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Sábado, 13 de Agosto de 2011

Não deixemos de estar atentos aos sinais que vêm de Londres.

 

Porventura, não iremos ter o mesmo porque, entre nós, o desânimo parece ter degolado o próprio impulso de revolta.

 

Mas, mesmo assim, muita atenção.

 

Despachar, como se está a ver, a culpa é tranquilizador, mas não evita réplicas.

 

Começa a gerar-se um consenso em torno da (ir)responsabilidade dos revoltosos. Tudo lhes é permitido, dizem, e é por isso que se tornaram intratáveis.

 

Há quem advogue, portanto, mais repressão e nada mais.

 

Este é um ângulo preguiçoso para lidar com a magnitude do problema.

 

É certo que a responsabilidade pessoal nunca poderá ser negligenciada, embora se dispense o espectáculo mediático que está a ser feito com a procura dos envolvidos. O recato é sempre salutar.

 

Só que, além do factor pessoal, nunca podemos perder de vista o factor social.

 

Há pessoas que estão a ser denunciadas pelos próprios pais. Eis um sinal de que já nem os relacionamentos familiares funcionam. Os pais já não sabem o que fazem os filhos. Os filhos já não atendem ao que dizem os país.

 

Acresce que as políticas estão a tornar-se cada vez mais restritivas. Os apoios estão a ser cortados. As oprtunidades de trabalho estão a ser restringidas.

 

As pessoas habituaram-se a ter direitos. Não foram formadas para pensarem também nos deveres.

 

O problema não é só a pobreza. É também a impossibilidade de se ter o mesmo estilo de vida.

 

Tudo somado, temos um problema sério. Há pouco trabalho no interior das pessoas. Há poucos horizontes no exterior das pessoas.

 

Estamos num tempo em que tudo é permitido e em que, ao mesmo tempo, tudo parece ser negado.

 

Há um défice pior que o défice: um défice de sentido que, por sua vez, degenera num défice de esperança.

 

publicado por Theosfera às 11:30

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