O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Cresci (e as imagens da infância nunca se apagam) a ouvir falar de Lutero como sendo quase a encarnação do mal.

 

Recordo um livro de catequese que o figurava à beira de umas chamas incandescentes. E eram reportadas estórias em que ele aparecia a dizer à esposa: «Vês o Céu? Mas não é para nós»!

 

A verdade está sempre condicionada pelo tempo. Vim, mais tarde, a descobrir que Lutero foi um apaixonado por Jesus e que, pesem alguns excessos, quis uma profunda reforma na Igreja.

 

Ao contrário do que se diz, Lutero teve sempre uma grande veneração por Maria.

 

Viveu uma vida atormentada no Convento de Erfurt (que o Papa visitou esta manhã), pensando que Deus o ia condenar.

 

Foi, por isso, com alívio que, em 1513, encontrou «a justificação pela fé»(Rom 3,28).

 

A salvação é, antes de mais, um dom. Não somos nós que a merecemos.

 

Lutero tinha um temperamento sanguíneo, impetuoso. Mas foi um homem de Deus.

 

Depois de tantos desencontros, não terá chegado o momento do reencontro definitivo com a herança de Lutero?

 

Afinal, continuamos todos irmãos. Apesar de (ainda) separados.

publicado por Theosfera às 13:36

De António a 23 de Setembro de 2011 às 14:42
Na Alemanha já se pratica o culto comum, entre católicos e protestantes,embora com carácter residual. Que importam as diferenças teológicas, meramente adjectivas,se, no essencial, todos os cristãos são cristãos ?

O CVII trouxe-nos o bem do Ecumenismo e do diálogo inter-religioso.

Hoje, do meu ponto de vista, é ainda necessário que o diálogo se estenda à forma mais avançada de comunhão inter-cultural.

O genuíno valor da Fraternidade, faz-se no respeito pelas diferenças, não na totalitária tentação do unanimismo.

Há neste mundo ainda muita gente de Bem em todos os campos ideológicos e, se não for o critério da Bondade capaz de nos unir nas divergências, que outro será ? ...


De Theosfera a 23 de Setembro de 2011 às 15:40
Obrigado, bom Amigo, por mais esta bela síntese em chave prospectiva. A verdade só brilhar emoldurada pela bondade. Esta permite apurar que é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa. O que nos separa, no fundo, são aproximações, legítima sem dúvida, à única verdade que resplandece no global. A verdade, dizia Aristóteles na sua Metafísica, é católica, ou seja, está no todo («kath'olón»). A abertura ao global, na bondade do coração, é o melhor acesso à verdade. Obrigado por tudo. Muita paz no Senhor Jesus.


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