O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

Numa altura como a que estamos a viver, todos reconhecemos a necessidade de cortar na despesa, mas parece que ninguém está disposto a abdicar de nada. Só mesmo os pobres que, à partida, já foram compelidos a abdicar.

 

Não é fácil gerir a vida de uma família, mas quem ouve os protestos e, ao mesmo tempo, acompanha a realidade fica um pouco perplexo.

 

Há despesas que podiam evitadas. Não para sempre. Mas numa fase de aperto como esta.

 

Só que, para tal, seria preciso que a «geração à rasca» se convertesse na «geração coragem» de que agora se fala.

 

Sabemos que a festa é importante para o equilíbrio da pessoa. E, ainda mais, quando a crise espreita. Ela pode funcionar como uma preciosa vitamina para o depauperado espírito.

 

Uma coisa, porém, é a festa como encontro, como celebração, como alegria. Outra coisa, bem diferente, são as festas dispendiosas que se fazem por toda a parte.

 

É claro que existe sempre retorno para o comércio local. Mas isso existiria sempre, ainda que numa dimensão talvez mais modesta.

 

O que impressiona é que estas romarias configuram um clima de ostentação e um volume de despesas que nada têm que ver com a crise que atravessamos.

 

E já que é obrigatório cortar, mais valia cortar no lazer do que no comer.

 

Tenho a sensação de que ainda não nos capacitamos devidamente para a austeridade que vem aí.

 

O que se gasta na folia vai fazer falta no dia-a-dia.

 

O que se investe agora pode fazer falta depois. Não muito depois, diga-se. 

publicado por Theosfera às 11:02

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