O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 04 de Junho de 2019

Hoje, 04 de Junho, é dia de S. Tiago de Viterbo, S. Pedro de Verona, Sta Clotilde e S. Francisco Caracciolo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Segunda-feira, 03 de Junho de 2019

Hoje, 03 de Junho, é dia de Sto. Ovídio, S. Carlos Lwanga e seus companheiros mártires, Sto. Isaac de Córdova, S. Juan Diego e S. João Grande.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 02 de Junho de 2019

Era para ser uma despedida,

mas tornou-se a continuação de um encontro.

 

A Tua Ascensão, Senhor,

não é um adeus,

é uma presença eterna,

um encontro constante.

 

Tu não deixaste o Pai quando vieste nós.

Não nos deixas a nós quando voltas para o Pai.

 

Tu és sempre a presença de Deus junto dos homens

e a presença dos homens junto de Deus.

 

Tu não queres que fiquemos a olhar para o Céu.

O que Tu queres, Senhor, é que,

na Terra,

comecemos a construir o Céu.

 

«O Céu existe mesmo»!

O Céu existe já na Terra

quando fazemos o bem,

quando dizemos a verdade,

quando trabalhamos pela justiça,

quando espalhamos a paz.

 

«O Céu existe mesmo»!

O Céu és Tu, Senhor,

O Céu é a Tua e nossa Mãe.

E o Céu podemos ser nós,

se nos respeitarmos como pessoas

e se nos unirmos e amarmos como irmãos.

 

«O Céu existe mesmo»!

E tudo pode ser diferente

e tudo pode ser melhor.

Se agirmos em Teu nome,

um novo começo será sempre possível.

 

«O Céu existe mesmo»!

As trevas não hão-de vencer.

O mal não há-de triunfar.

O egoísmo não há-de persistir.

 

«O Céu existe mesmo!»

As crianças hão-de cantar.

Os velhinhos hão-de sorrir.

E as mãos serão dadas.

 

«O Céu existe mesmo!»

Nós temos a certeza

e não deixaremos de ter a esperança.

As nuvens podem cair.

Mas o sol há-de sempre brilhar.

O sol que é fonte de luz.

O sol que ilumina sempre.

O sol que és Tu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:50

A. Não uma despedida, mas uma presença nova

    1. Quem gosta de despedidas? Quem gosta de se despedir daqueles que ama, daqueles que admira? Quem não se comove com as despedidas? Aparentemente, assinalamos hoje a despedida de Jesus. Mas só aparentemente. A bem dizer, Jesus não Se despede. A Ascensão não assinala uma despedida, mas inaugura uma presença nova. Jesus não tinha deixado o Pai quando veio até ao mundo; agora, não deixa o mundo quando volta até ao Pai. Jesus trouxe-nos o Pai, Jesus leva-nos — e eleva-nos — para o Pai.
  1. É também a nossa humanidade redimida e transfigurada que vai com Ele. Nós (já) estamos com Ele na eternidade; Ele (ainda) está connosco no tempo. Enfim, o Céu continua na Terra e a Terra como que já está no Céu. No tempo que vivemos na Terra, já somos verdadeiramente «cidadãos do Céu» (Fil 3, 20) e habitantes da «Casa do Senhor» (Sal 122, 1).

     

    1. A Ascensão de Jesus é o alicerce da ascensão da humanidade. O destino de Jesus será o destino da humanidade quando os caminhos da humanidade forem os caminhos de Jesus. Jesus desceu até à humanidade para que a humanidade possa subir com Jesus. Verdadeiramente e como terá notado São Francisco Xavier, «para Deus, sobe-se descendo». A Ascensão ilumina — e aprofunda — o significado da Ressurreição. Aquele que sobe às alturas do Céu é o mesmo que desceu às profundidades da Terra.

    Eis a lição desta solenidade e, mais vastamente, de toda a vida de Jesus. Só se sobe quando se desce. Só se ganha quando se perde. Só se recebe quando se dá. A máxima exaltação vem após a suprema humilhação. Deus exalta maximamente aquele que Se humilhou completamente (cf. Fil 2, 6-11).

  2.  
  3. B. Nós (já) com Ele na eternidade; Ele (ainda) connosco no tempo

  4.  
  5. 3. Em Jesus Cristo, Deus vem até nós de uma forma totalmente humanizada. Em Jesus Cristo, nós vamos até Deus de uma forma totalmente divinizada. Não se trata de uma conquista nossa, mas de um dom de Deus. Não se trata não de endeusamento, mas de divinização («theosis»). Entramos no Céu pela porta de Cristo, pela porta que é Cristo (cf. Jo 10, 7). Como diziam os antigos, «Cristo sobe, levando conSigo os homens cativos da morte. Ele, o primeiro, Deus incarnado, entra no Céu». E, ao entrar, faz-nos entrar com Ele.

  6.  

    É por isso que a Ascensão, enquanto celebração do triunfo de Cristo, é também celebração do triunfo da humanidade unida a Cristo. Ele, que fez Seu o nosso sofrimento, permite que façamos nossa a Sua glória.

     

    1. Mas Jesus continua presente no mundo, acompanhando os Seus discípulos em missão. São Mateus refere a Sua promessa de que Ele estará sempre connosco, até ao fim dos tempos (cf. Mt 28, 20).

    É, aliás, sobre a missão dos discípulos que incide o encontro de Jesus narrado pelo Livro dos Actos dos Apóstolos. Nele, Jesus pede aos discípulos que não se afastem até que venha o Prometido do Pai (cf. Act 1, 4). O Prometido do Pai é o Espírito Santo (cf. Act 1, 5). É o Espírito Santo que vai dar aos discípulos uma força suave — e uma suavidade forte — para que sejam testemunhas de Cristo «até aos confins da Terra» (Act 1, 8).

  7.  
  8. C. Este é o momento de caminhar na Terra, não de «olhar para o Céu»

  9.  

    5. Que resta, então, do rasto de Jesus? O que resta do rasto de Jesus é precisamente a Igreja, da qual todos fazemos parte. É na Igreja que Jesus dilata o Seu Corpo. É na Igreja que Jesus estende a Sua presença. É à Igreja que Jesus confia o Seu Evangelho: não apenas o Evangelho escrito, mas sobretudo o Evangelho inscrito; não apenas o Evangelho que encontramos no livro, mas acima de tudo o Evangelho que reencontramos na vida.

     

    1. A Igreja não é, por conseguinte, uma mera continuação da «causa de Jesus». A Igreja é uma nova presença do próprio Jesus. Eis, portanto, a boa — e bela — notícia que transportamos connosco: a presença de Jesus no mundo, a presença de Jesus em cada pessoa que há no mundo.

    Não é por acaso que a Igreja assinala, neste Domingo da Ascensão, o Dia Mundial das Comunicações Sociais. A Igreja está no mundo para testemunhar a nova presença de Cristo. Não estamos no mundo para dizer que «Cristo viveu», mas anunciar que «Cristo vive».

  10.  
  11. D. A Igreja existe para comunicar Jesus Cristo

    7. Já que estamos conectados em rede, religuemo-nos cada vez mais pela comunhão. É Jesus quem faz a comunhão entre nós. Enchamos, cada vez mais, com Jesus as «redes sociais».

     

    1. Já basta de notícias más. Difundamos tanto bem que se faz. Mostremos que Jesus Cristo é o grande — o maior produtor — da civilização do amor. Levemos Cristo à comunicação social e a mudança começará a ser real.

    Não nos ponhamos fora destes meios. Também neles há muita gente a precisar de uma mensagem diferente. E nenhuma mensagem é melhor que dizer isto: sigam sempre os passos de Jesus Cristo!

  12.  
  13. E. Sem a comunicação social, a evangelização não é total

    9. Sejamos ousados e procuremos chegar a todos os lados. Façamos ouvir a nossa voz sobretudo junto dos que estão sós. Jesus Cristo a todos quer chegar. E se a comunicação nos permite tal acesso, não enquistemos em opções de retrocesso. Todos os meios devem ser usados, particularmente até àqueles que estão mais abandonados.

     

    1. O que celebramos na Ascensão é um poderoso estímulo para a missão. Procuremos converter as dificuldades em oportunidades. Não nos limitemos a pôr de lado os meios em que não nos sentimos tão à vontade.

    Procuremos fazer tudo para que os meios de comunicação possam ser também meios de evangelização. Afinal, há tanto Evangelho para espalhar na vida. E há tanto Deus para semear no coração das pessoas!

    Foi após estas palavras que Jesus Se elevou (cf. Act 1, 9). Os discípulos deixaram de ver aquele que tinham visto. A partir de agora, podemos ver — e fazer ver — Jesus através do testemunho, através da missão. Este ainda não é o momento de «olhar para o Céu» (cf. Act 1, 11). Este é o momento de «pisar a Terra». Este é o momento de trilhar todos os «caminhos da Terra». Este, em suma, é o tempo da Igreja, a nova corporeidade de Jesus (cf 1Cor 12).7A comunicação social, desde os meios mais clássicos até aos mais novíssimos recursos, torna-nos membros uns dos outros (cf. Ef. 4, 25), como nos recorda o Papa Francisco. É como membros uns dos outros que somos chamamos a anunciar Jesus Cristo. É certo que não podemos exigir que a comunicação social faça tudo. Mas pode ajudar ou melhor, nós podemos ajudar mais através da comunicação social. A evangelização digital também faz parte da missão total.
publicado por Theosfera às 05:29

Hoje, 02 de Junho (Solenidade da Ascensão do Senhor e Dia Mundial das Comunicações Sociais), é dia de Sta. Blandina, S. Potino, Sto. Erasmo, S. Pedro, S. Marcelino e S. Félix de Nicósia.

