O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

Na véspera de ser assassinado, a 4 de Abril de 1968, Martin Luther King proferiu a sua última alocução. Trata-se de um discurso antológico de alguém que, embora não visse realizado os seus sonhos, considera ter cumprido a sua missão e chegado, desse modo, ao cimo da montanha. Nem sequer se esqueceu de dizer como gostaria de ser recordado. Vale a pena meditar.

 

«Frequentemente, imagino que todos nós pensamos no dia em que seremos vitimados por aquilo que é o denominador comum e derradeiro da vida, essa alguma coisa a que chamamos morte.

 

Frequentemente, penso na minha própria morte e no meu funeral, mas não num sentido angustiante.

 

Frequentemente, pergunto a mim mesmo o que é que eu gostaria que fosse dito então, e deixo aqui a resposta.

 

Se estiverem ao meu lado quando eu encontrar o meu dia, lembrem-se de que não quero um longo funeral.

 

Se conseguirem alguém para fazer a oração fúnebre, digam-lhe: para não falar muito; para não mencionar que eu tenho trezentos prémios, isso não é importante; para não dizer o lugar onde estudei.

 

Eu gostaria que alguém mencionasse aquele dia em que eu tentei dar minha vida a serviço dos outros; em que eu tentei amar alguém; em que eu tentei ser honesto e caminhar com o próximo; em que eu tentei visitar os que estavam na prisão; em que eu tentei vestir um mendigo; em que eu tentei amar e servir a humanidade.

 

Sim, se quiserem dizer algo, digam que eu fui arauto: arauto da justiça; arauto da paz; arauto do direito.

 

Todas as outras coisas triviais não têm importância.

 

Não quero deixar nenhum dinheiro, coisas finas e luxuosas. Só quero deixar uma vida de dedicação.

 

E isto é tudo o que eu tenho a dizer: Se eu puder ajudar alguém a caminhar; se eu puder animar alguém com uma canção; se eu puder mostrar a alguém o caminho certo; se eu puder cumprir o meu dever de cristão; seu eu puder levar a solução a alguém; seu eu divulgar a mensagem que o Senhor deixou, então, a minha vida não terá sido em vão»!

publicado por Theosfera às 22:06

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