Ele muda tudo a partir do interior. Ele não altera somente as estruturas; Ele transforma toda a vida. Para Jesus, o muito não é o critério para o pouco; o pouco é que é critério para o muito. Para Jesus, o grande não é critério para o pequeno; o pequeno é que é critério para o grande. No fundo, só o pequeno é verdadeiramente grande.

Neste Domingo, aquele Jesus que proclama «felizes os pobres» (Mt 5, 3) apresenta-nos como modelo uma mulher pobre (cf. Mc 12, 42), que, no fundo, até era rica. Ela não é rica porque tem; ela é rica pelo que dá. Ao dar o pouco que tinha (cf. Mc 12, 44), ela mostrou ser mais rica que os maiores ricos. É que enquanto os outros davam do que tinham, ela deu o que tinha, que era esse pouco. Ao dar esse pouco, ela deu tudo, deu-se a si mesma. Os outros eram ricos de ter, mas vazios de ser. Pelo contrário, esta mulher, vazia de ter, revelou que era imensamente rica de ser.

 

  1. Esta diferença encerra uma grande — enorme — lição. De facto, Deus não aprecia quem dá pouco, mas também não se satisfaz com quem dá muito. Deus gosta de quem dá tudo, de quem se dá todo, de quem se entrega completamente. Foi, aliás, essa a atitude do próprio Jesus. Como reconheceu São Paulo, Jesus, que era rico, fez-Se pobre para nos enriquecer com a Sua pobreza (cf. 2Cor 8, 9).

Isto significa que a pobreza é a maior riqueza. Não se trata de um contraste nem sequer de um paradoxo. Ser pobre é sobretudo ser disponível. Ser pobre é vencer as prisões que nos esganam. Ser pobre é não ser possuído; é repartir o que se possui, o que se é.

 

B. Pobreza não é o mesmo que miséria

 

3. Facilmente percebemos que pobreza não é o mesmo que miséria. O mal não está na pobreza; o mal está na miséria. Pelo que se todos soubessem ser pobres, a miséria terminaria. Miséria é quando não se tem; pobreza é quando se reparte o que se tem. Daí que o Abbé Pierre tenha sinalizado a diferença: «A miséria é aquilo que impede um homem de ser homem. A pobreza é a condição para ser homem».

Assim sendo, é a pobreza que nos faz perceber que viver é conviver. É a pobreza que nos permite entender que não somos proprietários definitivos de nada, mas somente administradores provisórios de tudo. O que temos não nos pertence só a nós. De resto, nem nós mesmos somos donos de nós.

 

  1. É por isso que, ao contrário de Sartre, que achava que «o inferno são os outros», o mesmo Abbé Pierre proclamava que «o inferno é viver sem os outros». A miséria é infernal porque há corações que são como muros. Jesus declara felizes os pobres (cf. Mt 5, 3) porque não suportam viver sem os outros, porque não estão condicionados pelo espaço, pelo tempo nem pela posse.

Os pobres são felizes porque vivem expropriados. Não se sentem donos de nada nem tão-pouco se consideram donos de si. Eles são felizes com a felicidade dos outros. Os pobres são felizes porque são, literalmente, «extro-vertidos», ou seja, vivem voltados para fora de si, são totalmente descentrados. O seu centro é Deus e são os irmãos, que eles encaram como filhos de Deus.

 

C. Só a dádiva cobre a dívida

 

5. Não há dúvida de que o século XX foi o século dos direitos humanos. Mas também foi o século da violação de muitos desses direitos. O século XXI terá de ser, pois, o século dos direitos de todos e dos deveres de cada um. Já o Abbé Pierre sintetizara: «O século XXI será fraterno ou fracassará». É urgente não ignorar que Deus está não só no Céu, mas também na Terra. É particularmente imperioso estar atento à presença soterrada de Deus nos que são atirados para a miséria.

Cada pessoa tem uma alma. Mas, «antes de lhe falarmos dela, coloquemos uma peça de roupa e um tecto por cima dessa alma. Depois disso, explicar-lhe-emos o que está lá dentro». Não se trata apenas «de dar algo de que viver, mas de oferecer aos infelizes razões para viver».

 

  1. A dívida não é só quando temos algo para pagar. A dívida existe também — e sobretudo — quando vemos alguém a necessitar. Regra geral, preocupamo-nos com as dívidas em relação aos bens. Era bom que nos preocupássemos com as dívidas que temos para com as pessoas. É que se pensarmos bem, todos somos devedores, todos estamos em dívida e todos devemos ser dádiva. Só a dádiva cobre a dívida!

Esta mulher pobre deu tudo para o templo de Deus. Sucede que, hoje em dia e como nos recorda S. Paulo, o verdadeiro templo de Deus é o ser humano (cf. 1Cor 3, 16). Foi por isso que Sto. Ireneu notava que «a maior glória de Deus é o homem vivo». Pelo que tudo aquilo que for feito ao ser humano acaba por ser feito ao próprio Deus. Daí que S. João nos avise: «Quem ama a Deus, ame também o seu irmão»(1Jo 4, 21).

 

D. Cuidado com as vistas curtas

 

7. Acresce que a atitude da mulher pobre — que, afinal, era mais rica do que todos os ricos — mostra que, neste mundo, tudo é passageiro. A mulher pobre — mais rica do que todos os ricos — ensina-nos que, no presente, é preciso olhar para o futuro e avançar para o eterno.

O presente há-de ser construção do futuro. Mas, para isso, é preciso estar disposto a transformar o presente, a não ficar amarrado às vistas curtas que acabamos por ter em cada presente. Já Xavier Zubiri olhava para o presente como «transcorrência», isto é, como passagem para o futuro. E, nessa medida, como porta aberta para o eterno.

 

  1. É possível que, muitas vezes, nos deixemos amarrar pelas mesmas vistas curtas dos senhores importantes da época de Jesus. Só partilhamos as sobras. Se repararmos bem, gastamos muito — em tempo e dinheiro — em inutilidades, em inanidades, em futilidades.