Refira-se que Sta. Blandina é considerada padroeira da mocidade feminina.

E Sto. Erasmo é invocado contra as tempestades, contra as cólicas, contra as doenças intestinais das crianças e contra as dores de parto.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sábado, 01 de Junho de 2019

Hoje, 01 de Junho (início do mês do Sagrado Coração de Jesus), é dia de S. Justino e Sto. Aníbal Maria di Francia.

Um santo e abençoado dia  pascal para todos!

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Sexta-feira, 31 de Maio de 2019

Hoje, 31 de Maio, é dia da Visitação de Nossa Senhora a Sta. Isabel, Nossa Senhora do Coração de Jesus, Nossa Senhora da Boa Nova e Sta. Petronila.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Quinta-feira, 30 de Maio de 2019

Hoje, 30 de Maio, é dia de Sta. Joana d'Arc, S. Fernando e Sta. Baptista Varani.

Um santo e abençoado dia  pascal para todos!

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Quarta-feira, 29 de Maio de 2019

Hoje, 29 de Maio, é dia de S. Maximino, Sta. Úrsula de Ledochowska e S. José Gérard.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Terça-feira, 28 de Maio de 2019

Hoje, 28 de Maio, é dia de S. Justo e S. Germano de Paris.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Segunda-feira, 27 de Maio de 2019

Hoje, 27 de Maio, é dia de Sto. Agostinho de Cantuária, Evangelizador dos Ingleses, e S. Júlio, Padroeiro dos que recolhem o lixo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Domingo, 26 de Maio de 2019

Páscoa não foi. Páscoa é. A Páscoa não passa. A Páscoa é passagem, mas nunca é passado.



A Páscoa não foi apenas há um mês. A Páscoa também é hoje.



Também hoje, Senhor, vens ter connosco. Também hoje nos dás a Tua paz, o Teu perdão, o Teu amor.



O Teu mandamento não é pesado, o Teu jugo é suave, a Tua carga é leve.



Quando Te amamos, amamos também as pessoas. Quando amamos as pessoas, amamos-Te também a Ti.



Também hoje, queremos ter um só coração e uma só alma.



Também hoje, queremos pôr tudo em comum.



Também hoje, queremos que ninguém passe necessidade, que ninguém tenha fome.



Também hoje, queremos conjugar, com os lábios e com a vida, o verbo «dar», o verbo «repartir», o verbo «amar».



O que é de cada um queremos que seja de todos.



Ajuda-nos, Jesus, a vencer a pior doença: o egoísmo.



Ensina-nos, Jesus, a vencer a falsidade e a mentira.



Envolve-nos, Jesus, com a Tua misericórdia e habita-nos com a Tua bondade.



Obrigado, Jesus, por morreres por nós.



Obrigado, Jesus, por ressuscitares para nós.



Obrigado por vires sempre ao nosso encontro,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:33

A. Onde está a cabeça de João?

 

  1. Todos o sabemos, mas não sei se alguma vez pensamos seriamente sobre isso. Onde está a nossa cabeça? Está em cima do nosso corpo. É inevitável, mas é também um problema. Isso significa que a nossa cabeça está em cima do nosso «eu». Está, portanto, condicionada — e fortemente limitada — por ele. Daí a nossa constante (e incoercível) tendência para o egoísmo.

É pelo nosso «eu» que vemos o mundo e a vida. É pelo nosso «eu» que vemos o próprio Deus. Nem nos damos ao trabalho de (procurar) ser como Deus. Deus é que acaba por visto como nós. É pelo nosso «eu» que fazemos as nossas leituras, as nossas avaliações, os nossos juízos sobre todos e sobre tudo. Serão sempre acertados os nossos critérios? Muitas vezes, nem sequer pomos isso em causa. O nosso conhecimento está tão «ego-centrado» — até porque literalmente «ego-sentado» — que nem nos damos ao cuidado de ir ao encontro dos outros «eus».



  1. O Apóstolo João — de quem ouvimos hoje dois belos textos (com a alternativa de podermos escutar outros dois) — oferece-nos um padrão diferente. A sua cabeça não está sobre o seu corpo, mas — como nos indica o capítulo 13 do quarto Evangelho — sobre o coração de Cristo (cf. Jo 13, 25).

O seguidor de Cristo é assim: «desegoíza-se» completamente, da cabeça aos pés. A cabeça do discípulo tem de estar onde esteve a cabeça do Apóstolo: sobre o coração de Cristo.


B. É preciso encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo



  1. Neste sentido, é sempre com preocupação que ouvimos repetidamente dizer: «Eu cá penso sempre pela minha cabeça». É pena. É sinal de independência, mas também de auto-suficiência. Um cristão não pensa individualmente, mas cristãmente. Um cristão não tem vida — nem cabeça — própria. Parafraseando a Carta aos Gálatas, dir-se-ia que não é o cristão que pensa; é Cristo que pensa nele (cf. Gál 2, 20).

Habituemo-nos, pois, a ter a nossa cabeça onde o Apóstolo João teve a sua, isto é, no coração de Cristo (cf. Jo 13, 25). É curioso que os nossos irmãos da Igreja oriental valorizam muito este gesto, que a nós nos passa habitualmente despercebido. É por isso que se lhe referem, muitas vezes, com o título de «epistemios». Eles perceberam — como nós somos convidados a perceber — que o nosso conhecimento não vem de nós, mas de Cristo, do Seu coração.



  1. É preciso encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo. É nele que verdadeiramente repousamos e nos rejuvenescemos. São Francisco de Sales — numa máxima que se tornou célebre — não diz que os lábios falam aos ouvidos nem que o pensamento comunica com outro pensamento. Para São Francisco de Sales, é o coração que fala ao coração («cor ad cor loquitur»).Assim sendo, façamos nossos os sentimentos de Cristo e, consequentemente, o pensamento de Cristo. Para isso, encostemos a nossa cabeça ao coração de Cristo. Aprendamos com Ele a ser mansos e humildes (cf. Mt 11, 29). Aprendamos os pensamentos d’Ele já que, frequentemente, eles estão muito distantes dos d’Ele: «Vossos pensamentos não são Meus» (cf. Is 55, 8). E porquê? Porque nos falta encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo.


C. Nunca separemos o conhecimento do amor



  1. Que cada um de nós se torne — como João — «epistemios». Que o nosso conhecimento seja embebido — e bebido — na torrente que jorra do coração de Cristo. Ele é o verdadeiro sábio e é sábio na «cátedra do Seu coração». Só no Seu coração cresceremos na razão. Eis o que falta. Eis o que urge.

É encostando a nossa cabeça ao coração de Cristo que nos sentiremos invadidos pelos Seus sentimentos (cf. Fil 2, 5), pelas Suas prioridades e pelo Seu amor.



  1. Temos de compreender — de uma vez para sempre — que o conhecimento não pode estar separado do amor. Esse foi o «erro de Descartes» e é, tantas vezes, o erro de muitos de nós.

Mas também é certo que só conseguimos amar a partir da fonte do amor, que é o coração de Cristo Senhor. Não tenhamos, pois, medo do amor. E, em conformidade, não receemos encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo. Hoje, ama-se pouco porque nos encostamos pouco a Cristo.


D. Dá duplamente quem se dá prontamente



  1. Por conseguinte, não esqueçamos isto: encostemos a nossa cabeça ao coração de Cristo. Façamos como o Apóstolo João e nunca nos afastemos daquele coração. As pessoas podem aplaudir quem conhece, mas só escutam verdadeiramente quem ama.

Antes de falar de Cristo, deixemo-nos amar por Cristo e levemos a todos o amor de Cristo. Deste modo, será realizado o sonho de Deus: transformar o mundo numa «filadélfia», ou seja, num povo de «amigos» e «irmãos».



  1. É sabido que este discurso nem sempre passa, mas não desperdicemos tantos oportunidades da Graça. É o amor de Cristo que mudará tudo isto. É esta a revolução que está por fazer. É esta a mudança que temos de promover. Não é mais inteligente quem muito conhece. É mais inteligente quem verdadeiramente ama.

Vamos começar hoje — agora, já — a encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo. Aí beberemos o amor que levará ao mundo um poder transformador. Não adiemos mais o amor. Amemos e demo-nos: a Deus e aos outros. Não hesitemos nem calculemos. Como disse alguém, «dá duplamente quem se dá prontamente». Na verdade, dá a dobrar quem aos outros se dispõe a entregar(-se).


E. Jesus nunca fala para amanhã; é hoje que temos de amar



  1. Não sei se já reparastes, mas Jesus nunca fala para «amanhã». Nós falamos demasiado do futuro, talvez porque andemos muito hesitantes — e perdidos — no presente. Constrói belos futuros quem, no presente, derruba todos os muros: a começar pelos muros que resistem dentro de nós. Nunca estamos tão perto do abismo como quando nos «enterramos» no nosso egoísmo.

Por tal motivo, não comecemos amanhã. Não deixemos para amanhã o amor que é preciso repartir hoje. Para Jesus, o dia mais importante é hoje. O amor tem de estar pronto para hoje, para agora, para já. Como alertou Santa Teresa de Calcutá, «ontem já passou, amanhã ainda não chegou; resta-nos hoje para amar» e fazer o bem.



  1. Aquele que teve a cabeça no coração de Cristo — o Apóstolo João — transmite-nos algumas das Suas últimas mensagens antes de por nós padecer. Se amarmos o Senhor Jesus, poremos em prática as Suas palavras de bênção de luz (cf. Jo 14, 23). Nós próprios seremos a Sua habitação (cf. Jo 14, 23) e vê-Lo-emos também em cada irmão.

