O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 29 de Outubro de 2011

Nas crises, não encontramos apenas perigos. Deparamos também com oportunidades.

 

Os perigos aumentam se insistirmos no mesmo. As oportunidades crescerão se optarmos pelo diferente.

 

Todos estamos expostos aos perigos. Todos devemos estar abertos às oportunidades.

 

As religiões são chamadas a proporcionar uma oferta acrescida de espiritualidade. É isso o que as pessoas mais procuram hoje. E é o que elas têm direito a esperar.

 

Toda a gente sabe onde encontrar política. Às vezes, ela está até na religião.

 

Don Delillo, um dos autores mais lidos actualmente, arrasa no diagnóstico: «A religião não é, hoje, uma espiritualidade profunda; é parte da política».

 

Uma crise, enquanto momento de acrisolamento, pode constituir, para a religião, um regresso a ela própria.

 

A espiritualidade não é um pretexto para a pessoa se fechar. Pelo contrário, é o melhor meio de se abrir. A partir de si mesma. Do fundo de si mesma!

publicado por Theosfera às 11:44

De António a 29 de Outubro de 2011 às 14:00
A religião sempre foi manipulada pela política, mas a verdadeira espiritualidade não. Um dos maiores problemas que a História regista foi exactamente esse.Quando a religião se transformou em instituição de poder religioso para servir fins estritamente temporais.O segundo problema radicou e ainda radica na circunstância de tantas vezes se ter tolerado, branqueado, certo tipo de fenomenologia dita cristã com o desvirtuamento dos ensinamentos de Cristo. E foi através dessa forma ínvia que se tentou e ainda tenta justificar processos tão escabrosos como a satânica Inquisição e as perversas Cruzadas. A questão é essa mesma: o que deveria ter sido imediatamente denunciado como práticas intrinsecamente anti-cristãs foi acolhido como manifestação de Cristianismo. E não há, não pode haver, maior ofensa a Cristo do que dizer que as pessoas eram condenadas a morrer nas fogueiras por decorrência da doutrina cristã. Ou que os heróis de Montsegur foram chacinados por desrespeitarem os dogmas canonicamente instituídos.Quando Francisco de Assis foi falar com o papa Inocêncio III, Jesus de Nazaré estava certamente ao lado de Francisco de Assis como sempre esteve junto das vítimas da Inquisição e das Cruzadas. Quando olho para o castelo de Montsegur, enquanto cristão, sinto que Jesus Cristo não poderia senão ter estado ao lado das vítimas, não dos seus cruéis assassinos. Mas a lógica das religiões institucionalizadas é outra quando confunde espiritualidade com dominação ideológica.

De Theosfera a 29 de Outubro de 2011 às 16:21
uito obrigado, bom Amigo, por estas excelentes reflexões. Eu penso que esta crise pode ser regeneradora para as religiões se elas inflectirem e oferecerem o que o ser humano espera delas: uma espiritualidade com sabor a esperança. É que, como diz Edgar Morin, «quem não regenera, degenera». Que haja capacidade de ler a situação e coragem para tomar o rumo certo. Abraço amigo no Senhor Jesus.

De Evágrio Pôntico a 30 de Outubro de 2011 às 01:00
Sr. António, a história da Inquisição está muito mal contada - deturpada em absoluto - pelos inimigos da Igreja, que usam desse acontecimento como um cavalo de batalha para a denegrir...
Estude bem e veja até que ponto o poder temporal se serviu da Igreja, para se auto-justificar nos seus desmandos...

De António a 30 de Outubro de 2011 às 14:24
Sr. Evágrio

Já estudei a temática que referiu. A diferença é que divergimos na respectiva interpretação. Por mim, não gosto de branquear a deplorável história da Inquisição. E, quanto ao " estudar bem", nesta matéria, cada pessoa é livre de extrair as suas próprias conclusões.As torturas e fogueiras da Inquisição existiram mesmo. Tal como o Holocausto dos judeus. Exceptuando para os revisionistas da História, ao pior estilo do bispo Williamson.

De Anónimo a 30 de Outubro de 2011 às 15:53
"Estude bem e veja até que ponto o poder temporal se serviu da Igreja, para se auto-justificar nos seus desmandos..."

Em nota complementar à minha anterior resposta, sugiro-lhe que atente na instituição chamada Sinédrio e de uma personagem chamada Caifás.

Foi Pilatos quem lavou as mãos do sangue da condenação à morte de Jesus de Nazaré, mas foi o Sinédrio quem verdadeiramente determinou a possibilidade de ocorrência dessa condenação.

A história infelizmente repetiu-se com a Inquisição, a fazer as vezes do Sinédrio, e o poder temporal a substituir-se a Pilatos.

