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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

O sonho da paz está aceso como nunca. Mas a realidade da guerra mantém-se activa como sempre.

 

Só mudam os protagonistas. E vai-se alargando o espectro. A guerra, já dizia Henry Heine, é tão velha como o homem, mas o campo a que ela se estende cresce a olhos vistos.

 

A guerra não se faz apenas do modo convencional. Além da guerra militar, temos a guerra política, a guerra económica e a guerra social. 

 

A guerra não ocorre só entre exércitos. Ela acontece também, e cada vez mais, entre culturas e civilizações.

 

Não é preciso sequer um grupo muito numeroso para desencadear um conflito. Basta o acto tresloucado de uma pessoa.

 

Com a entrada em cena da energia nuclear, um enorme potencial destruidor fica à mercê de poucos.

 

Um único assassino pode produzir muitos assassinados. É a passagem, assinalada por Edgar Morin, da era da morte para a época da megamorte.

 

Se repararmos bem, todo o espaço humano está muito belicoso. A violência não se verifica somente nas frentes de combate. Ela salta à vista até naquelas retaguardas que, até há pouco, eram vistas como uma espécie de resguardo da paz.

 

De facto, temos violência nos campos habituais de batalha. Mas ela aparece também nos lugares de trabalho, nos locais de lazer, nas escolas e, cada vez mais, nas próprias famílias.

 

O relacionamento social tornou-se explosivo, o que configura uma situação paradoxal. A sociedade é fundamental para a nossa sobrevivência. Mas pode ser o maior obstáculo à nossa existência. Por outras palavras, é impossível viver sem sociedade, mas, ao mesmo tempo, está a ser cada vez mais difícil viver em sociedade.

 

É aquilo a que já Immanuel Kant denominava «sociabilidade associal» do homem. É o que tanto provoca a cooperação como o conflito.

 

Anders Breivik ilustra esta contradição em grau superlativo. Sendo uma emanação da sociedade, desenvolveu uma personalidade associal que, no limite, o conduziu a um acto cruelmente antissocial

 

 

publicado por Theosfera às 00:01

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