O que não fazemos para passearmos «longas vestes» e para registarmos «cumprimentos» nas praças (cf. Mc 12, 38)! As praças de hoje podem ser as redes sociais e os cumprimentos podem ser os «likes» que gostamos de exibir. O que não fazemos para disputar os «primeiros assentos» e os «primeiros lugares» (cf. Mc 12, 39). Achamos que é assim que triunfamos.

 

E. Nunca perdemos quando (nos) damos

 

9. No fundo, corremos o risco de viver a fingir (cf. Mc 12, 40). Fingimos que rezamos, fingimos que partilhamos, fingimos que somos amigos. Fingimos que vivemos? Jesus não gosta do fingimento e tem palavras muito duras para com os fingidos (cf. Mc 12, 40).

É preciso ser e não fingir ser. É importante dar e não fingir que se dá. Ser e dar só na totalidade. Somos sempre o que damos e devemos dar sempre o que somos. É fundamental que a nossa língua esteja em sintonia com a nossa alma. E é decisivo que o nosso exterior seja o eco do nosso interior.

 

  1. Só o pobre entende o pobre. Só quem sente privações é sensível às provações. Aprendamos, então, com os pobres e peçamos a Deus que nos dê um coração de pobre. Aprendamos com Jesus, que nos enriquece com a Sua pobreza (cf. 2Cor 8, 9). Se meditássemos na riqueza que há na pobreza, estaríamos mais atentos à pobreza de tantas riquezas. Com efeito, se olhássemos para a pobreza de tantas riquezas, pediríamos a Jesus que nos enriquecesse com a Sua pobreza.

Aliás, nós sabemos que, ainda hoje, quem mais ajuda são os pobres, são os simples, são os humildes. Só que, tantas vezes, nós recebemos o dinheiro dos pequenos e fazemos agradecimentos aos grandes. Também em Igreja temos de perceber que, sem discriminar ninguém, são os pobres que nos dão lições. Assim fez Jesus. Jesus valorizou esta «pobre viúva»: porque não deu pouco, porque não deu muito, mas porque deu tudo. Como seria diferente o mundo se cada um de nós conjugasse mais o verbo «dar». Comecemos hoje. Nunca perdemos quando nos damos. Quando nos damos, deixamos de habitar só em nós. Quando nos damos, muitas portas se abrem além de nós. Quando nos damos passamos a habitar naqueles a quem nos entregamos!

publicado por Theosfera às 05:09

Hoje, 11 de Novembro (32º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Martinho de Tours e de S. Menas.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 10 de Novembro de 2018

Hoje, 10 de Novembro, é dia de S. Leão Magno, Sto. André Avelino e Sta. Natalena.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018

Hoje, 09 de Novembro, é dia da Dedicação da Basílica de S. João de Latrão (sé catedral do Papa enquanto Bispo de Roma), S. Teodoro e S. Luís Morbióli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 08 de Novembro de 2018

Hoje, 08 de Novembro, é dia de S. Carpo, S. Papilo, Sta. Agatónica, S. Severo, S. Severiano, S. Carpóforo, S. Vitorino, Sta. Isabel da Trindade e S. João Duns Escoto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:31

Quarta-feira, 07 de Novembro de 2018

Hoje, 07 de Novembro, é dia de Sto. Herculano, S, Vicente Grassi, S. Vilibrordo, Sto. Ernesto, Sta. Catarina de Cattaro e S. Francisco de Palau e Quer.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 06 de Novembro de 2018

Hoje, 06 de Novembro, é dia de S. Nuno de Santa Maria (D. Nuno Álvares Pereira), Sto. Inácio Delgado, S. Francisco Capillos, Sto. Afonso de Navarette e S. Leonardo de Noblat.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 05 de Novembro de 2018

Hoje, 05 de Novembro, é dia de S. Zacarias, Sta. Isabel, Sta. Francisca Amboise e S. Caio Coreone. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 04 de Novembro de 2018

É tanto o que dás, Senhor.

Tudo em Ti é dom, tudo em Ti é dádiva.

 

Tu dás o Pão, Tu dás a Palavra.

Tu és o Pão, Tu és a Palavra,

Pão que alimenta, Palavra que salva.

 

 

Há muita gente que só olha para os grandes.

Mas são os mais pequenos que têm os gestos grandes,

os gestos maiores, os gestos de maior generosidade.

 

Ensina-nos, Senhor, a dividir

e ajuda-nos a saber multiplicar.

 

Afasta de nós todo o fingimento,

toda a duplicidade.

 

Ajuda-nos a sermos autênticos, sinceros, inteiros.

Faz de nós pessoas transparentes e serviçais.

 

Que não olhemos para as aparências nem para a posição social.

Que só queiramos fazer o bem e dizer a verdade.

 

 

Que não disputemos os primeiros lugares

e que saibamos abrir os lugares para os outros.

 

Que não queiramos tudo só para nós.

Que saibamos repartir com quem se aproxima de nós.

 

Que não queiramos convencer com as palavras dos lábios

e que apostemos sobretudo no testemunho de vida.

 

Que não queiramos ser os melhores.

Que aprendamos a dar o nosso melhor.

 

Que tudo em nós não seja só para nós.

Que tudo em nós seja para os outros.

Como a pobre viúva do Evangelho.

Como Tu, JESUS!

publicado por Theosfera às 11:01

A. A pergunta sobre o primeiro mandamento

 

  1. No meio de tantas leis, como discernir qual é a lei mais importante, a mais necessária e a mais urgente? Afinal, no meio de tantas leis, qual será a primeira lei? Foi essa a pergunta que fizeram a Jesus: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» (Mc 12, 28).

Aparentemente, a resposta até seria fácil. À partida, não seria muito difícil escolher um de entre dez.

 

  1. Sucede que a Lei (Thora) compreendia não só os Dez Mandamentos, mas tudo quanto estava inserido nos cinco primeiros livros da Bíblia: Génesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronómio.

Foi a partir deles que os doutores da Lei chegaram a contabilizar 613 preceitos: 365 negativos, que estipulavam o que não se podia fazer, e 248 positivos, que apontavam o que se devia realizar. Uma coisa é escolher o maior de entre dez e outra coisa — bem diferente e bem mais difícil — é seleccionar o mais importante no meio de 613.


