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Sábado, 13 de Agosto de 2011

A assistência aos mais desfavorecidos é, sem dúvida, meritória e cada vez mais urgente.

 

Mas de um Governo não se espera uma mera assistência. De um Governo espera-se (e exige-se) que evite que as pessoas caiam em situações que as levem a recorrer à assistência.

 

O Programa de Emergência Social, recentemente anunciado, constitui, antes de mais, o reconhecimento de que a actual política está a atirar muita gente para a pobreza.

 

Não seria mais curial promover um modelo social justo que abrisse oportunidades?

 

O problema é que, além dos pobres que sempre o foram, há cada vez mais pessoas que têm pudor em assumir que estão na pobreza.

 

Esses nem pedir conseguem.

 

Além dos que estendem a mão, temos de pensar nos que já nem a voz conseguem fazer ouvir.

 

A estes talvez nem os medicamentos em vias de ser destruídos irão chegar.

 

Muitos estranham o conformismo que, apesar de tudo, se faz sentir.

 

Portugal não estará à beira de se tornar um vulcão. Mas pode estar na iminência de entrar numa prolongada anemia.

 

A indignação parece subsumir-se no desânimo.

publicado por Theosfera às 11:19

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