O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

Atesta José Rodrigues dos Santos que Maria não foi virgem e que teve mais filhos.

 

A tese não é nova e a resposta também é antiga.

 

Quando anuncia a vinda do Messias, Isaías (7, 14) usa a palavra hebraica «almah». Etimologicamente significa «jovem». É claro que «jovem» não é necessariamente o mesmo que «virgem».

 

Acontece que a tradição judaica mais erudita sempre entendeu «almah» no sentido de «virgem».

 

Por isso, os tradutores da Bíblia para o grego, no século III a.C., usaram o termo «parthénos» (virgem) para traduzir «almah».

 

S. Mateus (1, 23) utilizou a profecia de Isaías na sua forma grega: «parthénos».

 

Quanto aos «irmãos» de Jesus, é preciso ter presente que quer o hebraico «ah», quer o grego «adélphos» incluem não apenas os filhos do mesmo pai e da mesma mãe, mas também os primos, os tios, etc.

 

É possível ser mãe e ser virgem? Segundo a fé, é possível. De que modo? Não sabemos.

 

Acontece que uma das formas de saber que a razão nos oferece é, desde logo, o não saber.

 

Ninguém chega a saber alguma coisa se não começar por saber que não sabe.

 

As perguntas pertencem à razão. Mas há respostas que pertencerão sempre ao mistério.

 

É por isso que a fé não é racional, mas razoável. A razão não a explica, mas admite-a.

 

Isto não deslustra a razão nem apouca a fé. Como notava Pascal, «é um acto de razão reconhecer que há uma infinidade de coisas que a ultrapassam»!
 

Mas também se não fosse assim, teria o profeta Isaías (7, 14) necessidade de falar de «sinal»?

 

Uma jovem dar à luz é a coisa mais normal. Já dar à luz e ser virgem sai totalmente fora da normalidade.

 

Mas, como tudo, a fé é uma proposta livre para uma resposta livre.

 

É um acontecimento da liberdade. Só na liberdade há condições para acreditar. Só crê quem quer.

 

publicado por Theosfera às 14:00

De Marta M a 27 de Outubro de 2011 às 14:30
Sr. Professor
Sempre achei que Jesus humanizado faria muito mais por todos nós, e pela nossa fé, do que um Cristo absolutamente santo e desprovido de defeitos.
A ideia de mandar o seu filho como Homem de carne e osso, a viver nas circunstâncias comuns a todos os outros homens, seria a forma de provar que, nestas circunstâncias e precisamente na condição humana, conseguimos ser melhores.
Santos e profetas já havia muitos. A mensagem Cristã é diferente...
É real. Nada do que se aproxime dessa condição a diminui.
Obrigada por mais esta reflexão.
Marta M

De Theosfera a 27 de Outubro de 2011 às 15:30
Concordo inteiramente. Jesus é Deus humanizado. A forma de Se humanizar podia ser qualquer uma. A fé diz-nos que foi esta. Não é o mistério que desumaniza. Torna ainda mais sublime a humanidade de Deus. Se Deus Se fizesse homem através de um acto de geração normal, mão haveria qualquer problema. Mas Deus tem os Seus desígnios. I importante é que Ele, Jesus, continua no meio de nós, a ser o Emanuel, o Deus connosco. Estamos no ano 2011 não d.C. mas c.C. (com Cristo). Muito obrigado pela presença e reflexão.

De António a 27 de Outubro de 2011 às 23:05
Com todo o respeito por entendimento contrário, interpreto que Jesus de Nazaré teve outros irmãos consanguíneos, filhos de Maria e José. Há várias passagens dos Evangelhos que atestam esta tese e outros elementos adicionais, quer do NT, quer de vários autores do primitivo Cristianismo, que apontam, coerente e consistentemente, nesse sentido. S. Paulo usou uma expressão grega específica para referir-se a Tiago como o " irmão do Senhor", que significa irmão biológico, sendo certo que existia outra palavra, " adelphoi" , para distinguir os " primos" dos " irmãos",e que Paulo perfeitamente conhecia e dominava. Também Hegésipo foi citado por Eusébio de Cesareia, na História Eclesiástica,nos seguintes termos:"da família do Senhor ainda estão vivos os netos de Judas, que acredita-se que tenha sido irmão do Senhor pela carne" . É certo que os Evangelhos asseveram que Jesus nasceu por via de Concepção Virginal. Literalidade ou simbologia ? Não sei, teria também preferido que tivesse sido meramente simbólico. Se Deus estiver em alguém, estará em cada um de nós. E cada um de nós não necessita de concepções virginais para sermos puros. A nossa Pureza é a Pureza de Deus. Nós é que tantas vezes A conspurcamos com preconceitos renitentes.