No amor, fiquemos com a paz de Jesus: «Deixo-vos a paz; dou-vos a Minha paz» (Jo 14, 27). É nesta paz que temos de viver. É esta a paz que temos de promover. Se os homens encostarem a sua cabeça ao coração de Cristo, deixaremos de ver o que temos visto. Não é só amanhã que a paz de Cristo há-de florir. É já hoje que a paz de Cristo tem de surgir. E que ela — a paz de Cristo — a todos (vos) faça sorrir. Que o amor do Seu coração semeie mais amor de mão em mão!

publicado por Theosfera às 05:57

Hoje, 26 de Maio (Sexto Domingo da Páscoa), é dia de S. Filipe de Néri e Sta. Maria Ana de Paredes.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sábado, 25 de Maio de 2019

Hoje, 25 de Maio, é dia de Sta. Madalena Sofia Perat, Sta. Vicenta María López de Vicuña, S. Gregório VII, S. Beda Venerável e Sta. Maria Madalena de Pazzi.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sexta-feira, 24 de Maio de 2019

Hoje, 24 de Maio, é dia de Nossa Senhora Auxiliadora, Nossa Senhora da Estrada, S. Rogaciano, S. Donaciano, S. Guilherme de Fenol e S. Luís Zeferino Moreau.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Quinta-feira, 23 de Maio de 2019

Hoje, 23 de Maio, é dia de S. João Baptista de Rossi, S. Desidério e Sta. Joana Antide Thouret.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Quarta-feira, 22 de Maio de 2019

Hoje, 22 de Maio, é dia de Sta. Rita de Cássia, Sta. Júlia, S. João Baptista Machado de Távora, Sta. Joaquina de Vedruna e Sta. Luísa Palazzolo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Terça-feira, 21 de Maio de 2019

Hoje, 21 de Maio, é dia de Maria, Mãe da Igreja, Sto. Hospício, Sta. Catarina de Cardona, Sta. Gisela, S. Carlos José Eugénio de Mazovedo e S. Cristóvão de Magallanes.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Segunda-feira, 20 de Maio de 2019

Hoje, 20 de Maio, é dia de S. Bernardino de Sena e S. Teodoro de Pavia.

Um santo e abençoado dia pascal para todos.

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Domingo, 19 de Maio de 2019

Obrigado, Senhor,

por, também hoje, Te apresentares no meio de nós,

por, também hoje, nos ajudares a vencer as nossas perturbações.

 

Obrigado, Senhor, pela paz que nos dás,

pela paz que és Tu,

pela paz que chega ao mundo inteiro.

 

A Páscoa está no tempo

para que esteja na vida,

na vida de cada um,

na vida de todos.

 

Como há dois mil anos,

Tu, Senhor, comes connosco.

Tu és o nosso pão,

o alimento da nossa vida.

 

Tu, Senhor, continuas a abrir os nossos corações,

a purificar a nossa existência,

a transformar o nosso caminhar.

 

Tu és, Senhor,

o sol que ilumina,

a chuva que fecunda,

o vento que sopra.

 

Tu és o Deus das novas oportunidades.

Mesmo quando pecamos, Tu és o perdão.

Por isso nos convidas ao arrependimento,

à mudança, à conversão.

 

Continua, Senhor, a transformar a nossa vida.

Que nós nunca Te esqueçamos,

que nunca esqueçamos de Te anunciar,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:21

A. Tanta renovação tem de nos renovar

 



  1. Quem não gosta de novidades? Quem não anda à procura de novidades? Pois este quinto Domingo da Páscoa traz-nos tudo o que é novo: o «canto novo», o «mandamento novo» e um «amor sempre novo»: o amor de Jesus Cristo. A antífona de entrada — extraída do Salmo 98 (1) — nos fala do «canto novo». É assim que Jesus — no Evangelho de São João — (cf. Jo 13, 34) — nos deixa o «mandamento novo». E é assim que aquele que está no trono descrito no Apocalipse garante: «Vou renovar todas as coisas» (Ap 21, 5). Tanta renovação tem de «mexer» connosco. Tanta renovação tem de nos renovar.

Renovar é reconduzir ao que é novo. Renovar é reconduzir tudo a Deus. Todos somos novos na companhia de Deus. Mesmo quando os anos passam, em Deus a juventude não passa. Quem em Deus permanece nunca envelhece. E que canto mais novo que o «mandamento novo»? É um canto que encanta porque não sai apenas dos lábios; é um canto que transborda por toda a vida. Não é verdade que quem mais ama é quem mais canta?



  1. Nós amamos — e devemos amar cada vez mais — o Cristo que morreu e o Cristo que ressuscitou. É por isso que O cantamos, é por isso que não deixamos de O cantar. O Papa São João Paulo II teve o cuidado de lembrar que «nós somos o povo da Páscoa e o Aleluia é a nossa canção».

O Aleluia não é para recitar; o Aleluia é para cantar porque é cantando que melhor louvamos. O cântico que chega aos lábios vem da alma e invade a vida. Por tal motivo, Santo Agostinho fez um veemente apelo: «Cantai com a voz, cantai com o coração, cantai com os lábios, cantai com a vida». Cantemos, pois, com a voz o que cantamos com o coração, com os lábios e com a vida.


B. Do canto novo ao mandamento novo



  1. Este canto nunca deixa de ser novo porque celebra uma vida que nunca deixa de ser nova. Uma vez que somos novos, temos de cantar o canto novo. Já Santo Agostinho notava que «é próprio do homem novo cantar o canto novo». Quem aprende a amar a vida nova (acrescentava o Bispo de Hipona) «aprende também a cantar o canto novo». É, pois, pelo

«canto novo que devemos reconhecer o que é a vida nova». O melhor canto é uma vida renovada, uma vida limpa, uma vida pura. Daí que Santo Agostinho recomende: «Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o maior louvor, se viverdes santamente».

É para aqui que tudo converge: para a santidade de vida. O canto será belo se a vida for santa. E a vida santa, cantada pelos lábios, é aquela que está entranhada — e totalmente ubiquada — no mandamento novo do amor. É este o mandamento que faz de nós pessoas novas. Jesus chamou-lhe novo porque sabia que era um mandamento que nunca haveria de envelhecer: «Dou-vos um “mandamento novo”: amai-vos uns aos outros; como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros» (Jo 13, 34).



  1. Não se trata, por conseguinte, de amar os outros com o nosso amor. O nosso amor é frágil, oscilante e, muitas vezes, com prazo de validade. Tanto amamos como deixamos de amar. Tanto amamos como passamos a odiar. O que Jesus nos propõe é que amemos os outros com o «Seu» amor: «Como “Eu” vos amei, amai-vos uns aos outros» (Jo 13, 34.

Este programa devia ser afixado em todos os departamentos governamentais, em todas as câmaras municipais, em todas as habitações e também em todas as igrejas. Sim, porque também nas igrejas há carência de amor. Ou, então, há um amor que ainda é muito «nosso»; há um amor que ainda sabe pouco a Cristo e ao Seu amor.


C. Temos de pôr Cristo no nosso amor



  1. Temos de pôr Cristo no nosso amor e de pôr o nosso amor em Cristo. Só assim seremos credíveis. O próprio Jesus tornou bem claro que é pelo amor que nos reconhecerão: «O sinal pelo qual vos reconhecerão como Meus discípulos é o amor que tiverdes uns pelos outros» (Jo 13, 35).

Eis o que falta. Eis o que urge. Somos uma sociedade — e fazemos parte de uma igreja — que muito cantam o amor. Mas também somos uma sociedade — e fazemos parte de uma igreja — que, apesar de muito cantar o amor, pouco vivem o amor.



  1. Para amar como Jesus ama, é fundamental aprender a conjugar mais o verbo «dar» do que o verbo «possuir»; é fundamental aprender a conjugar mais o verbo «suportar» do que o verbo «vingar; é fundamental aprender a conjugar mais o verbo «recomeçar» do que o verbo «separar».

Com alguma ironia, mas com uma enorme dose de pertinência, o cardeal Sean O’Malley, anota que o homem actual como que esqueceu os mandamentos. O único a que presta alguma atenção é ao «Não fumarás». E mesmo esse não o cumpre como deveria cumprir.


D. Nem sempre o poder é amoroso, mas o amor será sempre poderoso



  1. O amor que melhor conhecemos é o «amor do poder»; em contrapartida, o que mais desleixamos é o «poder do amor». Mas o que Jesus espera de nós é mesmo o amor. Para Jesus, tudo — até o poder — tem de estar submetido ao amor.

O amor é tão comovente que se vê mais nos olhos que choram do que nos lábios que (sor)riem. Daí que a Bíblia assegure que as lágrimas geradas pelo amor só serão enxugadas por Deus (cf. Ap 21, 4).



  1. Nos começos da Igreja, notava-se um grande entusiasmo à volta do Mandamento Novo. Tertuliano até nos dá conta de que os outros, olhando para os cristãos, exclamavam: «Vede como eles se amam!» Ou seja, «vede como eles fazem o que dizem». E o certo é que, se a lei do amor fosse mais observada, as outras leis quase poderiam ser dispensadas. Já dizia Disraeli: «Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis».

Por conseguinte, percebe-se que Deus seja mais acessível ao coração que ama do que à mente que (apenas) pensa. O amor é o que maior honra tributa a Deus, que é amor (cf. 1Jo 4, 8.16). O poder consegue muito, mas só o amor é capaz de tudo. Nem sempre o poder é amoroso, mas o amor será sempre poderoso. Afinal e como reconhecia Paul Ricoeur, Deus é «Todo-Poderoso» porque é «Todo-Amoroso».


E. Um pouco de amor nunca é pouco



  1. A Igreja, não sendo uma democracia, deva ser mais — e nunca menos — que uma democracia. O que nela há-de prevalecer não é o «amor do poder», mas o «poder do amor». O amor do poder tem esmagado a vida de muita gente; Só o poder do amor transformará a vida de toda a gente.