 

B. O segundo mandamento faz parte do primeiro

 

  1. Acontece que, na magistral resposta que dá, Jesus não só diz qual é o primeiro mandamento como aponta logo o segundo. Dá mesmo a entender que os dois só podem ser compreendidos — e vividos — em conjunto, em «pacote».

Jesus não deixa subsistir qualquer dúvida de que o amor a Deus está acima de tudo. Mas, ao colocar o amor ao próximo em estreitíssima ligação com o amor a Deus, mostra que é impossível amar a Deus não amando o próximo. Não é possível amar a Deus sem amar o próximo e é inteiramente impossível amar o próximo sem amar a Deus. Dir-se-ia que o amor a Deus imprime o amor ao próximo e o amor ao próximo exprime o amor a Deus.

 

  1. É espantoso verificar como a acção contida neste duplo mandamento é o amor. Ou seja, o que Jesus espera de nós — para com Deus e para com o próximo — é o mesmo, é o amor. A prioridade não é o conhecimento, não é sequer o trabalho; é o amor. No fundo, o amor é a lei; no fundo, a lei é o amor. Que temos feito nós desta lei? Que estamos nós dispostos a fazer desta lei?

Se repararmos, o amor foi a lei que Jesus nos deixou pois foi a lei que Jesus sempre viveu. Trata-se de uma lei que se encontra esculpida no Mandamento Novo: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13, 34). Só que a lentidão com que nós, cristãos, vivemos essa lei é exasperante. Nos começos, notava-se um grande entusiasmo à volta desta lei. Tertuliano dá-nos conta de que os outros, olhando para os cristãos, exclamavam: «Vede como eles se amam!» Ou seja, «vede como eles fazem o que dizem»; «vede como eles cumprem a sua lei».


 

C. A lei do amor consegue mais que o amor da lei

 

  1. Se a lei do amor fosse mais observada, as outras leis quase poderiam ser dispensadas. Já dizia Disraeli: «Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis». Com efeito, um homem honesto não precisa da lei para melhorar. Já um homem desonesto nem com a lei melhora.

Tudo isto certifica que obtemos mais com a lei do amor do que com o amor da lei. O mero amor da lei esquece, quase sempre, que a lei é um instrumento, não uma finalidade. A lei existe para proteger as pessoas, nunca podendo servir de pretexto para destruir pessoas. Importa ter presente que, como lembrou Luther King, «tudo o que Hitler fez na Alemanha foi legal». Arrepia, mas é verdade: há sempre vidas que vão sendo degoladas à luz da lei, na escuridão de certas leis.

 

  1. Jesus não veio revogar as leis, mas aperfeiçoar a Lei (cf. Mt 5, 17). E o critério de Jesus para aperfeiçoar a Lei foi sempre o amor. O amor deve ser vivido junto dos que pensam como nós e não deve esquecido junto dos que pensam diferente de nós.

Parafraseando Pedro Laín Entralgo, diria que é preciso ser «consensuante» mesmo com quem se mostra «discrepante». Assim, o crente amará os que merecem ser amados e não deixará de amar os que, não merecendo, também precisam de ser amados.


 

D. É impossível amar a Deus não amando o próximo

 

  1. Jesus está em sintonia com a Lei. Situa o amor a Deus no Livro do Deuteronómio 6, 5: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças».

E enquadra o amor ao próximo no Livro do Levítico 19, 18: «Amarás o próximo como a ti mesmo». Aqui, cita uma outra passagem da Lei.

 

  1. Se este segundo mandamento é semelhante ao primeiro, podemos concluir que ele não é apenas segundo, mas que também faz parte do primeiro. Sendo assim, o amor a Deus é realizado no amor ao próximo. É impossível amar a Deus não amando o próximo. Só amando o próximo mostraremos que amamos a Deus.

Aliás, já São João perguntava: «Quem não ama o irmão que vê, como pode amar a Deus que não vê?» (1Jo 4, 20). Por isso — prossegue o mesmo apóstolo — «quem ama a Deus, ame também o seu irmão» (1Jo 4, 21).


 

E. Sem amor, não há nada; nem sequer há fé

 

  1. A ligação entre o amor a Deus e o amor ao próximo é tão estreita que São Gregório Magno entreviu aqui uma razão simbólica para Jesus mandar os discípulos em missão dois a dois. Mandou-os dois a dois porque «dois são os mandamentos, a saber, o amor a Deus e o amor ao próximo». No amor está tudo: está a Lei e estão os Profetas (cf. Mt 22, 40), isto é, está toda a Sagrada Escritura.

Por aqui se vê como Jesus vai muito mais além da pergunta que Lhe tinha sido feita. Ele deixa bem claro que é toda a Bíblia que está perfumada pelo amor: pelo amor a Deus e pelo amor ao próximo. A qualidade do nosso amor a Deus mede-se pela intensidade do nosso amor ao próximo. Se não há amor, não há nada, nem sequer há fé.

 

  1. É por isso que quem mais sabe a Lei não é quem mais a conhece, mas quem melhor a vive. É preciso viver o amor a partir da nascente, a partir de Deus. E Deus tem um amor de predilecção pelos mais necessitados. É quando nos damos a eles que mais nos damos a Ele, a Deus.

Afinal e como garante Jesus, «há mais alegria em dar do que em receber» (Act 20, 35). Até porque quando damos, somos presenteados com a alegria de quem recebe. Nunca recebemos tanto como quando damos tudo. Nunca recebemos tanto como quando nos damos totalmente!

publicado por Theosfera às 04:57

Hoje, 04 de Novembro (31º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Carlos Borromeu, S. Vital e Sto. Agrícola.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 03 de Novembro de 2018

Hoje, 03 de Novembro, é dia de S. Martinho de Porres, S. Huberto, S. Tito de Brandsma e S. Roberto Meyer.

Um santo e abençoado dia para todos

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 02 de Novembro de 2018

Hoje, 02 de Novembro, é dia da Comemoração dos Fiéis Defuntos, de S. Malaquias e de S. Pio Campidelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 01 de Novembro de 2018

Santo és Tu, Senhor,
 
 
 
Santo é o Teu ser,
 
 
 
Santo é o Teu amor,
 
 
 
Santa é a Tua generosidade.
 