De Licurgo a 28 de Outubro de 2011 às 00:27
Lá vem o Sr. António espalhar a confusão com as costumeiras certezas.
Quantas vezes abordou já esta questão?
Penso que o Sr. Padre já respondeu suficientemente a essa questão, com a autoridade de quem sabe do que fala.
Pretenderá o Sr. António arvorar-se em teólogo, só porque rebusca umas coisas e as planta aqui? Será para confundir que o faz?
Há verdades da Fé que só se entendem pela Fé.

De António a 28 de Outubro de 2011 às 00:34
Sr. Licurgo

Volto a repetir-lhe: vivemos em Democracia e as suas certezas não são mais intelectualmente respeitáveis do que as minhas convicções

De Anónimo a 4 de Abril de 2013 às 12:16
Senhor Licurgo:
Por favor, respeite a opinião dos outros irmãos. Se colocam questões é porque se debruçam sobre a palavra de Jesus, o que é bom. Deus não gosta nada que nós procedamos desse modo. Desculpe a minha chamada de atenção, mas é por amizade em Cristo.

De Maria da Paz a 28 de Outubro de 2011 às 23:05
«Como notava Pascal, «é um acto de razão reconhecer que há uma infinidade de coisas que a ultrapassam»!»
Bom começo para a minha reflexão, Rev.mo Senhor Doutor!

Sei que a união carnal entre um homem e uma mulher, quando realizada num contexto de casamento, preparado com sentido de responsabilidade e com verdadeiro amor, é sagrada e agrada a Deus.
Os nossos Pais sagraram-se, também pelo seu casamento, graças ao qual estamos aqui e agora.

Mas com Nossa Senhora as coisas são diferentes! Se somos cristãos e acreditamos que Jesus Cristo, o Emanuel, é verdadeiramente Filho de Deus e Deus com o Pai, São José é o Pai adoptivo de Jesus. E, apesar de ser sagrada a união carnal de um homem com uma mulher, aquela Mulher, Maria, a Mãe de Jesus, era de uma maneira especialíssima consagrada a Deus. Ipso facto", não podia ser tocada por homem nenhum: Nossa Senhora pertencia inteiramente a Deus!

Penso que São José, «o varão a quem Deus chamou Pai», é o maior Santo que há no Céu! O Altíssimo adornou a sua alma com as mais preclaras virtudes de um Pai de Família, já que o escolheu para ser o protector de Seu próprio Filho, Jesus, e da Santíssima Virgem.
Muito obrigada, Rev.mo Senhor Doutor, pela sua explicação magistral.

O Autor do livro em questão foi infeliz no que escreveu, no tocante à ética; decerto, para "ser feliz" do ponto de vista comercial. Não devia falar do que não sabe e nem devia ofender as convicções dos outros. Falta-lhe delicadeza de sentimentos e a postura de correcção de um cavalheiro.A democracia não deveria servir para se dizerem ou para se escreverem disparates; muito mais quando se trata de matéria sagrada para alguns.
O mundo vai mal!
Maria da Paz

De Theosfera a 28 de Outubro de 2011 às 23:08
Ex.ma Senhora Dra: Muito obrigado pela visita e pela ressonância. Muita paz no Senhor. Abraço amigo.

De Ilídio Barros a 2 de Abril de 2013 às 16:57
Quem são os irmãos de Jesus?

http://padrepauloricardo.org/episodios/quem-sao-os-irmaos-de-jesus


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