Jesus é o mestre maior do amor incondicional e do amor total. Para Jesus, o amor é para todos e é para sempre. Uns merecem-no; os que o não merecem precisam dele até para ver se se habituam a ele. Percebe-se, assim, que até pelos inimigos tenhamos de dar a vida. Ao dar a vida, os inimigos deixam de o ser: todos passam a ser amigos. Para Jesus, todos são amigos. Nem sempre o amor é acolhido. Mas, mesmo quando não é acolhido, o amor há-de ser continuamente oferecido.



  1. Nunca esqueçamos que o Cristianismo é, geneticamente «a religião do amor». Os cristãos da primeira hora eram conhecidos pelo compromisso para com o «mandamento novo do amor». Que os cristãos desta nossa hora não subestimem um mandamento que nunca deixa de ser novo.

Levemos a todos o Deus do amor. E depositemos em cada um uma porção do amor de Deus. Um pouco de amor nunca é pouco. Um pouco de amor é sempre muito. Porque, em Deus, o amor já é tudo. E para sempre!

publicado por Theosfera às 05:09

Hoje, 19 de Maio (Quinto Domingo da Páscoa e do Mandamento Novo), é dia de S. Celestino V, S. Clemente Ósimo, Sto. Agostinho de Tarano e S. Crsipim de Viterbo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sábado, 18 de Maio de 2019

Hoje, 18 de Maio, é dia de S. João I, S. Venâncio, S. Guilherme de Toulouse, S. Téodoto, Sta. Tecusa e companheiros mártires, S. Leornardo Murialdo, S. Félix de Cantalício, Sta. Blandina Merten e Sta. Maria Josefa Sancho de Guerra.

Faz 99 anos que nasceu São João Paulo II.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sexta-feira, 17 de Maio de 2019
Hoje, 17 de Maio, é dia de S. Pascoal Bailão, Sta. Restituta e Sta. Antónia Messina.

 

Refira-se que S. Pascoal recebeu o seu nome do facto de ter nascido em dia de Páscoa no ano de 1540.

 

Ele é considerado padroeiro das adorações e dos congressos eucarísticos dada a sua acendrada devoção à Eucaristia.

 

Um santo e abençoado dia pascal para todos!
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Quinta-feira, 16 de Maio de 2019

Hoje, 16 de Maio, é dia de S. João Nepomuceno (invocado para proteger as pontes, para fazer uma boa confissão e contra as injúrias e calúnias), Sto. André Bobola, S. Simão Stock, Sto. Alípio e Sta. Gema Galgani.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2019

Hoje, 15 de Maio, é dia de S. Manços, Sta. Dionísia, S. Paulo e Sto. André (mártires), Sto. Isidro Lavrador e S. Gil de Vouzela.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Terça-feira, 14 de Maio de 2019

Hoje, 14 de Maio, é dia de S. Matias (padroeiro dos carpinteiros, dos alfaiates, dos alcoólicos arrependidos e invocado para as dores de bexiga), S. Frei Gil de Santarém e S. Miguel de Garicoits.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Segunda-feira, 13 de Maio de 2019

Hoje, 13 de Maio, é dia de Nossa Senhora de Fátima e de Sto. André Hubert Fournet. Faz 102 anos que Nossa Senhora apareceu pela primeira vez aos pastorinhos.

Um santo e abençoado dia pascal para todos.

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Domingo, 12 de Maio de 2019

Cristo, Bom, Belo e Santo Pastor,

Que eu me entregue sempre a Ti, como meu Senhor.

 

Que eu procure fazer como Tu fizeste

E que não perca nenhum dos que me deste (cf. Jo 6, 39).

 

Que consiga juntá-los a todos à volta de Ti

E que eles venham ao Teu encontro, aqui.

 

Cristo, Bom e Santo Pastor da minha vida.

Que por Ti tudo em mim se decida.

 

Precisamos de pastores, precisamos de tantos.

Mas precisamos — ainda mais — de que eles sejam santos.

 

Santifica-nos, Senhor, na verdade

E une-nos cada vez mais na santidade.

 

Que todos unidos sejamos

E que mais amor entre nós vejamos.

 

Cristo, Bom, Belo e Santo Pastor,

Recebe a minha vida; entrego-Ta com todo o amor.

 

Como Tu, que eu me entregue a estes que são Teus

E que os encaminhe para Ti, para Deus.

 

Que até ao instante final da minha vida

A todos leve o Teu Pão, o Pão da Vida.

 

Cristo, incansável Pastor da minha pobreza

Que eu nunca ofusque a Tua imensa beleza.

 

E quando chegar a hora de eu partir,

Que perto de Ti todos estes meus irmãos eu possa sentir.

 

Que o meu último momento possa ser como um altar

Em que por todos a minha vida possa entregar.

 

Cristo, Bom Pastor, obrigado por te lembrares de mim.

Toma conta do que sou. Até ao fim!

publicado por Theosfera às 14:00

Bom Pastor és Tu, Jesus,

que dás a vida pela ovelhas,

por cada um de nós.

 

Como é possível que, sendo Pastor,

não dês ordens, mas dês a vida?

Tu, Jesus, és diferente,

incomparável, único.

 

Tu conheces as ovelhas,

conheces cada ser humano,

tens um olhar singular para cada pessoa.

 

E pensas não só nas ovelhas que já estão no rebanho,

mas também em todas que estão dispersas.

Tu, Jesus, não dizes só para vir,

Tu és o primeiro a ir,

a ir ao encontro de todos.

 

Por isso, Jesus, és bom Pastor,

bom e belo Pastor,

porque nada há mais belo do que dar a vida.

 

Dá-nos, Jesus, pastores assim,

pastores como Tu,

capazes de dar a vida,

próximos das pessoas,

sensíveis aos problemas e ás dificuldades.

 

O amor que nos mostras,

o amor do Pai,

é admirável.

Por esse amor somos filhos do mesmo Pai.

 

Que todos escutem a Tua voz.

Que todos façam a Tua vontade.

Que todos sigam o Teu exemplo.

 

Que haja um só rebanho.

Que haja um só Pastor.

Que aumente a unidade

e cresça a comunhão

em ti, JESUS!

publicado por Theosfera às 11:05

A. As «ovelhas» do Filho são «ovelhas» do Pai



  1. Sendo o Pai e o Filho «um só» (Jo 10 30), então o que é dito — e feito — pelo Filho é como se fosse dito — e feito — pelo Pai. Aliás, Jesus vai garantir, mais à frente, que «quem vê o Filho, vê o Pai» (Jo 14, 9). O rebanho entregue ao Filho é, pois, rebanho que pertence ao Pai. Nós somos o rebanho de Deus, as ovelhas de Deus. E Cristo é o nosso inteiro — e eterno — Pastor.

Eis como Jesus Se apresenta, hoje, diante de nós: como pastor. Tão bom, belo e ousado é este pastor que arrisca deixar as 99 ovelhas que estão no rebanho para ir à procura da que está perdida (cf. Lc 15, 1-7). As «ovelhas perdidas» não são menos amadas. Se calhar, até são mais amadas. É curioso que, segundo o designado «Evangelho de Tomé», Jesus terá dito: «O Reino é semelhante a um pastor que tinha cem ovelhas. Uma delas extraviou-se e era a maior de todas. Ele deixou, então, as 99 e foi em busca daquela ovelha única até a encontrar. E, depois de a encontrar, disse-lhe: “Eu amo-te mais do que às 99”».



  1. É por isso que Jesus é «o Bom Pastor» (Jo 10, 11. 14). Ou, para ser mais preciso, o «Belo Pastor», como está no original. «Agathós» é a palavra grega que, habitualmente, se traduz por «bom». Mas o que está no texto é «kalós», que quer dizer «belo», embora também signifique «bom», «perfeito» e «verdadeiro».

Aliás, como aprendemos desde a antiguidade, o bom, o belo e o verdadeiro interagem entre si. Pelo que o bom é belo e verdadeiro, o belo é bom e verdadeiro e o verdadeiro é bom e belo. A beleza está na bondade e na verdade. A bondade está na beleza e na verdade. E a verdade está na beleza e na bondade. Dizer, portanto, que Jesus é o Belo Pastor é o mesmo que dizer que Ele é o Bom Pastor e o Verdadeiro Pastor.


B. Cristo ferido é a beleza que salvará o mundo



  1. Jesus Cristo é a beleza que, no dizer de Dostoiévsky, «salvará o mundo». E não foi por caso que o genial escritor russo apontou Jesus Cristo como o modelo do que é absolutamente belo. A absoluta beleza de Cristo está na Sua paixão, isto é, na Sua entrega, na Sua dádiva. Em suma, a beleza está mais presente quando mais parece ausente. À primeira vista, que beleza pode haver num corpo ferido? Mas haverá beleza maior que a beleza de Cristo ferido por amor?

É por isso que, voltando a Dostoiévsky, «a humanidade pode viver sem ciência, pode viver sem pão, mas sem beleza não poderia viver nunca, porque não teríamos mais nada para fazer no mundo».


C. Precisamos de pastores que limpem as lágrimas



  1. Assim sendo, façamos deste mundo, como nos pediu Bento XVI, «um lugar de beleza». Não procuremos apenas paisagens belas ou quadros belos. Digamos coisas belas e façamos gestos belos.

Franz Kafka reconheceu que «quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece». Hoje em dia, fazem falta gestos belos, atitudes belas, comportamentos belos. É preciso dar mais valor ao porte do que à pose. Na vida, precisamos não só de uma filosofia, mas também — e bastante — de uma filocalia. O amor da sabedoria surge sempre irmanado ao amor pela beleza.



