O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

Maria não se destaca tanto pela palavra proferida com os lábios como pela palavra pronunciada com a vida.

 

O contraste entre a fé e a vida é a maior debilidade que muitos atribuem à Igreja. Se esta é, pois, a grande carência, há-de ser também a maior urgência.

 

Maria é espelho porque é exemplo. Ela é educadora na fé pelo que diz com a vida. O sim que saiu dos Seus lábios já tinha saído da Sua vida, do Seu coração.

 

Não há dúvida de que a eloquência do exemplo é muito superior à persuasão do discurso. Albert Schweitzer recordou que «o exemplo não é a melhor maneira de convencer os outros; é a única»!

 

 

 É que, se falha a vivência, falha logo a credibilidade da comunicação. E nenhuma estratégia pedagógica conseguirá suprir esta carência primordial, este vácuo estrutural.

 

 Também na missão, a vontade é alguma coisa, a palavra é muito, o exemplo é tudo.

 

Só o exemplo consegue sufragar o que a vontade pretende e a palavra veicula.

 

É por isso que a consistência da fé é mais da ordem testemunhal que da ordem conceptual. Paulo VI já o reconhecera em 1974: «O mundo escuta mais as testemunhas que os mestres».

 

Maria dá-nos, por isso, o testemunho perfeito porque Ela é o exemplo total

 

Com Ela, a Igreja reaprende incessantemente a ser crente, orante, fiel, servidora, humilde, despojada.

 

A Igreja tem, assim, para o seu futuro aquilo que transporta desde o seu começo. Aquilo que a Igreja quer ser, afinal, já conseguiu ser. Em Maria.

 

Ela poderia subscrever o convite imperativo de Paulo: «Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo»(1Cor 4, 16).

 

Como lembra José Aldazábal, «Ela é quem melhor seguiu o Seu Filho, aquela que mais radicalmente cumpriu o Seu Evangelho».

 

O que nós nunca chegaremos a atingir já Maria o alcançou. Isto não é uma frustração para cada um de nós. É um estímulo para todos nós. Mesmo sabendo que nunca obteremos o mesmo padrão de santidade, fica sempre o apelo a não desistir.

 

Por assim dizer, Maria é o óptimo que nos convida a dar o máximo.

 

Eis, portanto, como Ela nos incentiva à procura. Ela desponta como «um roteiro vivo de toda a comunidade cristã».

 

Ela é o futuro que derrama luz sobre a obscuridade do nosso presente.

 

 

publicado por Theosfera às 12:20

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