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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

O avolumar da crise e o estreitar de horizontes trazem para a discussão uma possibilidade que, ainda há meses, seria tida como despropositada: a saída de Portugal do euro.

 

Poderá ser uma tragédia, como garantiu Durão Barroso. Mas a continuidade também não deixará de ser um drama.

 

João Ferreira do Amaral foi dos primeiros a aventar essa hipótese. George Soros terá sido dos últimos a defender essa via.

 

Entre uma permanência e uma saída não haverá alternativa? Parece haver uma que Gustavo Cudell enuncia: uma saída suave, gradual e negociada.

 

O empresário não auspicia qualquer êxito para a estratégia que tem vindo a ser seguida. Considera-a mesmo como desastrosa: «Aumenta as dívidas, os juros e o desemprego e, consequentemente, faz minguar a economia dos países resgatados».

 

O problema está no euro: «O euro não funcionou nem vai funcionar, porque os países são completamente diferentes em cultura, dimensão do PIB per capita e competências ou "saber fazer" das populações. Neste momento, o euro é uma doença crónica para todos os países e os resgates são aspirinas para atenuar sintomas e anestesiar as populações».

 

Está visto que a entrada no euro ocorreu muito cedo, quando o país mais não tinha que uma convergência nominal com a média europeia. Só que faltava a convergência real. Não havia condições de produtividade, nem de competividade.

 

Mas se, na altura, era cedo para entrar, hoje parece ser tarde para sair.

 

No entanto, Gustavo Cudell vislumbra um caminho: uma saída gradual. «O processo terá de passar pela renegociação da dívida, incluindo um perdão parcial, por renegociar prazos e taxas de juro e por sair do euro».

 

Antevê, de resto, que os países mais ricos (como a Alemanha, a Holanda e a Áustria) também tenham de abandonar já que também estão a ser afectados.

 

Voltando o escudo, «as importações baixam, as exportações sobem, o desemprego cai, o turismo sobe, os imóveis transaccionam-se, o desemprego e o défice baixam. Desaparece o colete de forças do euro. Podemos respirar de novo e recuperar a soberania de Portugal (pelo menos em parte), que nos foi roubada de forma gradual».

 

O problema é que, no meio de tudo isto, houve economia a mais e política a menos. Tudo foi estribado em função dos mercados e do lucro.

 

Cada cimeira, que aponta uma solução, é logo desmentida pelo evoluir dos acontecimentos.

 

Sem uma verdadeira união política, não será possível qualquer união monetária.

 

Só é pena que alguns não tenham visto o que, na altura da adesão ao euro, era visível aos olhos de muitos.

publicado por Theosfera às 19:48

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