 
 
Santos são os Teus gestos.
 
 
 
Tudo é santo em Ti, Senhor.
 
 
 
 
 
Hoje é, pois, o Teu dia,
 
 
 
Como Teus, Senhor, são todos os dias.
 
 
 
Mas Tu queres que também nós sejamos santos.
 
 
 
A nós parece-nos um sonho impossível.
 
 
 
Mas para Ti, Senhor, é tarefa realizável, é missão que está ao nosso alcance.
 
 
 
Não estás aí, no alto, à nossa espera.
 
 
 
Está connosco, aqui, ao nosso lado, dentro de cada um de nós.
 
 
 
 
 
Ser santo é, afinal, ser (ou procurar ser) como Tu:
 
 
 
Manso, humilde, despojado, puro, pacífico.
 
 
 
Ser santo não é deixar a vida: é colocar a Tua vida no centro da vida.
 
 
 
Ser santo não é deixar o mundo: é depositar o Teu amor no coração do mundo.
 
 
 
Ser santo não é ser desumano: pelo contrário, é ser autenticamente humano, inteiramente humano, plenamente humano.
 
 
 
Ser santo é ser irmão, é ser fraterno, é estender a mão, é abrir o coração.
 
 
 
 
 
A santidade está no Céu, mas não está ausente da terra.

Ajuda-nos no caminho,
 
 
 
Acompanha-nos na viagem.
 
 
 
Apoia-nos quando cairmos.
 
 
 
Enxuga as nossas lágrimas.
 
 
 
Dá-nos a Tu mão, agora,
 
 
 
E recebe-nos no Teu coração, depois, na eternidade.
 
 
 
Que sejamos santos
 
 
 
E, por isso, felizes.
 
 
 
E, por isso, cada vez mais amigos,
 
 
 
Cada vez mais unidos,
 
 
 
Cada vez mais irmãos!

publicado por Theosfera às 11:58

A. Santos são muitos, santos deveríamos ser todos


  1. Hoje é dia de louvar Todos os Santos. E, nessa medida, hoje também é dia de recordar que todos somos chamados a ser santos. Para tal, basta não esquecer que somos filhos de um Deus santo (cf. Lev 19, 2) e membros de uma Igreja santa (cf. Ef 5, 27). Era por isso que, nos começos, os membros da Igreja eram conhecidos como «santos» (Act 9, 32). Tem lógica: se a Igreja é santa, os que dela fazem parte devem ser santos.

Sabemos, porém, que nem sempre isso acontece. Estamos num tempo em que se fala muito dos pecados na Igreja. Só que nem os pecados na Igreja obscurecem a santidade da Igreja. A Igreja é um corpo que é santo na sua cabeça (Jesus Cristo) e pecador nos seus membros.


  1. Como é que o Corpo de Cristo pode estar forrado com uma «massa tão grosseira», que somos nós? Sucede o nosso pecado é impotente para impedir que Jesus Cristo faça fluir a Sua santidade. E, apesar de tudo, são muitos os membros que têm deixado fluir a santidade da Cabeça. São esses membros que celebramos neste dia e honramos nesta festa,

Efectivamente, são muitos os santos. Mas deviam ser ainda mais. Afinal, santos deveríamos ser todos. É que, embora a resposta à santidade não venha de todos, a proposta de santidade chega sempre a todos.


 

B. Quantos são os santos?


  1. Muitos perguntarão: quantos são os santos canonizados? No início, os santos eram aclamados santos pelo povo. O primeiro santo a passar por um processo de canonização foi Santo Ulrico, no século X.

A canonização mais rápida foi a de São Pedro de Verona. Tendo falecido a 6 de Abril de 1252, subiu aos altares a 9 de Março do ano seguinte. Ou seja, 11 meses e três dias depois do seu falecimento, A segunda canonização mais célere foi a de Santo António. Tendo morrido a 13 de Junho de 1231, foi canonizado a 30 de Maio de 1232. Precisamente 11 meses e 17 dias após a sua morte.


  1. O «Martirológio Romano» contém cerca de 6.500 nomes. Sucede que, muitas vezes, um nome é acompanhado de vários «companheiros mártires». Ora, os «companheiros mártires» de um único santo podem ascender a dezenas ou até a centenas.

Basta notar que, no dia em que tornou pública a sua renúncia (11 de Fevereiro de 2013), Bento XVI anunciou a canonização de 802 pessoas. Eram Santa Laura Upegui, Santa Maria Guadaluppe Zavala e Santo António Primaldo com os seus 799 «companheiros mártires»!


 

C. Porquê esta festa nesta altura?


  1. Assim sendo, se aos 6.500 santos e beatos incluídos no Martirológio somarmos «os companheiros mártires» de muitos deles, obteremos um total bastante superior. São seguramente mais de 10.000, havendo mesmo quem tenha apurado perto de 20.000.

Importa, entretanto, realçar que, para lá dos santos reconhecidos, há muitos mais que só Deus conhece. É por isso que a Igreja reservou um dia para honrar «Todos os Santos»: os canonizados e beatificados e os que nunca serão beatificados nem canonizados.


  1. É curioso notar que esta festa de Todos os Santos começou por ser a festa de Todos os Mártires. Tal festa era celebrada no dia 13 de Maio. É que foi no dia 13 de Maio de 609 que o Papa Bonifácio IV transformou o Panteão Romano num templo dedicado à Virgem Maria e a todos os mártires. No século VIII, o Papa Gregório III dedicou uma capela, em Roma, a todos os santos, criando uma festa, em sua honra, no dia 1 de Novembro.

Não se sabe com segurança a razão de se ter optado por esta data. É sabido que, no princípio de Novembro, os povos celtas festejavam o «Samhain». Era uma festa pagã que assinalava o início do Inverno e em que se prestava culto aos mortos. Tendo em conta que sempre foi preocupação da Igreja cristianizar as festas pagãs, não surpreende que ela tenha procurado introduzir uma celebração cristã na data do «Samhain». A cristianização desta festa terá motivado — é uma hipótese que alguns levantam — que na véspera se mantivessem actividades lúdicas, de teor pagão. Estará aqui a origem do famoso «Halloween». Na verdade, «Halloween» é a contracção de «All Hallows'Eve», que significa precisamente «Véspera de Todos os Santos».


