O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 13 de Setembro de 2011

1. Muita é a esperança que, apesar de tudo, assoma à porta das escolas.

 

Não obstante os escolhos, os sorrisos deste início de ano lectivo desvelam uma inesperada força anímica. Afinal, a energia que habita na alma das pessoas consegue «milagres».

 

Um papel central, em tudo isto, cabe, sem dúvida, ao professor.

 

Há quem queira ver a sua missão reduzida à função de um operador de ensino, dissipado entre reuniões a toda a hora e relatórios a toda a pressa.

 

Mas ele, o professor, é capaz de se reabastecer com um suplemento de ânimo e chegar ao fundo do ser dos seus alunos.

 

Um professor assim reabilita, do modo mais nobre, o lugar do mestre. Daquele que não se limita a debitar conhecimentos. Mas que oferece, pelo seu exemplo, um referencial de conduta para a vida.

 

 

2. O mestre nunca pode ser um mero técnico. E tem de ser mais que um especialista.

 

Acima de tudo, ele é um artista, uma espécie de parteiro, alguém que faz dar à luz o que está semeado na alma humana.

 

É por isso que o mestre é o que simplifica o que é complexo, o que clarifica o que se mostra obscuro e o que condensa o que está disperso.

 

O nosso sistema educativo não tem ido por este caminho. Às vezes, parece até enveredar pelo (des)caminho contrário.

 

Há quem queira fazer do professor alguém que complexifica o que é simples, que obscurece o que se mostra claro e o que dispersa o que surge condensado.

 

Ao professor tem de ser dada confiança e tem de ser exigida competência.  

 

 

3. Estudioso do sistema da Finlândia, Guilherme Valente informa que, naquele país, «os professores estão motivados e têm autonomia para trabalharem com eficácia».

 

Na Finlândia, «os docentes estão libertos das inutilidades e da burocracia com que, nas nossas escolas, inundadas por labiríntica legislação, se condiciona a função inestimável que deve ser a deles».

 

Já agora, convirá anotar outra «heresia» que o sistema finlandês comete: os alunos passam pouco tempo na escola.

 

O objectivo é que a escola seja vista segundo o seu objectivo central e não segundo objectivos laterais: «Quando se está na escola, está-se concentrado na escola».

 

A sala de aula não pode ser vista como o prolongamento do recreio. Aprender não é uma actividade lúdica. Tem de haver exigência desde o princípio.

 

Na Finlândia, a maior parte das reprovações ocorre no básico.

 

A mensagem é logo apreendida. Trata-se de «dizer aos alunos que vêm para trabalhar e aprender».

 

 

4. Eis o que se espera. Que os mais novos possam aprender a Língua, a Matemática, a História. E que se disponham a apreender igualmente a Urbanidade, o Respeito, a Bondade e a Tolerância.

 

São estes, em suma, os ingredientes daquele que é o «amor desegoízador» de que falava Agostinho da Silva.

 

Decididamente, não chega preparar cérebros. É decisivo formar pessoas.

 

A robustez da inteligência tem tudo a ganhar com a simplicidade do coração. É por aqui que passa o porte, a honradez, a rectidão.

 

Não basta estudar para o teste. É urgente estudar para a vida. Até porque a vida é o maior teste. E a permanente lição!

publicado por Theosfera às 12:47

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