O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

Poucas são as vezes em que vou à minha terra natal.

 

Mas sempre que lá volto é como se de lá não tivesse saído.

 

Está lá o berço em que nasci. Está lá o chão em que cresci. Estão lá muitas pessoas que conheci. E, nesta altura, voltam lá outras pessoas que também foram saindo.

 

A minha terra, como tantas outras, espraia-se para lá das suas fronteiras.

 

Ela não vai de Forjães a Porto de Rei, nem de Poçarro às Víduas. Vai de Portugal até à Suiça, passando pela França, pelo Brasil, não faltando uma grande população nas imediações de Lisboa e do Porto.

 

Há uma vibração que se nota, uma luz que se acende, uma emoção que se solta, qualquer coisa que não se explica, mas que se entende.

 

Séneca dizia que «ninguém ama a sua terra porque é grande, mas porque é sua».

 

Não é pelo chão, não é pela paisagem. É por causa daquele chão, daquela paisagem e sobretudo por causa daquela franqueza acolhedora e sempre sorridente que eu amo a minha terra.

 

É também por causa da Senhora da Guia. Não é o centro geodésico da freguesia, mas é o coração sentimental da população. Está lá a capela. Está lá o cemitério. Está já lá, pois, uma grande parte de cada um de nós.

 

Vou lá poucas vezes. Mas, a bem dizer, nunca de lá saí.

publicado por Theosfera às 12:35

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