 

D. Os santos do céu começaram a ser santos na terra


  1. E, de certa maneira, é na véspera que nos encontramos. O tempo é a «véspera» da eternidade. Ao celebrarmos, hoje, aqueles que já chegaram à santidade, sentimo-nos estimulados a fazer da vida um caminho de santidade. Ao ser meta, a santidade também é caminho. A santidade não deixa ninguém de lado nem põe ninguém de fora. A santidade é o que há de mais agregador e de mais inclusivo. Daí que O Concílio Vaticano II lembre que «todos nós somos chamados à santidade».

Há, aliás, quem veja figurada este chamamento universal à santidade nos 144.000 tatuados com o sinal de Deus, de que fala o Apocalipse (cf. Ap 7, 2-8). Como é sabido, 144.000 resulta de 12 multiplicado por 12.000. Uma vez que 12 é o número das tribos de Israel, a multiplicação por 12.000 sinaliza a «multidão inumerável, que ninguém pode contar» (Ap 7, 9). É uma multidão proveniente de «todas as nações, tribos, povos e línguas» (Ap 7, 9). Assim sendo, fácil é concluir que os santos são muitos mais do que aqueles que conhecemos e incomensuravelmente mais do que aqueles que são reconhecidos como tal.


  1. Muitos destes santos fizeram parte da nossa família e do nosso círculo de amigos. Quem não guarda memória de pessoas santas que atravessaram a sua vida? O seu exemplo pode ter chegado ao conhecimento de poucos, mas não terá deixado de contribuir para mudar a vida de muitos. Há tanta gente que passou por nós e testemunhou a fé em grau heróico. São santos de vida simples, muitos deles de enxada na mão e sempre com muito amor no coração.

Os santos não estão apenas no altar nem figuram somente nos andores. Não há só santos de barro. Há muitos santos de carne e osso; às vezes, mais osso que carne. Há muitos santos que conseguem aceitar a adversidade com uma dose sobre-humana de serenidade. E há outros tantos que são capazes de denunciar a injustiça com porções espantosas de coragem.


 

E. A santidade é uma necessidade, não um luxo


  1. Nos santos, não celebramos apenas uma morte santa; em cada santo, celebramos toda uma vida santa. É que, embora celebremos os santos depois da morte, há que perceber que eles foram santos durante a vida. Os santos do céu começaram a ser santos na terra. Se eles conseguiram, porque é que nós não havemos de tentar?

Acontece que a santidade não faz bem apenas ao santo. Como notou Teresa de Calcutá, «a santidade é uma necessidade» — não um luxo — para o mundo. Um dia, havemos de concordar com Gounod quando afirmou que «uma gota de santidade vale mais do que um oceano de génio».


  1. A meta está apresentada e o caminho também nos é constantemente disponibilizado: é o caminho das Bem-Aventuranças, das felicitações, da felicidade. O mais espantoso é que nem a adversidade é capaz de travar a felicidade. Até na adversidade podemos ser santos, ou seja, felizes.

Não esqueçamos que os santos são humanos como nós. Que nós não desistamos de ser santos como eles!

publicado por Theosfera às 04:39

Hoje, 01 de Novembro, é dia da Solenidade de Todos os Santos, de S. Benigno, Sto. Austremónio, S. Magno e Maturino.
Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

Hoje, 31 de Outubro, é dia de Sto. Afonso Rodrigues, Sto. Ângelo de Acri, S. Quintino (invocado contra a tosse), S. Wolfang e Sta. Joana Delanoue.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 30 de Outubro de 2018

Hoje, 30 de Outubro, é dia de S. Marcelo, S. Cláudio, Sta. Doroteia Swartz e S. Domingos Collins.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2018

Hoje, 29 de Outubro, é dia de S. Narciso, Sta. Ermelinda e S. Miguel Rua.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 28 de Outubro de 2018

Em cada dia, a cada instante,

Tu nos surpreendes, Senhor.

Estás sempre a surpreender-nos.

 

Em cada dia, a cada instante,

vens ao nosso mundo, vens à nossa terra, vens à nossa casa

e levas tanta gente.

 

Para nós, é tudo inopinado e desconcertante.

Estamos sempre impreparados

para acolher a notícia.

Mas, afinal, alguma vez estaríamos preparados?

A morte chega sempre cedo para os nossos desejos.

 

Mas Tu, Senhor,

sabes bem o que fazes.

Se vens chamar, é porque assim o entendes.

 

Sabemos que não retiras ninguém do nosso convívio.

Sentimos a falta,

choramos a partida,

mas contamos sempre com a presença de quem parte.

 

Em Ti, todos continuam connosco.

ConTigo, todos permanecem ao nosso lado.

 

Obrigado, Senhor, pela vida dos que já partiram,

obrigado pelo seu testemunho,

pela sua ilimitada dedicação.

publicado por Theosfera às 11:25

A. Não basta ter olhos para ver

  1. Muito doloroso já é não ver. Mas mais perigoso é não ver quando se pensa que se vê. A cegueira de olhos abertos não faz menos mal que a cegueira de olhos fechados. O certo é que há tanta coisa que olhamos e não vemos. A ilusão é a pior cegueira.

Não basta ter olhos para ver até porque nem todos os olhos permitem ver. Nem todos os olhos permitem ver bem. Os olhos deste cego estavam fechados. Mas, muitas vezes, os nossos olhos podem permanecer tapados mesmo quando estão abertos.

 

  1. Neste mundo, há muita cegueira de quem tem olhos (pretensamente) abertos. Há muita cegueira por parte de quem julga que vê, embora se limite somente a olhar.

Há muita cegueira quando nos recusamos a descer até à profundidade. Há muita cegueira quando não aterramos no que se mantém escondido. Ou, melhor, não é tanto a realidade que se esconde de nós; nós é que, muitas vezes, nos escondemos da realidade.

