O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

Às vezes, penso que são os contrários os maiores aliados (pelo menos, no plano táctico) dos contrários.

 

Exemplo: se a instituição eclesiástica tivesse estado sempre ao lado dos pobres, teria surgido o Marxismo?

 

Responde Luther King: «A grande tragédia é que o Cristianismo não percebeu que tinha em si a semente revolucionária. Não é preciso vir Karl Marx ensinar-nos a ser revolucionários. Eu não recebi a inspiração de Karl Marx; recebi-a de um homem chamado Jesus, um santo da Galileia. Um homem que estava ungido para resolver os problemas dos pobres».

publicado por Theosfera às 22:29

De António a 12 de Outubro de 2011 às 22:58
Segundo o meu ponto de vista, toda a conduta de Jesus de Nazaré foi eminentemente revolucionária. Cristo não apelou para mudanças progressivas no ser humano mas rápidas e súbitas. Isso sucedeu com os apóstolos que instantâneamente O seguiram, com a conversão de Paulo, após o episódio da estrada de Damasco, mas não tanto com Agostinho de Hipona, que desejou a castidade " mas não já". Francisco de Assis seguiu esse apelo revolucionário de Jesus de Nazaré, numa radicalidade de vida abrupta e consequente.

Quanto a mim, um dos exemplos mais marcantes dessa atitude revolucionária de Cristo está implícita no episódio da mulher adúltera. Cristo não disse que devia ser aplicada a lei moisaica, de suposta inspiração divina, nem nela havia qualquer excepção à sua aplicação se os executores não estivessem isentos de pecados. Jesus de Nazaré foi hábil perante os fariseus, é certo. Mas, se não o tivesse sido, a lapidação teria inevitavelmente ocorrido. No entanto, Cristo introduziu uma condicionante na aplicação da lei, que não estava prevista na lei moisaica, tornando a sua aplicação impossível.Em linguagem popular, podíamos dizer que Cristo deu um " nó cego" aos fariseus. Outro momento paradigmático dessa ruptura revolucionária sucedeu com Maria Madalena. Foi a primeira a ver Cristo ressuscitado. O primeiro testemunho da sua Ressurreição veio do testemunho de uma mulher, num tempo histórico em que os testemunhos das mulheres valiam probatoriamente menos do que os dos homens. Cristo conviveu com todos, independentemente dos seus estatutos sociais. Mas não residia em palácios sumptuosos e vivia com os mais pobres e socialmente marginalizados. O seu campo de acção foi claro e não neutral. Cristo assumiu sempre posições claras e não proferia discursos circulares. Também nunca quis conciliar matéria inconciliáveis. Por isso mesmo, acabou Crucificado...

De Theosfera a 13 de Outubro de 2011 às 00:07
Magnífica ressonância, bom Amigo. Tem toda a razão. Muitas vezes, passamos o tempo a apor atenuantes ao impacto da mensagem de Jesus. Citámo-Lo, mas não O vivemos. Mas, como dizia Pedro Castelao, «mais fiel não é quem mais cita, mas quem melhor vive». Muito obrigado. Abraço forte no Senhor Jesus.


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