O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 08 de Dezembro de 2009

 

À primeira vista, o mal parece levar a melhor.
Um rápido olhar pelo mundo mostrar-nos-á que o triunfo lhe pertence. De uma forma brutal. Cruel. Avassaladora. A impressão dominante é que vivemos submersos num irremediável «mistério de iniquidade».
Acontece que um é o discurso da realidade e outro, bem diferente, é o discurso da fé.
É interessante verificar que a linguagem da fé nem sequer nos fala de uma simetria entre o bem e o mal, entre a morte e a vida, entre o pecado e a graça. Não fala de uma simetria, mas de uma (reconfortante) assimetria.
Reparemos que Paulo não diz «onde abundou o pecado, abundou a graça», mas «onde abundou o pecado, superabundou a graça».
Eis pois uma certeza tranquilizante e sumamente mobilizadora: o mal tem uma palavra forte, uma palavra dura. Mas não tem a palavra última. Quando muito, poderá ter a palavra penúltima. A palavra última pertence ao bem. À graça. Ao amor. À vida.
 
publicado por Theosfera às 06:22

De Evágrio Pôntico a 8 de Dezembro de 2009 às 10:34
Excelente - e reconfortante - análise.
Sabe bem, logo pela manhã de hoje, que é um dia tão especial, ler palavras de sabedoria.
Tenho reparado, ao longo da vida, quer por experiência própria, quer alheia, que é como o Sr. Padre João diz: a palavra última é sempre a do Bem. Por vezes, contudo, chega um pouco tarde, depois de longo sofrimento... de muitas angústias...
Também é reconfortante ler a palavra de Deus, em Mateus 6, 31-34. "Por isso, não vos preocupeis (...) Procurai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e todos estas coisas vos serão dadas de acréscimo (...).
Se Deus o diz, é porque se cumpre.

Abraço no dia da Imaculada Conceição.

M.Rocchetta

De António a 8 de Dezembro de 2009 às 14:09
A Ressurreição de Cristo foi a Palavra Última.Embora se me afigure que o Mal é o maior problema filosófico.Porém,não entendo porque Deus permite o Mal,embora creia que nos criou em liberdade.Mas não o entendo quando imagino que Deus nos criou em liberdade e simultâneamente intervém perante alguns,mas não todos,dos Seus filhos.Nenhuma resposta,sobre esta questão,até agora me satisfez.O problema teológico estaria solucionado na perspectiva religiosa de Einstein,que acreditava em Deus mas não em Deus pessoal e distribuidor casuístico de Graças Divinas.Contudo,se me perguntarem se acredito nos milagres de Cristo,digo que sim.Nesta questão,confesso-me completamente à deriva.Sou apenas mais um com dúvidas e as respostas teologicamente " correctas" não operam...


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