 

B. Também na fé precisamos de óculos

 

3. Não é por falta de aviso, porém, que nos comportamos assim. Antoine de Saint-Exupéry deixou o alerta quando afirmou que «o essencial é invisível aos olhos». O que ele queria dizer é que o mais importante da vida não se capta com os olhos que temos na face. O mesmo Saint-Exupéry assinalou que «só se vê bem com o coração». Ou seja, não se vê bem apenas por fora. Só se vê bem por dentro. Só se vê bem quando conseguimos chegar dentro e aterrar na profundidade.

É por isso que, como muito bem percebeu o Papa Bento XVI, «o programa do cristão é o coração que vê». Só o coração vê onde «há necessidade de amor». E só o coração «actua em consequência».

 

  1. Olhemos, pois, para o cego do Evangelho, mas não esqueçamos nunca o «Evangelho do cego», isto é, a boa notícia realizada neste cego. Só Jesus é luz. Só Jesus faz ver. Só Jesus cura da cegueira. Afinal, este homem, antes de ver com os olhos, já via com o coração. O seu coração já estava iluminado pela luz que é Jesus. Por isso, teve a lucidez, a coragem e a humildade de pedir: «Que eu veja» (Mc 10, 51). O texto diz que «imediatamente recuperou a visão» (Mc 10, 52).

Jesus lembra-lhe que foi a fé que o salvou (cf. Mc 10, 52). Isto significa que a fé oferece-nos aqueles «óculos» que podemos colocar por cima dos nossos olhos. É pelos «ocula fidei» (óculos da fé) que conseguimos ver o invisível. Por conseguinte, Deus deixou-nos uns óculos para podermos ver, para O podermos ver: os «óculos da fé».

 

C. Fora de Jesus não há luz

 

5. Não olhemos apenas com os nossos olhos. Procuremos ver com os olhos da fé, com os olhos de Deus. Só na Sua luz vemos a luz (cf. Sal 36, 10). Só na Sua luz encontramos luz. Deus é uma luz que o Seu Filho Jesus acende em nós. É por isso que o Concílio Vaticano II proclama que «Cristo, o Verbo Encarnado, revela o homem ao homem». Assim sendo, para sabermos quem somos, temos de procurar Cristo. Só Ele desvela o que está velado (cf. Jo 8, 12).

Que fique, portanto, bem claro. Fora de Jesus, não há luz. Fora da Sua verdade é só obscuridade. Jesus é uma luz que nunca se apaga. Pelo contrário, esta é uma luz que sempre se apega. Não admira, pois, que Jesus queira que todos nós, Seus discípulos, também sejamos luz. «Vós sois a luz do mundo» (Mt 5, 14) — eis o que Ele nos diz no Sermão da Montanha. Nós somos chamados a ser a luz que traz a luz que é Jesus. A fé é todo um mistério de luz, de iluminação.

 

  1. Acontece que a nossa luz não é própria, é recebida: está em nós, mas não vem de nós. Daí que os escritores cristãos antigos gostassem de comparar a Igreja ao mistério da lua («mysterium lunae»). Tal como a luz da lua não vem da lua, também a luz da Igreja não vem da Igreja. Tal como a luz da lua vem do sol, também a luz da Igreja vem de Cristo, a verdadeira — e definitiva — luz.

Ao falar dela mesma no Concílio Vaticano II, a Igreja não diz que é luz. A luz dos povos («lumen gentium») não é a Igreja; a luz dos povos é Cristo, presente na Sua Igreja para chegar a toda a humanidade.

 

D. Não tenhamos medo de gritar

 

7. Por nós, não conseguimos nada. Sem Jesus, nada conseguiremos fazer (cf. Jo 15, 5) e nada conseguiremos ver. Sem Jesus, é só escuridão. Temos de fazer como este homem. Temos de ir ao encontro de Jesus.

Não tenhamos receio de chamar por Ele. Não tenhamos medo até de gritar por Ele. Ainda que muitos nos tentem calar, como tentaram calar o cego (cf. Mc 10, 47), gritemos por Jesus e nunca cessemos de gritar Jesus. Evangelizar também é gritar. Evangelizar é gritar Jesus. É que, se neste mundo há muita cegueira, também há nele uma persistente surdez. Não hesitemos, pois, em gritar. Gritemos Jesus com a voz. Gritemos Jesus com a alma. Gritemos Jesus com o testemunho de vida.

 

  1. É hora de fazer como este homem. Também nós temos de «dar o salto» (Mc 10, 50). Na vida, há momentos em que não basta dar mais um passo. Na vida, há momentos em que é preciso mesmo «dar o salto».

Este homem percebeu que, para continuar a ver, tinha de seguir Jesus. Nunca mais poderia largá-Lo. Nunca mais poderia afastar-se d’Ele. Foi Jesus que lhe deu a luz.

 

E. O caminho de Jesus é um caminho de luz

 

9. Aquele homem encontrou Jesus no caminho (cf. Mc 10, 46) e começou a seguir Jesus pelo caminho (cf. Mc 10, 52). É no caminho que se dá o encontro, é no caminho que se dá a mudança. Os caminhos de Jesus são os nossos caminhos para que os nossos caminhos sejam os caminhos de Jesus. Não foi Jesus quem (também) Se apresentou como o caminho (cf. Jo 14, 6)?

Não desistamos nem desanimemos. Enchamo-nos de coragem e levantemo-nos porque Jesus também chama por nós, também vem ao nosso encontro (cf. Mc 10, 49). Levemos esta palavra de ânimo a tantos que permanecem caídos. Deixemos que a Sua luz brilhe em todas as vidas.

 

  1. Não hesitemos em recorrer à «Óptica Jesus». Este homem, de nome Bartimeu, pedia esmola, mas do que ele precisava era de luz. Por isso, apelou à misericórdia de Jesus: «Tem misericórdia de mim» (Mc 10, 47). Nós podemos contar sempre com a misericórdia de Jesus. Será que Jesus pode contar sempre com a nossa disponibilidade? Aquele homem «deitou fora a capa» (Mc 10, 50), ou seja, fez um corte com a vida que levava. E nós? Que coisas estamos dispostos a deitar fora? O encontro com Jesus tem de nos conduzir a uma vida nova.

