O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 02 de Novembro de 2011
O fim não é sinónimo de dissolução, de aniquilamento, de catástrofe, mas de acabamento, de realização, de plenitude.
         
 De resto, esta percepção povoa o imaginário colectivo da humanidade. Veja-se o caso do desporto. Todos os esforços de um ano visam um único objectivo: ser o primeiro no fim da competição.
 
Olhemos também para a vida estudantil. Noites em claro, horas a fio diante dos manuais, tudo se faz numa direcção muito nítida: ter aproveitamento no fim do ano lectivo.
         
Desde o começo, aponta-se logo para o fim. E isto justifica todos os sacrifícios, todas as provações, todas as contrariedades. O fim que se pretende alcançar é de tal modo mobilizador que os mais diversos obstáculos são enfrentados com entusiasmo e força de ânimo.
         
Centrar a vida em torno de um fim implica, como se compreende, uma grande disciplina.
         
Um desportista ou um estudante, para chegarem ao fim em boa posição, têm de renunciar a muitas coisas que, eventualmente, considerariam aprazíveis.
         
O fim de que Jesus nos fala não se atinge sem o abandono de muitas opções e de muitos comportamentos que, talvez, nos enchessem de satisfação.
         
O poder, a fama e a glória surgem-nos, com frequência, como objectivos atraentes.
         
Por causa de os conseguir, dispomo-nos a tudo. Acontece que a insatisfação não desaparece do nosso espírito. Os testemunhos, a este respeito, são abundantes e eloquentes.
         
Só Deus é um fim à altura do querer e do esperar humanos. No fundo, tudo aquilo a que aspiramos, nos é oferecido por Ele. Cabe-nos, portanto, ajustar a nossa existência em função deste fim. De que maneira?
         
Jesus é o caminho (Jo 14, 6). Seguir Jesus é enveredar pelo caminho que nos leva ao fim, à plenitude.
         
O próprio sofrimento não é capaz de impedir o acesso a Ele. Significativamente, foi quando atingiu o máximo de sofrimento que Jesus deu por cumprida a Sua missão.
         
Tudo está consumado — foram as Suas últimas palavras de acordo com o evangelista S. João (19, 30).
         
Dir-se-á que tudo isto é misterioso. Não o nego. Mas tudo isto é também muito belo. Pois, em Cristo, torna-se possível até encontrar o amor no ódio, o perdão na ofensa, a vida na morte, a eternidade no tempo.
         
Diante disto que importa saber o dia e a hora? Importa, sim, estar preparado.
publicado por Theosfera às 00:03

De António a 2 de Novembro de 2011 às 03:17
Tudo tende para um fim, mas o que vem depois é Mistério.Voltando, porém, a S. Paulo, numa das suas cartas aos Coríntios, se cada um de nós é o templo do Espírito Santo, como se conjuga então o Absoluto com o Relativo ? Quem somos nós então ? Qual a nossa própria matriz individual se tudo o que em nós reside é Deus ?

De Theosfera a 2 de Novembro de 2011 às 10:31
Não é fácil verbalizar, bom Amigo. Zubiri considerava o Homem como sendo absoluto. Mas ressalvava que era o Absoluto relativo, já que relacionado com o absolutamente Absoluto, que é Deus. A presença de Deus no Homem não desfugura a humanidade do Homem. É uma presença co-operante. Mas, como é óbvio, tudo remete para a esfera do mistério. Obrigado por tudo. Muita paz no Senhor Jesus.

De António a 2 de Novembro de 2011 às 12:25
Confesso, estimado padre João António, que essa passagem da carta de S. Paulo aos Coríntios é uma das que sempre me fascinou e interpelou. Se o Espírito Santo habita em cada um de nós e se não podemos ter, em nós, Deus em parte, mas apenas pela totalidade, então quem somos nós ? Quem é cada um de nós ? Só encontrei essa resposta na santidade humana. Aí o indivíduo mostra-se Absolutamente uno com Deus. Abraço amigo.

De Theosfera a 2 de Novembro de 2011 às 16:11
É isso mesmo, bom Amigo. Há um mistério profundo alojado na alma humana. Obrigado pot todos os contributos que tem enviado. Muita paz no Senhor Jesus. Abraço amigo.


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