  1. Neste sentido, a Primeira Leitura afirma que, apesar das adversidades, muitos abraçaram a fé e a Palavra do Senhor ia-se divulgando (cf. Act 13, 48-49). Na Segunda Leitura, somos informados de que, em Cristo, pertencemos à numerosa multidão, que ninguém pode contar, tendo sido lavados pelo sangue do Cordeiro (cf. Ap 7, 9.14). Ele é o nosso Pastor; é Ele que enxuga todas as nossas lágrimas (cf. Ap 7, 17).

Não custa perceber, portanto, que este Domingo tenha sido escolhido para Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Toda a vida há-de ser acolhida como resposta a uma proposta. A proposta é para que haja pastores à imagem do Bom — e Belo — Pastor. A humanidade precisa de pastores que, como Jesus, limpem as lágrimas; que, como Jesus, acolham os que estão fora e não afastem os que estão dentro.


D. O pastor deve ser um mergulhador, não um alpinista



  1. Há muitos séculos, São Gregório Magno era bastante incisivo a este respeito: «Não sejamos sentinelas silenciosas, mas pastores solícitos que velam pelo rebanho de Cristo, pregando a doutrina de Deus ao grande e ao pequeno, ao rico e ao pobre».

Por aqui se vê como o pastor é mais que um gestor. Para ser testemunha no exterior tem de se deixar transformar no seu interior. Está aqui, aliás, a maior carência e, nessa medida também, a mais gritante urgência. Diz São Gregório: «É necessário que o pastor seja puro nos seus pensamentos, inatacável nas suas obras, discreto no silêncio, proveitoso nas palavras, compreensivo para com todos, que se entregue à contemplação, que seja companheiro dos bons de uma forma humilde, firme na justiça contra os vícios. Importa que a ocupação das coisas exteriores não diminua o cuidado com as interiores e que estas não o impeçam de ver as exteriores».



  1. É necessário, por isso, que as portas estejam abertas: não só as portas das igrejas, mas sobretudo as portas da alma. Ser pastor segundo o coração de Cristo não é ir apenas à frente. É também, como sugere o Papa Francisco, «estar disposto a caminhar no meio ou até atrás do rebanho». O pastor está à frente para conduzir, no meio para acompanhar e atrás para proteger.

A humildade não desclassifica o pastor. Pelo contrário, requalifica-o soberanamente. O pastor deve ser um mergulhador, não um alpinista. A sua preocupação deve ser mergulhar nas profundezas da existência e não «subir na vida, para ter mais poder».


E. O padre é pastor; não é patrão



  1. Na Igreja, o padre não está no centro. O padre não pode ser o protagonista. Ele é pastor, não é patrão.

O verbo que é chamado a conjugar não é o verbo «mandar», mas o verbo «servir». Os pastores não têm vida própria. Depõem a sua vida em casa. A vida das ovelhas passa a ser a vida dos pastores.



  1. A Igreja precisa de padres: de mais e — sobretudo — de santos. Peçamos ao Eterno Pastor a graça de termos pastores à Sua imagem: pastores que transmitam as Suas palavras e difundam os Seus gestos. Peçamos ao Eterno Pastor a graça do bom entendimento entre pastores e ovelhas. Que os pastores nunca faltem às ovelhas com a verdade e com o amor. E que as ovelhas nunca faltem aos pastores com a oração e a comunhão.

Se ninguém estiver longe de Cristo, estaremos todos, pastores e fiéis leigos, próximos uns dos outros. Quem segue a Cristo até ao fim, a todos dirá sempre «sim»!

 
publicado por Theosfera às 04:30

Hoje, 12 de Maio (Quarto Domingo da Páscoa, Dia Mundial de Oração pelas Vocações e do Bom Pastor), é dia da Bem-Aventurada Joana Princesa, S. Nereu, Sto. Aquileu, S. Pancrácio, Sto. Epifânio de Salamina e Sta. Lúcia Filippini.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sábado, 11 de Maio de 2019

Hoje, 11 de Maio, é dia de S. Mamerto, Sto. Hugo de Cluny, Sto. Odo, Sto. Odilo, S. Pedro, o Venerável, e Sto. Inácio Laconi.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sexta-feira, 10 de Maio de 2019

Hoje, 10 de Maio, é dia de S. João de Ávila, Sto. Antonino de Florença e S. Damião de Veuster.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

 

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Quinta-feira, 09 de Maio de 2019

Hoje, 09 de Maio, é dia de Sta. Catarina de Bolonha, Sta. Maria Domingas Mazarello, Sta. Maria Teresa de Jesus, S. Pacómio e S. Jorge Preca.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Quarta-feira, 08 de Maio de 2019

Hoje, 08 de Maio, é dia de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, S. Bonifácio IV, S. Bento II, Sta. Francisca Ulrica Nish, Sta. Maria Catarina de Sto. Agostinho, Sta. Madalena de Canossa, S. Jeremias de Valáquia e S. Luís de Rábata.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Terça-feira, 07 de Maio de 2019

Hoje, 07 de Maio, é dia de Sta. Flávia Domitila e Sta. Gisela.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Segunda-feira, 06 de Maio de 2019

Hoje, 06 de Maio, é dia de S. Pedro Aumaitre, S. Mariano, S. Domingos Sávio e Sta. Catarina Troiani.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Domingo, 05 de Maio de 2019

Como não agradecer-te, mãe,
se é tanto o que és,
o que ofereces
e o que semeias no meu ser?

Mas como agradecer-te, mãe,
se é tão pouco o que tenho
para dizer, para te bendizer?

O que o coração sente
os lábios não são capazes de balbuciar.
Trémulos, hesitam e gaguejam,
incapazes de soltar uma palavra
ou de articular um som.

Mas será que existe alguma palavra
que consiga dizer o que o coração sente?

Dizer «obrigado» é pouco,
mas dizer-te «obrigado» é tudo o que resta
quando tudo já tiver sido dito.

Obrigado, mãe,
pela vida que nunca recusaste dar-me.

Obrigado pelo amor
que nunca hesitaste oferecer-me.

Obrigado pelo sacrifício
a que nunca te furtaste.

Obrigado pela fé
com que sempre me inundaste.

Obrigado
por seres sempre berço a que volto
e fonte a que regresso.

Obrigado
pelo testemunho e pela fidelidade.

Obrigado
me teres dado a vida
e por seres vida para mim.

Obrigado
por não me eliminares quando habitei teu ventre.

Obrigado
por me amares desde o primeiro instante.

Obrigado
por nunca seres túmulo
e por sempre seres regaço.

Obrigado
por nunca pensares em ti
e por sempre pensares em mim.

Eu não mereço.
Eu não te mereço.
Mas agradeço.

Porque sei
que amar assim,
como tu amas,
é algo que só está ao alcance de ti, mãe!

Na pobreza dos gestos
e na fragilidade das palavras,
nada mais me ocorre
que este «obrigado».

Entrego-o no colo da Mãe das mães,
Maria-Mãe de Jesus.

Que Ela te abençoe
e proteja.

Que Ela te conforte
e compense por tudo quanto fazes,
por tudo quanto és,
MÃE!

publicado por Theosfera às 11:48

A. Maio rima com Mãe

  1. Maio, Maria, Mulher, Mãe. Eis os quatro m’s deste novo mês. Não é possível pensar em Maio sem pensar em Maria, modelo de Mulher, modelo de Mãe. Mãe é fonte de vida e oceano infindo de amor. Nem todos podem ser mãe. Mas todos deveriam saber o que significa ter mãe. É por isso que a coisa mais triste é perder a mãe. Só que a mãe nunca se perde. Nem a morte perde a mãe. Aqui, no tempo, ou além, na eternidade, mãe nunca deixa de ser mãe!

Maio rima com Mãe. Para nós, dizer Mãe é, antes de mais, dizer Maria. Para nós, dizer Maria é, acima de tudo, dizer Mãe. Até Deus quis ter Mãe! Até Deus é Mãe! Como alguém terá dito, Deus é um Pai que nos ama com amor de Mãe. E Maria é o mais belo rosto desta «paternidade maternal» de Deus.

  1. Se até Deus quis ter uma Mãe, como é que nós não havemos de ser gratos para com a nossa Mãe? Será sempre pouco o que damos a quem nos dá tanto, a quem nos deu tudo. É por isso que a Mãe simboliza o amor puro, o amor em estado puro. É importante que haja amor no mundo. É desejável que façamos tudo para que só haja amor no mundo. Porém, nunca haverá amor como o de Mãe.

O amor de Mãe é o amor que nunca passa, mesmo quando tudo passa. É ao amor da Mãe que se regressa quando todas as promessas de amor cessam. O amor de Mãe é o amor da vida, é o amor para a vida. É, sem dúvida, um amor único, o amor de Mãe. Razão tem, pois, quem escreveu aquele epitáfio que se encontra, em forma de verso, no cemitério da minha terra natal: «Minha Mãe era uma santa/por quem sempre rezarei/porque amor igual ao dela/ nunca mais encontrarei»!

 

B. Dia para que muitos filhos se lembrem que têm mãe

 

3. Não é preciso haver um Dia do Filho já que, para a Mãe, todos os dias são dias para os filhos. Mas existe um Dia da Mãe até porque não faltará quem só neste dia se lembre da sua mãe. Mesmo quando a memória vai faltando, uma mãe nunca esquece os seus filhos. Será que todos os filhos se lembram da sua mãe? Será que todos os filhos expressam a gratidão pela sua mãe? Uma mãe é capaz de cuidar de muitos filhos e, por vezes, muitos filhos não cuidam de uma mãe. Uma mãe pode não ter muitos lugares em casa, mas tem sempre imensos lugares no seu coração.