Notemos que Jesus, aparentemente, não faz o que o cego pede. O cego pede para ver (cf. Mc 10, 51) e Jesus manda-o segui-Lo (cf. Mc 10, 52). Isto quer dizer que reencontramos a luz quando nos dispomos a seguir Jesus. A luz está em Jesus. O caminho de Jesus é um caminho de luz. Para todos. Para nós também!

publicado por Theosfera às 05:07

Hoje, 28 de Outubro (30º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Simão, S. Judas e S. Malchion.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 27 de Outubro de 2018

Hoje, 27 de Outubro, é dia de Nossa Senhora das Vitórias, S. Gonçalo de Lagos, S. Vicente, Sta. Sabina e Sta. Cristeta.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2018

Hoje, 26 de Outubro, é dia de Sto. Evaristo e S. Boaventura de Potenza.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 25 de Outubro de 2018

Hoje, 25 de Outubro, é dia de S. Crispim, S. Crispiniano, S. Crisanto, Sta. Daria, S. João Stone e Sta. Maria Jesus Masiá Ferragut.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018

Hoje, 24 de Outubro, é dia de Sto. António Maria Claret, S. Proclo, S. José Baldo e S. Luís Guanella.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

Hoje, 23 de Outubro, é dia de S. João de Capistrano, S. Servando, S. Germano e Sto. Arnulfo Reche.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:38

Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018

Hoje, 22 de Outubro, é dia de Sta. Josefina Léroux e suas Companheiras mártires, Sto. Abércio, Sta. Salomé, Sta. Nunilona e Sta. Alódia, S. Tiago Giaccardi e S. João Paulo II.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 21 de Outubro de 2018

Precisamos de ver

e só Tu és a luz.

 

Precisamos de ver

por fora e por dentro.

 

Precisamos de ver a vida,

o passado, o presente e o futuro.

 

 

A fé salvou o cego.

A fé salva-nos a nós,

tantas vezes cegados pela mentira, pela insinuação e pela inveja.

 

A fé salva na esperança e no amor.

A fé é luz que ilumina e brilha.

A fé é luz que liberta e redime.

 

Hoje também,

Tu, Senhor, continuas a chamar,

a chamar por nós nesta situação difícil.

 

 

Ouve, Senhor,

o clamor dos pobres, dos aflitos e dos famintos.

 

Ouve, Senhor,

o grito dos sem-abrigo e dos sem-amor.

 

Ouve, Senhor,

a súplica dos desempregados e dos que têm salários em atraso.

 

Ouve, Senhor,

o pedido dos que querem dar pão aos seus filhos e não têm conseguem encontrar esse pão.

 

As prateleiras até estão cheias,

mas há corações que permanecem vazios.

 

Mas Tu, Senhor, fazes maravilhas.

Tu, Senhor, és a constante maravilha.

 

 

Por isso continuamos a soltar brados de alegria.

Apesar da crise,

apesar do sufoco e da tempestade,

nós sabemos que, neste tempo de fome,

nós dás o alimento.

 

 

Tu, Senhor, és o alimento,

o pão da Palavra e o pão da vida.

 

Vem connosco saciar a fome deste mundo:

a fome de pão,

a fome de justiça

e a fome de paz.

 

Há nuvens por debaixo do sol.

Mas há sol por cima das nuvens.

 

Obrigado, Senhor, por este pão.

Que ele chegue a todas as casas.

Que ele entre em todos os corações.

 

Obrigado, Senhor, pelos sonhos.

Um dia, as lágrimas hão-de regar as avenidas da vida.

E o sonho de um mundo melhor há-de sorrir para todos.

 

Tu, Senhor, és esse sonho,

um sonho que se realiza em cada instante.

 

O sonho és Tu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:27

A. A fé mexe com tudo, até com o bolso

 

  1. Chegados, uma vez mais, ao Dia Mundial das Missões, era bom que não reduzíssemos tudo a uma esmola. A partilha de dinheiro é indispensável, mas a entrega da vida é muito mais necessária. Aliás, a partilha de dinheiro deve ser sempre inserida no âmbito da entrega da nossa vida. Afinal, se a fé mexe com tudo, é natural que mexa também com o nosso bolso. Uma fé que não nos entrasse no bolso seria autêntica fé?

A fé é, por natureza, invasiva e incendiária. Ela pretende invadir todas as dimensões do nosso ser e incendiar todos os momentos da nossa vida. A fé não admite poupanças. A fé implica gastos. A fé exige que nos gastemos até ao último dia, até à derradeira gota do nosso suor.

 

  1. A primeira coisa que temos de assumir é a própria missão. Nós não somos apenas destinatários, temos de ser também agentes. Quem é tocado por Cristo é chamado, nesse mesmo instante, a tornar-se anunciador de Cristo.

A missão é para todos: para todas as pessoas, para todos os lugares e para todos os momentos. A missão não é só para os missionários até porque missionários temos de ser todos. Quem não faz missão será cristão? Não. Quem não faz missão não é cristão. A missão é para todos, é para tudo e é para sempre. É o que se infere, aliás, da convocatória da Conferência Episcopal para o Ano da Missão, que começa neste Outubro de 2018 para terminar em Outubro de 2019.

 

B. Há que criar uma «cultura de missão», não de demissão

 

3. Hoje é (mais) uma oportunidade para tomarmos consciência do que somos. Hoje é (mais) uma oportunidade para percebermos que ser cristão é ser missionário. Neste sentido, há que compreender que a oração tem de desaguar na acção. E, concretamente, há que ter presente que a Missa é o começo — e o alimento — da Missão.

Onde está o cristão, aí tem de estar o missionário. Em casa e na rua, no trabalho e no lazer, nada pode ficar à margem da missão. Quem nega que é preciso levar o Evangelho às famílias, ao trabalho, à política, à cultura e ao desporto? A resposta pode não vir de todos, mas a proposta não pode deixar de chegar a todos.