No caso do inquisitorial Sinédrio, a vítima foi Jesus de Nazaré

No caso da satânica Inquisição, as vítimas foram todas aquelas que estiverem no lugar de Jesus de Nazaré.

Não branqueie a História, Sr. Evágrio.De demagogia e hipocrisia estou farto O genuíno Cristianismo merece mais e melhor do que tentar justificar os actos intrinsecamente anti-cristãos, da Inquisição e das Cruzadas.

De Evágrio Pôntico a 31 de Outubro de 2011 às 10:25
Sr. António.
o que tem a ver a Inquisição com o Sinédrio...?!

Se o Sr. está farto de demagogia e de hipocrisia... dir-lhe-ei que eu também. E mais: de tergiversações à volta de temas sérios, aos quais o Sr. António procura imprimir o seu particular enfoque, considerando que tem a última palavra sobre o assunto, e que nada mais há a discutir.

Ainda sobre a Inquisição, digo-lhe que a maçonaria e a esquerdalha intelectualóide, que ingenuamente lhe dá cobertura, mentem de forma asquerosa quando pretendem imputar à Igreja Católica os desmandos dos esbirros da Inquisição! O Sr. António - como pessoa informada que é - não desconhecerá por certo que o objectivo maior da maçonaria é a destruição da Igreja Católica. Por isso, não são de admirar os ataques cerrados, eivados de peçonhenta mentira, que desferem à Igreja, a propósito de tudo e de nada…!
Esta é a realidade que deve ser contraposta às ideias falsas - e perversas - que por aí circulam abundantemente...

Para se entender melhor este fenómeno, e a bem da verdade, é necessário compulsar obras e estudos sérios e profundos, e não livros tendenciosos que apenas veiculam mentiras infames, com um único fim: descredibilizar a Igreja Católica…!

De António a 31 de Outubro de 2011 às 11:58
Sr. Evágrio

Repito-lhe: negar os crimes da Inquisição é como negar o Holocausto. O sr. tenta branquear a história da Inquisição exactamente como o bispo Williamson tenta negar o Holocausto.

Quanto às semelhanças entre o inquisitorial Sinédrio e a satânica Inquisição elas são por demais óbvias. E o que é evidente não carece de demonstração.

De Evágrio Pôntico a 1 de Novembro de 2011 às 01:05
Mais uma vez o Sr. António, à falta de melhores argumentos (contra a verdade não há argumentos...), e, na tentativa de me contestar, fala de algo que eu não afirmei.

Vejamos: diz o Sr António, referindo-se ao meu comentário anterior, que "negar os crimes da Inquisição..."
Ora, como bem se alcança da leitura do meu comentário, eu não afirmei nunca que a Inquisição não tivesse cometido crimes. O que disse, textualmente, e repito-o, é que "a maçonaria e a esquerdalha intelectualóide, que ingenuamente lhe dá cobertura, mentem de forma asquerosa quando pretendem imputar à Igreja Católica os desmandos dos esbirros da Inquisição…"

É algo de absolutamente distinto daquilo que o Sr. António pretende fazer crer que eu haja dito… As provas (escritas) estão à vista. Terá o Sr. António lido mal decerto…

É muito difícil que hoje, com tantos estudos e obras sérias acerca do assunto, ainda haja alguém que honestamente acredite, ou tente fazer crer, na tese de que os crimes da Inquisição têm a sua origem na Igreja Católica, ou que esta promoveu ou incentivou tais barbaridades…!

De António a 1 de Novembro de 2011 às 13:33
Tantas palavras Sr. Evágrio para negar o óbvio e branquear a história deplorável da Inquisição ? Recomendo-lhe a leitura dos Evangelhos e uma revisitação da figura de Jesus de Nazaré.

De Evágrio Pôntico a 3 de Novembro de 2011 às 00:04
Quem pretende branquear a História são os que - com suma ignorância, ou dolosamente - continuam a propalar que é à Igreja que cabem as maiores responsabilidades nos crimes cometidos pela Inquisição...
Contudo, e pelo contrário, foi a Igreja que conseguiu mitigar tais desmandos ordenados pelos tribunais comuns régios.

Infelizmente, a Inquisição é um período da História europeia que está cheio de fábulas e ficções, inventados pelos inimigos da Igreja.
O tema é difícil e complexo, é preciso estudá-lo profundamente para se alcançar a verdade - e ver até que ponto as mentiras sórdidas abundam na história "oficial" que os inimigos da Igreja querem fazer passar...

De modo especial, os iluministas do século XVIII, anticlericais e inimigos da Igreja, tendo Voltaire como corifeu, fizeram da Inquisição a sua principal arma de ataque à Igreja com o propósito de destruí-la. E tal desiderato, pelo que se vê, continua bem presente nos dias de hoje...


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