No Dia da Mãe — que é também Dia do Pai —, é importante que todos aprendamos a ser filhos. Daí que estes devam ser verdadeiros dias da família, em que se fortaleça a união na família, o amor na família e a gratidão em família.

  1. Por aqui se vê como este não é um dia para ser comprimido em 24 horas. O Dia da Mãe é um dia esticado, uma manhã dilatada, uma primavera estendida. Este é um dia em que o sol nunca se põe. Este é o dia que nunca anoitece. Mãe nunca adormece. Mesmo a dormir, ela dorme como mãe. Ela é a mais pura guardiã do amor, o santuário onde a vida nunca deixa de palpitar. Uma mãe antecipa-se sempre. Este dia só consegue «postecipar». Os gestos de gratidão deste dia são sempre um mínimo diante do máximo: diante do máximo de doação, do máximo de amor.

É muito grande o que há numa mãe. Nem a morte mata a mãe. Mãe sobrevive sempre. Ninguém seria nada sem Mãe. Mãe é o que fica, mesmo quando tudo passa.

 

C. Mãe nunca deixa de ser mãe

 

5. Este, a bem dizer, não é o dia da mãe. É, possivelmente, o dia em que muitos se lembram que existe mãe. Dia da mãe tem de ser cada dia. Mãe que é mãe nunca se cansa de ser mãe e nunca descansa como mãe. Mãe que é mãe está sempre em trabalhos, está sempre em trabalhos de mãe. Mãe que é mãe pensa sempre como mãe, sente sempre como mãe, age sempre como mãe, sofre sempre como mãe, chora sempre como mãe e morre sempre como mãe.

Há muitas condecorações neste país e neste mundo, mas haverá herói maior que uma mãe? Uma mãe dá tudo sem cobrar nada. Mesmo quando não há reconhecimento, a Mãe não mostra ressentimento. É comovente sentir como a Mãe também tem lugar para a dor. Mas só o amor vem aos lábios. A dor fica alojada na alma. Quando muito, pode escorrer em algumas lágrimas furtivas. Mas Mãe que é mãe diz sempre o melhor de seus filhos. Não poderíamos aprender com as mães?

  1. Mãe é a mão que nos livra da queda. Mãe é o colo que nos ampara na fraqueza. Mãe é a luz que nos aponta o caminho e nos acompanha na estrada. Pode-se ter tudo, mas não há nada que se compare a uma mãe.

Mãe é o que fica mesmo quando tudo parece passar. É por isso que Mãe nunca se reforma. Mãe nunca morre. Mãe é sempre Mãe. Mãe nunca deixa de ser mãe. Nem a morte mata a mãe. Mãe sobrevive sempre.

 

D. Sem Jesus, nada é fecundo

 

7. Mãe é palavra. Mãe é sobretudo gesto, gesto que não cabe em qualquer palavra. Mas «Mãe» pode ser a melhor chave de leitura das palavras da Missa deste Domingo. Sem Jesus, nada é fecundo; com Jesus, tudo é abundante. A pesca de noite simboliza o tempo da escuridão. Só Jesus é o dia, só Jesus é a luz para cada dia. Sem Jesus, a pesca é um fracasso. É a Sua presença que faz toda a diferença. Os discípulos eram profissionais da pesca. No entanto, naquela noite, «não apanharam nada» (Jo 21, 3).

São os braços de Jesus que movem os nossos braços. Com Jesus, a rede, antes vazia, enche-se. Esta rede é imagem da Igreja de Jesus. Sem Ele, a Igreja não funciona, só desfunciona. Os 153 grandes peixes (cf. Jo 21, 11) são figura de uma Igreja sobrelotada, em que todos têm lugar. A rede tem de ser lançada a todos. Nem todos virão na rede. Mas a todos deverá chegar esta rede.

 

  1. A imagem da pesca sinaliza a missão que Jesus confia aos discípulos (cf. Mc 1,17; Mt 4,19; Lc 5,10): libertar todos os homens que vivem mergulhados no mar do sofrimento e da escravidão. É Pedro que preside à missão. É ele que toma a iniciativa; os outros acompanham-no. Aqui faz-se referência ao lugar que Pedro ocupava na animação da Igreja primitiva.

Mas Pedro depende sempre de Jesus. Jesus entrega a pesca a Pedro e os discípulos. Mas a pesca só é abundante quando Pedro e os discípulos seguem as indicações de Jesus. Hoje em dia, Jesus quer agir através de nós. Mas nós temos de estar sempre unidos a Ele. Até porque sem Ele nada poderemos fazer (cf. Jo 15, 5). Sem a Sua inspiração, só haverá desorientação!

 

E. Na escola de Jesus ao colo da Mãe

 

9. Que melhor exegese do que a Mãe para compreender o que nos é dito no Evangelho deste Terceiro Domingo da Páscoa. Nenhum ser humano é alguma coisa sem Mãe. Nenhum discípulo é alguma coisa sem Mestre. Nenhum cristão é alguma coisa sem Cristo. A Mãe é como um Evangelho vivo. Tal como a existência da Mãe se prolonga na existência do filho, também a vida de Cristo se prolonga na existência do cristão.

Quem não cumpre as palavras de Jesus como pode amá-Lo? E quem melhor do que as nossas mães para nos introduzir na escola do amor?

 

  1. A relação do discípulo com Jesus é como a relação do filho com a mãe: não é episódica, mas estável, sólida, contínua. Permanece em Jesus quem acolhe no coração a Sua proposta de vida, entregando-se a Deus e aos irmãos até à doação completa de si mesmo. É assim, aliás, que as mães se comportam para com os filhos.

Não deixemos, então, de ler — e meditar — o «Evangelho segundo as mães». Vivamos o Evangelho olhando para as mães, a começar por Maria, modelo de todas as mães. Foi na Sua carne que Jesus Cristo Se fez carne. Que na nossa vida deixemos que Jesus Se faça vida. Hoje. Amanhã. E sempre!

publicado por Theosfera às 05:44

Hoje, 05 de Maio (Terceiro Domingo da Páscoa, Início da Semana de Oração pelas Vocações e Dia da Mãe), é dia de S. Máximo de Jerusalém, Sto. Ângelo, Sto. Hilário de Arles e S. Núncio Suplizio.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 04 de Maio de 2019

Hoje, 04 de Maio (primeiro Sábado), é dia de S. Gregório, o Iluminador, S. Jorge Haydock e seus Companheiros Mártires e S. João, Roberto e Sto. Agostinho (da Cartuxa).

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 03 de Maio de 2019

Hoje, 03 de Maio, é dia de S. Filipe, S. Tiago Menor, S. Rupert Mayer, Sta. Maria Leónia Paradis e. S. Eduardo José Rosaz.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 02 de Maio de 2019

Hoje, 02 de Maio, é dia de Sto. Atanásio e S. José Maria Rúbio.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 01 de Maio de 2019

Hoje, 01 de Maio (Dia do Trabalhador), é dia de S. José Operário, Sta. Comba do Alentejo, S. Jeremias e S. Ricardo Pampuri.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 29 de Abril de 2019

Hoje, 30 de Abril, é dia de S. Pio V, S. José Bento Cottolengo, S. Bento de Urbina, Sto. Amador, S. Donato e Sta. Maria da Encarnação.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Hoje, 29 de Abril, é dia de Sta. Catarina de Sena (Co-padroeira da Europa) e S. Wilfrido, o Jovem.

Um santo e abençoado dia pascal para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 28 de Abril de 2019

Páscoa não foi. Páscoa é. A Páscoa não passa. A Páscoa é passagem, mas nunca é passado.



A Páscoa não foi apenas há oito dias. A Páscoa também é hoje.



Também hoje, Senhor, vens ter connosco. Também hoje nos dás a Tua paz, o Teu perdão, o Teu amor.



O Teu mandamento não é pesado, o Teu jugo é suave, a Tua carga é leve.



Quando Te amamos, amamos também as pessoas. Quando amamos as pessoas, amamos-Te também a Ti.



Também hoje, queremos ter um só coração e uma só alma.



Também hoje, queremos pôr tudo em comum.



Também hoje, queremos que ninguém passe necessidade, que ninguém tenha fome.



Também hoje, queremos conjugar, com os lábios e com a vida, o verbo «dar», o verbo «repartir», o verbo «amar».



O que é de cada um queremos que seja de todos.



Ajuda-nos, Jesus, a vencer a pior doença: o egoísmo.



Ensina-nos, Jesus, a vencer a falsidade e a mentira.



Envolve-nos, Jesus, com a Tua misericórdia e habita-nos com a Tua bondade.



Obrigado, Jesus, por morreres por nós.



Obrigado, Jesus, por ressuscitares para nós.



Obrigado por vires sempre ao nosso encontro.



Como S. Tomé, também hoje Te adoramos, também hoje Te dizemos:



«Meu Senhor e meu Deus!»

publicado por Theosfera às 11:33

A. Em casa, nos caminhos e até junto ao sepulcro

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    1. A primeira visita pascal não foi feita por homens transportando a Cruz. A primeira visita pascal foi feita pelo próprio Jesus que morreu na Cruz. Das doze visitas que Jesus fez depois de ressuscitar, cinco foram feitas no próprio dia em que ressuscitou. Estas «visitas pascais» de Jesus ocorrem em casa, nos caminhos e até perto do sepulcro.

    O Evangelho de hoje apresenta-nos a visita que Jesus fez aos discípulos em Jerusalém, na tarde do dia da Ressurreição (cf. Jo 20, 1). Este não foi, porém, o único — nem o primeiro — encontro que Jesus teve com os Seus discípulos. Nessa mesma tarde, antes deste encontro, já tinha vindo ter com outros dois discípulos que iam «a caminho de uma aldeia chamada Emaús» (cf. Lc 24, 13).