 

  1. Por conseguinte, é vital criar uma «cultura de missão», pelo que é fundamental vencer — definitivamente — uma certa «tendência para a demissão», que teima em persistir, em tolher-nos. Até sabemos o que deve ser feito, mas facilmente nos tranquilizamos sob o pretexto de que não é para nós, de que não temos tempo nem habilitações.

Há quem saiba o que outros devem fazer, esquecendo que o importante é que cada um faça o que deve não se recusando a fazer o que pode. Em tudo — e sempre —, a missão, não a demissão! Jesus quer que sejamos missionários, não demissionários. Todo o cristão traz o nome de «discípulo» e o sobrenome de «missionário». Não é possível ser missionário sem ser discípulo, mas é inteiramente impossível ser discípulo sem ser missionário.

 

C. Até as redes sociais podem ser (fecundas) redes missionárias

 

6. É preciso estar onde as pessoas estão. E se há problemas, também há-de haver uma forma de lidar com os problemas. É sabido que, hoje em dia — e em noite! —, as pessoas estão nas redes sociais. Será legítimo subestimar ou abandonar este novo mundo, ainda por cima tão densamente povoado?

Tanta gente que por ali passa! Como não apresentar aí o Deus que nos enlaça, o Deus que sempre nos abraça? Estes novos meios também podem ser vistos como «novos púlpitos». Além do mais, eles podem ensinar-nos a importância de trabalhar em rede, interagindo com quem questiona, com quem inquieta, com quem procura.

 

  1. As redes sociais podem ser também estimulantes redes missionárias. Há muitas aproximações — ou reaproximações — à fé que começam nas redes sociais para prosseguir fora das redes sociais: no confessionário, na Eucaristia, num compromisso global com o Evangelho.

É por isso que, concretamente em relação ao «facebook», diria: «nem sempre nem nunca». Tão perigoso é estar sempre no «facebook» como nunca estar no «facebook». O importante é saber estar no «facebook» como se deve saber estar na vida: com critério, com equilíbrio e sobretudo com sentido de missão e não apenas diversão.

 

D. O missionário ao serviço do Missionante

 

7. Habitualmente, pensamos nos destinatários e nos espaços da missão. Não basta, porém. É prioritário que pensemos sempre no conteúdo da missão. Não chega pensar naqueles a quem levamos a missão; é decisivo pensar, antes de mais, n’Aquele que levamos na missão. Jesus não nos mandou apenas «ir», nem nos mandou unicamente «ir por todo o mundo». Ele mandou-nos «ir por todo o mundo anunciar o Evangelho» (Mc 16, 15).

A missão não pode ser parcial nem contentar-se com o limiar. Há que não ter medo de falar do Evangelho de Jesus nem do Jesus do Evangelho. A missão consiste em levar e trazer: em levar Jesus a todos e em trazer todos para Jesus. Só assim faremos da missão vida e da vida missão. Na sua mensagem para este Dia, o Papa Francisco recorda que «a vida é uma missão». E concretiza: «Todo o homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra. Ser atraído e ser enviado são os dois movimentos do nosso coração de discípulo».

 

  1. Neste Domingo, Jesus convida-nos a despojarmo-nos de nós. Afinal, na missão não vamos pregar-nos a nós mesmos. O centro da missão não é o missionário, é o Missionante. Parafraseando São Paulo, diria que não nos pregamos a nós, pregamos Jesus Cristo que vive em nós (cf. Gál 2, 20).

Na missão, não pode haver jogos de ambição nem sonhos de poder. Essa foi a tentação dos missionários da primeira hora e acaba por ser a tentação dos missionários desta nossa hora. Daí a pertinência da advertência de Cristo. Na missão não se está pelo poder, mas pelo serviço. Ser missionário não é ser proprietário, é ser servo e querer ser servidor. Tal foi, de resto, o testemunho do próprio Jesus Cristo, «que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida» (Mc 10, 45).

 

E. Uma vida «centrifugada» e não «centripetada»

 

9. Jesus é apresentado como sacerdote e até como «sumo sacerdote» (Heb 4, 14). Ele não oferece coisas exteriores, oferece-Se a Si mesmo, oferece a própria vida. Como já anteviu Isaías, Ele é o servo que oferece a Sua vida por nós, sofrendo em nosso lugar: Ele tomou sobre Si «as nossas dores» (Is 53, 11).

Jesus nunca foi «a-pático». Jesus foi sempre — e literalmente — «sim-pático», isto é, sofreu por nós, sofreu em nosso lugar. Fez Suas as nossas dores para que nós possamos fazer nosso o Seu amor, o Seu desmedido amor. A existência de Jesus não é «centripetada»; é totalmente «centrifugada». É por isso que Ele é capaz de nos compreender e de Se compadecer de nós (cf. Heb 4, 15).

 

  1. Procuremos ir, então, cheios de confiança a este «tono da graça» onde alcançamos a «misericórdia» e a ajuda em «tempo oportuno» (cf. Heb 4, 16). Mas nunca esqueçamos que a missão consiste não em fazer o que nós queremos, mas o que Deus quer. A missão também exige conversão. É urgente haver uma conversão à missão e uma conversão na missão.

A missão não existe para que Deus faça o que Lhe pedimos, mas para que nós façamos o que Deus nos pede (cf. Mc 10, 35-44). Estamos dispostos a fazer o que Deus nos pede, o que Deus quer? Uma coisa é certa. Na nossa generosidade, está a nossa felicidade. Quanto maior for a nossa generosidade, maior será a nossa felicidade!

publicado por Theosfera às 05:29

Hoje, 21 de Outubro (29º Domingo do Tempo Comum e Dia Mundial das Missões), é dia de Sto. Hilarião, Sta. Úrsula e S. Gaspar del Búfalo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 20 de Outubro de 2018

Hoje, 20 de Outubro, é dia de S. Maria Bertila Boscardin, S. Contardo Ferrini, Sta. Iria, S. Caprásio e Sta. Madalena de Nagasaky.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

Hoje, 19 de Outubro, é dia de S. João Brebeuf, Sto. Isaac Jogues, S. Pedro de Alcântara e S. Paulo da Cruz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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