O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 18 de Outubro de 2009

Parece que o Telejornal faz, hoje, 50 anos.

 

Lembro-me de que, antes do 25 de Abril, começava às nove e meia da noite.

 

Recordo a notícia, dada por Pedro Moutinho, da tentativa de golpe nas Caldas a 16 de Março de 1974.

 

E nunca mais esquecerei o noticiário de 25 de Abril, nesse dia às sete menos vinte da tarde, apresentado por Fernando Balsinha e Fialho Gouveia.

 

Os apresentadores eram sóbrios, cultivavam um low profile de que, hoje, sinto saudades.

 

O tempo não anda para trás. Mas nem tudo o que avança, avança bem.

publicado por Theosfera às 22:21

De Maria da Paz a 19 de Outubro de 2009 às 15:07
O problema é mesmo que muitas coisas avançaram no tempo, mas retrocederam na qualidade. A modéstia, a contenção, o aprumo dos apresentadores de televisão vinham da preparação recebida. Naqueles tempos. Hoje, é o que vemos e que nos magoa e que tanto mal faz à Juventude.
Se a Revolução de 74 tivesse acontecido para corrigir o que estava mal, conservando e melhorando, até, o que estava certo, o que estava bem, teríamos hoje uma Sociedade muito diferente para melhor e Instituições prestigiadas ao serviço da Comunidade.
O que aconteceu foi um vendaval de loucura e de loucuras, permitidas e incentivadas; uma libertinagem consentida e favorecida, com a consequente "soltura de costumes"; a falência, quase total, dos sentimentos e atitudes de honra e de dignidade. Quem pode viver neste clima?
Lembramos saudosamente os tempos em que vivíamos com outra dignidade e com um sentido para a Vida. E também para a Morte. Que não tinha a face do irremediável: era o sono dos Justos.
Era a Misericórdia Infinita de Deus para com os prevaricadores.
Os mais velhos recordam-se.
«Va, pensiero...»

Va, pensiero…
Verdi, Nabucco

(Le sponde dell' Eufrate. Ebrei incatenati e costretti al lavoro.)


SCENA IV

Va, pensiero, sull’alli dorate!
Va, ti posa sui clivi, sui colli,
ove olezzano tepide e molli
l’aure dolci del suolo natal!

Del Giordano le rive saluta,
del Sïonne le torri atterrate…
Oh mia patria, sì bella e perduta !
Oh membranza, sì cara e fatal!

Le memorie nel petto riaccendi,
ci favella del tempo che fu!
O simile di Solima, ai fati
traggi un suono di crudo lamento,
o t’ispiri il Signore un concento
che ne infonda al patire virtù !

che ne infonda al patire virtù !
che ne infonda al patire virtù !
al patire virtù !



Tradução e notas do Doutor Walter de Sousa Medeiros, Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra:

CENA IV
(Margens do Eufrates. Hebreus encadeados e obrigados a trabalhar.)

Vai, pensamento , em tuas asas douradas!
Vai, pousa nas ladeiras, pousa nas colinas,
onde tépidas e suaves, odoram
as auras doces da terra natal!


Do Jordão as ribeiras saúda,
de Sião, as torres aterradas…
Oh minha pátria, tão bela e perdida!
Oh lembrança, tão cara e fatal!

As memórias no peito reacende,
vai-nos falando do tempo que foi!
Ó símile de Sólima , aos fados
vem trazer um som de lamento cruel
ou o Senhor te inspire um acorde
que insufle ao sofrer a virtude!
que insufle ao sofrer a virtude!
que insufle ao sofrer a virtude!
ao sofrer a virtude!

1. 'Pensamento': com o sentido próximo de 'saudade'.
2. 'Ribeiras: na acepção clássica de 'margens'.
3. 'Sólima'´- isto é: a imagem da Jerusalém distante.
4. 'Acorde'- mais exactamente: um sentimento de conformidade com a vontade divina.

Maria da Paz











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