    1. Estes, apesar do cansaço e do adiantado da hora, vão fazer mais doze quilómetros — certamente a pé — e regressam a Jerusalém para contar aos companheiros o sucedido (cf. Lc 24, 35).

    É então que Jesus lhes aparece (cf. Lc 24, 36-40). Só faltava Tomé. Pela reacção, ficamos a saber que Jesus já tinha aparecido a Pedro: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão» (Lc 24, 34).


    B. Quem a primeira pessoa a ver o Ressuscitado?



    1. Mas as aparições do Ressuscitado não se ficaram por estas três. Antes, houve provavelmente mais duas — e quase de certeza — pela manhã. São Mateus fala de uma aparição de Jesus a Maria Madalena e a «outra Maria» quando, depois de terem estado no sepulcro, iam a correr para dar aos discípulos a notícia da Ressurreição (cf. Mt 28, 9-10).

    São Marcos, por sua vez, indica que Jesus apareceu primeiramente a Maria Madalena (cf. Mc 16, 9), apesar de referir que ela tinha ido ao sepulcro na companhia de Maria, mãe de Tiago, e de Salomé (cf. Mc 16, 1).



    1. E o certo é que a primeira aparição que João relata é justamente a Maria Madalena junto ao sepulcro (cf. Jo 20, 11-17).

    Não deixa de ser surpreendente verificar que as duas primeiras aparições de Jesus tenham tido como destinatários mulheres.


    C. A «hora das discípulas»



    1. Salta, portanto, à vista que as mulheres assumiram uma posição singular — e até liderante — neste momento decisivo. Se repararmos, os Evangelhos não mencionam uma única mulher que tivesse aprovado a condenação de Jesus. Até a mulher de Pilatos tentou evitar a Sua morte (cf. Mt 27, 19).

    Junto à Cruz de Jesus, tirando os soldados, só um discípulo se manteve até ao fim: o Discípulo Amado (cf. Jo 19, 26). De resto, apenas mulheres ali permaneceram: Maria, Mãe de Jesus, e mais três mulheres (cf. Jo 19, 25; Mc 15, 40; Mt 27, 56). Ao funeral de Jesus, feito por José de Arimateia e Nicodemos (cf. Jo 19, 38-42), também só compareceram mulheres (cf. Mc 15, 47; Mt 27, 61; Lc 23, 55).



    1. Enquanto os discípulos se recolhem e encolhem, as discípulas avançam sem medo. Ao regressarem do funeral, vão preparar aromas e perfumes já com a ideia de voltarem ao sepulcro (cf. Lc 23, 56).

    E assim fizeram, pelo que esta se tornou a «hora das discípulas». Não espanta, por isso, que as notícias em primeira mão da manhã da Ressurreição tenham sido dadas por elas. Foi, desde logo, uma discípula a dar a dois discípulos a notícia de que teriam levado o corpo de Jesus (cf. Jo 20, 2). E foram as discípulas a dar aos discípulos a notícia de que, afinal, Jesus tinha ressuscitado (cf. Mt 28, 7-8).


    D. Em louvor da «miróforas»



    1. Quando receberam o alerta de que teriam levado o corpo de Jesus, os dois discípulos avisados foram ao sepulcro. Registaram o que se estava a passar e voltaram para casa (cf. Jo 20, 10). Só uma discípula (Maria Madalena) permaneceu (cf. Jo 20, 11).

    Por tal motivo, é lícito concluir — como fez a Tradição — que as mulheres foram as «apóstolas dos apóstolos», aquelas que deram aos apóstolos a maior — e a mais bela — notícia. E o certo é que, ainda hoje, o Evangelho da Vigília Pascal começa com a referência às mulheres e ao seu papel na divulgação da Ressurreição.



    1. Na Liturgia Ortodoxa, elas são comemoradas no segundo Domingo da Páscoa. São exaltadas como «miróforas», que significa «aquelas que transportam aromas ou perfumes». Fazem-lhes homenagens com orações e cânticos. Elas são elogiadas pela sua coragem, pelo seu destemor e sobretudo pelo seu amor. É claro que elas ainda pesaram as dificuldades que iriam encontrar: «Quem nos irá tirar a pedra da entrada do sepulcro?» (Mc 16, 3). Mas nem isso as demoveu. Não é o amor mais forte que a própria morte (cf. Ct 8, 7)?

    A Liturgia Ortodoxa intenta figurar a cena: «Ao amanhecer, as “miróforas”, tomando consigo os aromas, foram ao sepulcro e, notando coisas que não esperavam, pasmas ao ver a pedra removida, diziam: “Onde estão os lacres do túmulo? Onde estão os guardas que Pilatos enviou?” Mas os seus temores cessaram ao ver o anjo dirigir-se a elas: “Porque procurais em pranto Aquele que está vivo? Cristo ressurgiu dos mortos”. Então, as santas mulheres derramaram óleos perfumados e lágrimas no sepulcro e a sua boca encheu-se de júbilo ao proclamar: “O Senhor ressuscitou!”». Outro hino bizantino resume o que aconteceu: «Às piedosas “miróforas” o Anjo disse: “Os aromas são para aos mortos! Cristo, porém, está vivo”».


    E. Melhor do que «ver para crer» é «crer para ver»



    1. E, de facto, elas anunciaram que Jesus estava vivo. Só que não foram muito bem sucedidas no seu anúncio. Marcos diz que os discípulos não acreditaram (cf. Mc 16, 11). Lucas, por sua vez, anota que o anúncio das mulheres parecia um desvario, pelo que os discípulos não lhes deram crédito (cf. Lc 24, 11). Só passaram a acreditar quando Jesus apareceu a Pedro (cf. Lc 24, 34).

    Haveria aqui alguma ponta de rivalidade ou — quem sabe — de misoginia? Marcos declara que os discípulos não acreditaram que Jesus fosse visto por Madalena (cf. Mc 16, 11). É por isso que Tomé não foi o único a ser afogado pelas dúvidas. Os outros discípulos também se mostraram cépticos antes de saberem da aparição de Pedro e de serem, também eles, visitados por Jesus.



    1. Deixemo-nos, pois, visitar por Jesus. Ele bate à nossa porta e chama por nós (cf. Ap 3, 20). Jesus, que não desiste de Tomé, também não desiste de nós. Como fez a Tomé, também hoje vem ao nosso encontro, também hoje Se deixa tocar por nós. Também hoje nos convida a meter a nossa mão no Seu lado (cf. Jo 20, 27).

    Digamos a todos o que os discípulos disseram a Tomé: «Vimos o Senhor» (Jo 20, 25). E que felizes nós somos porque vemos o Senhor! Estamos sempre a vê-Lo na fé. Por conseguinte, melhor do que «ver para crer» é «crer para ver». Feliz não é quem crê porque vê. Feliz é quem vê porque crê. Nós não acreditamos porque vemos. Nós vemos porque acreditamos. Na fé conseguimos ver até o invisível. Em vez de «ver para crer», habituemo-nos, então, a «crer para ver». Quem acreditar nunca deixará de encontrar. São os «óculos da fé» que nos guiarão pelas estradas do mundo. São os «óculos da fé» que nos iluminarão com um amor sempre mais profundo!Quem foi a primeira pessoa a ser visitada pelo Ressuscitado?

publicado por Theosfera às 05:01

Hoje, 28 de Abril (II Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia), é dia de Sta. Teodora, S. Dídimo, S. Pedro Maria Chanel, S. Luís Maria Grignion de Monfort, S. Pusquésio e Sta. Maria Luísa Trichet.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 27 de Abril de 2019

Hoje, 27 de Abril (Sábado da Oitava da Páscoa), é dia de Nossa Senhora de Monserrate, Sta. Zita (padroeira das empregadas domésticas e das despenseiras) e Sto. Ântimo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 26 de Abril de 2019

Hoje, 26 de Abril, (Sexta-Feira da Oitava da Páscoa) é dia de Nossa Senhora, Mãe do Bom Conselho, Sto. Anacleto, S. Marcelino, S. Pedro de Rates, S. Pascásio, S. Basílio de Amaseia, S. Gregório e S. Domingos (Pregadores).

Um santo e abençoado dia  pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

Hoje, 25 de Abril (Quinta-Feira da Oitava da Páscoa e aniversário da Instauração da Democracia), é dia de S. Marcos, Evangelista, Sto. Estêvão de Antioquia e S. Pedro de S. José Betancourt.

Refira-se que S. Marcos é considerado padroeiro dos vidraceiros e notários, e invocado contra a sarna.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 24 de Abril de 2019

Hoje, 24 de Abril (Quarta-Feira da Oitava da Páscoa), é dia de S. Fiel de Sigmaringa, S. Gregório de Elvira, Sta. Maria de Santa Eufrásia Pelletier, S. Bento Menni e Conversão de Sto. Agostinho.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 23 de Abril de 2019

Hoje, 23 de Abril (Terça-Feira da Oitava da Páscoa), é dia de Sto. Adalberto, Sto. Egídio de Assis, Sta. Helena de Údine, S. Jorge, Sta. Teresa Maria da Cruz e Sta. Maria Gabriela Sagheddu.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 22 de Abril de 2019

Hoje, 22 de Abril (Segunda-Feira da Oitava da Páscoa), é dia de Sta. Senhorinha, S. Sotero, S. Caio, S. Leónidas, Sto. Hugo de Grenoble e Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus.

Um santo e abençoado dia pascal ara todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 21 de Abril de 2019

Já é Páscoa no tempo,

há alegria e esplendor,

vivacidade e contentamento.

Os foguetes vão estourar,

as flores vão brilhar,

as pessoas vão vibrar,

as casas vão encher

para Te acolher, Senhor.

Há dois mil anos,

removeste a pesada pedra do Teu sepulcro.

