O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Façamos justiça a Bento XVI.

 

Esteja onde estiver, o Papa não foge aos problemas. Nem aos problemas externos, nem, mais notável, aos problemas internos.

 

Mesmo quando não lhe cabe resolvê-los, pelo menos assume-os, enfrenta-os.

 

E nem sequer se refugia naquele torturante lugar-comum de que não se deve falar mal da Igreja.

 

O mal não vem quando se reconhecem certos actos. O mal está quando eles são cometidos e, pior, repetidamente praticados.

 

Acresce que, pela sua natureza, a verdade nunca é para esconder, mas para revelar.

 

Ainda assim, impressiona como é que uma voz tão suave é capaz de proferir verdades tão fortes, por vezes tão duras.

 

Bento XVI não coloca um manto sobre a verdade. Pelo contrário, retira-lhe o véu.

 

Na viagem que o levou ao seu país natal, o Santo Padre disse perceber as pessoas que abandonam a Igreja por causa de certas atitudes. «Posso compreender que alguém diga: "Esta já não é a minha Igreja. A Igreja era para mim a força da humanização do amor. Se os representantes da Igreja fazem o contrário, não quero estar mais nesta Igreja"».

 

Não está em causa o erro, a falha. Aí, a misericórdia é o caminho e a tolerância tem de ser a regra.

 

Em causa está a desumanidade, a violação reiterada de direitos humanos.

 

Se a Igreja é o Corpo de Cristo e nela ocorrem, sistematicamente, certas situações, temos de aceitar que alguns pensem que o melhor é sair. Para continuar a estar com Cristo.

 

Por vezes, a obscuridade é tal que as pessoas são impelidas a acorrerem, logo, à fonte da luz.

 

Só a humildade cura. Só a mudança ajuda a recuperar a credibilidade perdida.

publicado por Theosfera às 10:31

De António a 23 de Setembro de 2011 às 13:05
Se os representantes da Igreja Católica não demonstrarem verdadeira Humildade no reconhecimento dos erros institucionais e individuais,que,no seu caminho evangelizador, têm sido cometidos, se não estiverem dispostos a rever as posições dogmáticas e teológicas firmadas, sempre que esse revisionismo se justificar, então o seu declínio irá, do meu ponto de vista, suceder a médio prazo.

Conheço vários católicos que vivem o Catolicismo de uma forma meramente tradicional, como redutora simbiótica de referenciação cultural.Há quem se case pela Igreja Católica ou quem baptize os seus filhos por razões de mero modismo social. Da mesma forma que se celebra o Natal na simples troca de presentes e na ênfase do bacalhau da Consoada.Nos dias que se seguem, a Igreja fica novamente acantonada, até ao próximo casamento,baptizado ou funeral.

Como se a presença no espaço eclesial se justificasse por lógicas de absoluto conformismo tradicional ou como oportunista chancela de " aggiornamento" congregante.

Os maiores adversários da Igreja Católica estão dentro dela. São exactamente aqueles que possuem perfeita noção dos seus males, mas que permanentemente silenciam as mudanças que se possam justificar.

Hoje, são precisos cada vez mais " hereges", que não se coíbam de seguir as pisadas firmes e decididas do maior "herético" de todos os tempos:

Jesus de Nazaré...

De Theosfera a 23 de Setembro de 2011 às 13:22
Muito pertinente a sua observação, bom Amigo. Eu penso que o Papa está a dar abundantes sinais de que a vida é o maior (e bem dizer, o único) sufrágio de todos os postulados. Abraço amigo no Senhor Jesus.


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