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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Em mais um aniversário do Concílio, valerá a pena empreender uma reflexão que, porventura, ainda não chegou a muitas latitudes.

 

Há quem teime em colocar o Concílio contra a Tradição e em estabelecer distinções entre cristãos pré-conciliares e cristãos conciliares ou, então, entre cristãos identitários e cristãos conciliares.

 

Ora, isto é um perigo e constitui uma leitura infundada. Revela, quase sempre, uma aproximação superficial e segmentada à letra e ao espírito do Concílio Vaticano II.

 

Não começa a Lumen Gentium por falar da identidade? E onde radica a identidade da Igreja? Não é no mistério, na Trindade, em Deus?

 

Há muitas leituras supostamente conciliares que se tornam anticonciliares. Desde logo porque são pouco conciliatórias. E, acima de tudo, porque, pretendendo espelhar o Concílio, se afastam do mesmo Concílio. 

 

É preciso ter presente que, numa altura em que se assiste a uma renovada busca de espiritualidade, há quem persista em atitudes de desalinhamento.

 

Há um problema sério que se vai manifestando em vastos sectores. O Concílio disse, na Dei Verbum, que a Igreja não é dona, mas serva da Palavra.

 

No entanto, há quem se comporte como proprietário da Igreja. Há quem não faça caso das referências e das normas da Igreja para, depois, se erigir a si mesmo em norma e em padrão.

 

Daí que, por vezes, quem queira, modestamente embora, viver o Concílio e tudo o que advém dele (como o Catecismo ou o Código) seja impedido e incomodado.

 

Na Igreja, há lugar para diferenças. Mas estas diferenças não podem atentar contra a unidade e o seu imperecível fundamento: Cristo presente na Sua Igreja.

 

Temos de estar precavidos que não falta quem ponha a correr uma série de máculas sobre quem procura estar com Cristo, sob a égide do Sucessor de Pedro e na esteira do que dimana do  sucedâneo do Colégio Apostólico.

 

A fidelidade é apresentada como eivada de tradicionalismo retrógrado e como padecendo de falta de espírito de grupo.

 

Temos de estar atentos. A Igreja, como diziam os escritores antigos, é um barco que vacila, mas não cai. Porque o seu piloto é Cristo e o seu mastro é a Cruz.

 

Basta estar em Cristo. Venham todas as adversidades, se tiverem de vir. A paz nunca se afastará do nosso coração.

publicado por Theosfera às 00:07

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