Pedimos-Te, Senhor,

que, hoje mesmo,

removas alguma pedra que ainda endureça os nossos corações:

a pedra do pecado,

a pedra do egoísmo,

a pedra da falsidade,

a pedra da injustiça, do ódio e da violência.

Aqui nos tens, Senhor,

não queremos ser sepultura mas berço.

Queremos que nasças sempre em nós

e queremos renascer sempre para Ti.

É tempo de Páscoa.

Exulta a natureza.

Vibram as crianças.

Cantem as multidões.

Que a Páscoa traga Paz,

Amor, Partilha e Felicidade.

Que os rostos sorriam,

que as mãos se juntem,

que os passos se aproximem,

que os corações se abram.

Obrigado, Senhor,

por morreres por nós.

Obrigado, Senhor,

por ressuscitares para nós.

Voltaste para o Pai e permaneces connosco.

Na Eucarista, és sempre o Emanuel.

Que Te saibamos receber

e que Te queiramos anunciar.

Hoje vais entrar em nossas casas.

Que nós nunca Te afastemos da nossa vida.

É Páscoa no tempo.

Que seja Páscoa na vida,

na nossa vida,

na vida da humanidade inteira.

publicado por Theosfera às 11:06

A. Em nós Ele está, connosco para sempre ficará

1. Um grito vem desta noite: «Não está aqui!» (Mt 28, 6; Lc 24, 6). Efectivamente, Jesus já não está ali, no lugar da morte. Jesus para o Pai voltou, mas connosco continuou. Ele já «não está ali!» Agora, Ele está (também) em si! Aleluia! Louvemos o Senhor. A todos levemos sempre o Seu amor!

É por causa do que aconteceu esta noite que nenhum cristão diz que «Jesus viveu». Por causa do que aconteceu esta noite, todos nós, cristãos, dizemos — proclamamos e cantamos — que «Jesus está vivo». Eis a grande notícia que atravessa este dia. Eis a maior vitória registada em toda a história: a morte, essa atrevida, para sempre foi vencida. Aquele que morreu, a própria morte venceu. Eis, em suma, a razão deste dia da Ressurreição: Jesus venceu a morte; o Seu amor é sumamente forte. Em nós Ele está; connosco para sempre ficará. Por nós Ele Se deixa ver. E a Sua paz sobre todos vai descer.

 

  1. Se repararmos bem, o texto que escutámos apresenta-nos a primeira visão de Jesus após a Ressurreição. Foi o Discípulo Amado — o apóstolo João segundo a Tradição — que do Ressuscitado teve a primeira visão. Não se trata de uma aparição física, mas de uma aparição mística.

A primeira aparição física foi a Maria de Magdala (cf. Mc 16, 9), perto do sepulcro (cf. Jo 20, 11). Ela «viu» Jesus cá fora (cf. Jo 20, 18). Só que João já tinha «visto» Jesus lá dentro (cf. Jo 20, 8). Foi uma visão mística, mas real, à qual os acontecimentos deram uma confirmação total.


B. O «sinal do pano»



  1. Que «viu» João, afinal? No exterior, viu apenas as ligaduras e o pano que cobriu o rosto de Jesus (cf. Jo 20, 6-7). Mas, no seu interior, ele «viu» Jesus. Houve um «pormenor» que despertou seguramente a sua atenção: a posição do pano. É que o pano não estava ao pé das ligaduras; estava arrumado «num lugar à parte» (Jo 20, 7).

Se o corpo de Jesus tivesse sido roubado — como pensava Maria de Magdala (cf. Jo 20, 2) —, o pano não ficaria arrumado (cf. Jo 20, 7). Não é suposto que os ladrões tenham estes cuidados. A prática dos ladrões é pôr em desordem o que está ordenado.



  1. Mas houve ainda um outro aspecto que terá passado pelo espírito de João. Aquele pano arrumado continha uma mensagem. É que, entre os judeus, um criado não podia tocar na mesa antes de o seu senhor ter terminado a refeição. E como é que ele sabia que o senhor terminara? Precisamente pela posição do pano que tinha ao lado do prato. Se o senhor amarrotasse o pano, queria dizer: «Já terminei». Mas se, ao levantar-se, deixasse o pano dobrado, o criado continuava a não poder tocar na mesa, porque aquele pano dobrado queria dizer: «Eu ainda voltarei!»


C. «Viu e acreditou» quer dizer «Viu porque acreditou»



  1. Foi então que João percebeu que a vida venceu. Jesus tinha voltado. Tanto assim que, logo a seguir, somos informados de que — ali mesmo, perto do sepulcro (cf. Jo 20, 11) —, Jesus aparece a Maria de Magdala (cf. Jo 20, 14-18). Mas, antes de aparecer no exterior a Maria de Magdala, já aparecido no interior de João.

A fé é a grande visão, a maior visão, a verdadeira visão. Daí que, quando censura a incredulidade de Tomé e proclama felizes os que acreditam sem terem visto (cf. Jo 20, 29), Jesus também esteja a elogiar João. De facto, o Discípulo Amado foi o primeiro a ver. Foi a sua fé, alimentada pelo amor, que o levou a perceber tudo. Jesus não tinha sido roubado; Jesus tinha, sim, ressuscitado!



  1. Não é por acaso que o Evangelho diz que João «viu e acreditou» (Jo 20,8). É como se dissesse: «Viu porque acreditou». No sudário, João consegue «ver» Jesus. Este «ver» é fornecido pelo «acreditar». Acreditar é ver antes de ver, é ver sem ver. O caminho de João não foi, pois, ver para crer, mas crer para ver. Só quem crê consegue ver.

É por isso que a primeira aparição na manhã daquele dia não foi a uma conhecida Maria. É certo que Marcos informa que «Jesus apareceu “primeiramente” a Maria de Magdala» (Mc 16, 9). E o próprio João descreve tal aparição (cf. Jo 20, 14-18). Sucede que ela viu Jesus, mas sem saber que era Jesus (cf. Jo 20, 14). Foi quando Jesus pelo seu nome chamou que ela para Ele se voltou. Foi nesse instante que tudo se deu; foi aí que ela O reconheceu (cf. Jo 20, 16). Só que, enquanto Maria de Magdala começa por ver sem reconhecer, João reconhece mesmo antes de ver. Deste modo e como D. António Couto tem advertido, o sepulcro não estava vazio, mas cheio: cheio de sinais de vida, de vida divina, de vida feliz.


D. Na Igreja inteira, o amor tem a dianteira



  1. É curioso que, pelo relato, não sabemos com nitidez qual foi a reacção de Pedro. O Evangelho diz que João «viu e acreditou» (Jo 20, 7). Não quer dizer que Pedro não tenha acreditado, mas nada é referido. Lucas limita-se a notar que Pedro «voltou para casa, admirado com o sucedido» (Lc 24, 12). Talvez tenha necessitado de ser instruído por João que, ao contrário de Pedro, acompanhou Jesus até ao fim, até à Cruz.

Na Igreja inteira, o amor tem a dianteira. Mas, porque o amor é paciente (cf. 1Cor 13, 4), é capaz de esperar até por aqueles que vacilam no amor.



  1. E Maria? Será que Jesus não Lhe apareceu? É impressionante que um elenco tão pormenorizado como o de São Paulo — que chega a falar de uma aparição a mais de quinhentas pessoas (cf. 1Cor 15, 6) — tenha omitido a aparição à própria Mãe.

Não falta, entretanto, quem garanta que foi mesmo a Maria que Jesus apareceu em primeiríssimo lugar. Um autor do século V, chamado Sedúlio, assegura que o Ressuscitado mostrou-Se, antes de mais, à Sua Mãe. E, em 1997, São João Paulo II apresentou o motivo: «A ausência de Maria do grupo das mulheres que se dirige ao sepulcro pode constituir um indício de Ela já Se ter encontrado com Jesus». Maria — proclamada feliz por ter acreditado (cf. Lc 1, 45) — sabia que não era no túmulo que Jesus Se encontrava. Ela manteve sempre viva a chama da fé, preparando-Se para acolher o anúncio jubiloso — e surpreendente — da Ressurreição!


E. «Corramos» para Cristo e «corramos» para os outros levando-lhes Cristo



  1. Também hoje, Jesus está connosco. Neste dia da Ressurreição, continuamos a ser destinatários da Sua permanente aparição. Jesus continua a aparecer-nos na Sua Palavra, no Seu Pão, na Sua Igreja, em cada irmão. A Sua vida é a nossa vida. Ele, que morreu por nós, ressuscita para nós. Como Pedro, como João e como Maria de Magdala, façamos nós também deste dia um «dia de correria».

Como os discípulos da primeira hora, «corramos» nós — discípulos desta hora — para Cristo. «Corramos» para Cristo e «corramos» para os outros levando-lhes Jesus Cristo.



  1. Vivamos em Páscoa e não apenas no dia de Páscoa. É urgente que todas as nossas vidas sejam vidas de Páscoa. É a vida de Páscoa que dá sentido ao dia de Páscoa, ao tempo de Páscoa. Por isso, «aleluiemos». Nunca deixemos de «aleluiar», isto é, de louvar. Cristo está vivo na nossa vida e nós só estaremos vivos na vida de Cristo.

Há dois mil anos, foi Deus que disse a um homem: «O teu filho vive» (Jo 4, 50). Desde há dois mil anos, são os homens que dizem a Deus: «O Teu Filho vive. É n’Ele que nós vivemos». É Jesus que nos faz viver. É por Jesus que nem na morte havemos de morrer!

publicado por Theosfera às 05:48

Hoje, 21 de Abril, (Solenidade da Páscoa da Ressurreição), é dia de Sto. Anselmo de Aosta, S. Conrado de Parzham e S. Maximiano de Constantinopla.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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