O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

A Igreja também morre?

 

Se cada um dos seus membros (nós) morre, se o Seu Fundador morreu e se Ele disse que o discípulo não é superior ao Mestre (cf. Jo 15, 20), então não há dúvida quanto à resposta.

 

E o certo é que, sem qualquer pendor masoquista, Cirilo de Alexandria cantava «um cântico de louvor pela morte da Igreja»!

 

Só que, tal como acontece em Jesus Cristo, a morte da Igreja é uma morte «morticida», uma morte que mata a morte, uma morte que é portadora de vida.

 

Não se trata, portanto, de extinção, mas de transformação e, neste caso, de coroamento, de plenitude, de suprema realização.

 

Dir-se-ia, à luz do que Jesus disse sobre a semente lançada a terra, que a Igreja vive para morrer e morre para viver!

 

Bruno Forte reconhece que «a Igreja cederá o lugar à luz plena da glória, quando Cristo vier finalmente na Sua última vinda».

 

Aliás, ela sabe que não é a luz, que não é o centro. A luz da Igreja é Jesus Cristo. O centro da Igreja é Deus, o Seu mistério, a Sua revelação, o Seu amor.

 

Nenhum eclesiocentrismo é saudável. Quando nos centramos na Igreja, não estamos a prestar um bom serviço à Igreja. A Igreja existe por causa de Jesus Cristo e da salvação da humanidade.

 

A morte da Igreja, insiste Bruno Forte, «é uma transformação no que há de melhor» já que nos conduz «da finitude do tempo para a eternidade da vida divina».

 

Numa altura em que a vida está cheia de adversidades, é reconfortante sentir que até a morte pode ser uma oportunidade. Nem a morte é o fim. Há um sentido para lá do fim.

 

Por isso, a morte não é termo, mas trânsito.

 

Pascalmente falando, é uma passagem que nos introduzirá na plenitude sonhada e na felicidade sem fim!

publicado por Theosfera às 09:14

mais sobre mim
pesquisar
 
Setembro 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
hora
Relogio com Javascript

blogs SAPO


Universidade de Aveiro