O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

 

O fim não é sinónimo de dissolução, de aniquilamento, de catástrofe, mas de acabamento, de realização, de plenitude.
         
 De resto, esta percepção povoa o imaginário colectivo da humanidade. Veja-se o caso do desporto. Todos os esforços de um ano visam um único objectivo: ser o primeiro no fim da competição.
 
Olhemos também para a vida estudantil. Noites em claro, horas a fio diante dos manuais, tudo se faz numa direcção muito nítida: ter aproveitamento no fim do ano lectivo.
         
Desde o começo, aponta-se logo para o fim. E isto justifica todos os sacrifícios, todas as provações, todas as contrariedades. O fim que se pretende alcançar é de tal modo mobilizador que os mais diversos obstáculos são enfrentados com entusiasmo e força de ânimo.
         
Centrar a vida em torno de um fim implica, como se compreende, uma grande disciplina.
         
Um desportista ou um estudante, para chegarem ao fim em boa posição, têm de renunciar a muitas coisas que, eventualmente, considerariam aprazíveis.
         
O fim de que Jesus nos fala não se atinge sem o abandono de muitas opções e de muitos comportamentos que, talvez, nos enchessem de satisfação.
         
O poder, a fama e a glória surgem-nos, com frequência, como objectivos atraentes.
         
Por causa de os conseguir, dispomo-nos a tudo. Acontece que a insatisfação não desaparece do nosso espírito. Os testemunhos, a este respeito, são abundantes e eloquentes.
         
Só Deus é um fim à altura do querer e do esperar humanos. No fundo, tudo aquilo a que aspiramos, nos é oferecido por Ele. Cabe-nos, portanto, ajustar a nossa existência em função deste fim. De que maneira?
         
Jesus é o caminho (Jo 14, 6). Seguir Jesus é enveredar pelo caminho que nos leva ao fim, à plenitude.
         
O próprio sofrimento não é capaz de impedir o acesso a Ele. Significativamente, foi quando atingiu o máximo de sofrimento que Jesus deu por cumprida a Sua missão.
         
Tudo está consumado — foram as Suas últimas palavras de acordo com o evangelista S. João (19, 30).
         
Dir-se-á que tudo isto é misterioso. Não o nego. Mas tudo isto é também muito belo. Pois, em Cristo, torna-se possível até encontrar o amor no ódio, o perdão na ofensa, a vida na morte, a eternidade no tempo.
         
Diante disto que importa saber o dia e a hora? Importa, sim, estar preparado.
 
publicado por Theosfera às 11:17

De António a 27 de Novembro de 2009 às 12:56
Costumo dizer que Deus só nos condenou à Perfeição.E eu não acreditaria Nele se admitisse que assim não fosse. Hoje, estou convicto que todos os seus filhos lá chegarão. Através de uma Longa Caminhada no enorme processo evolutivo da Vida.Para mim,quem esteve mais perto de esta visão foi Teilhard de Chardin, ao sustentar que Deus e o Universo mantêm uma criativa e dinâmica relação de progressiva evolução,no sentido dessa Perfeição.A problemática filosófica do Mal parece-me claramente resolvida com Allan Kardec, embora me pergunte sempre porque é que Deus não criou um mundo totalmente perfeito,sem dor nem sofrimento.Depois,continuo a indagar se o Criador e as Suas Criaturas não formarão uma Unidade.Ainda que seja difícil de entender como e porque é que o Absoluto se quis envolver no Relativo, o Sagrado no Profano, o Perfeito no Imperfeito, o Bem no Mal.E agora,a questão mais heterodoxa que alguma vez me coloquei: será que cada um de nós é a face invisível de Deus ? Será que,quando alguém,atinge a Santidade não se estará a mostrar como Deus ? Sempre que contemplo o sorriso bondoso de João Paulo I é mesmo isso que penso....


mais sobre mim
pesquisar
 
Novembro 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro