O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 07 de Agosto de 2011

Qualquer coisa deve estar a tumultuar na geografia dos posicionamentos ideológicos e existenciais. É que os vanguardistas de sempre aparentam ser os conservadores de agora.

 

Uma conceituada cronista expende o seu lamento pelo que lhe é dado ver neste tempo de férias.

 

Na verdade, tempos houve em que, por assim dizer, durante a época de aulas se estudava e nas férias se lia. Ou seja, no decurso do ano lectivo a atenção estava voltada para os manuais e para as sebentas. Já as férias grandes eram ocupadas com os clássicos, os autores de referência na literatura, na filosofia, no ensaio.

 

Era, sem dúvida, um bálsamo para a alma ter tempo para ler. Era o melhor descanso que se podia ter.

 

As coisas mudaram. Como refere a cronista, hoje as pessoas não lêem; lêem-se. Lêem o que escrevem no facebook, nas redes sociais.

 

Também não têm muito tempo para ver. Olham-se a si mesmas. As fotos que se tiram não focam apenas as paisagens e os monumentos. Focam as pessoas enquadradas por um monte, uma praia ou uma igreja em fundo.

 

É assim que passamos o tempo. O narcisismo parece dispensar aprender com outros, com outras pessoas, com outras épocas. Deslumbramo-nos facilmente connosco. Andamos muito egocentrados...

publicado por Theosfera às 07:45

De Evágrio Pôntico a 7 de Agosto de 2011 às 03:13
In illo tempore... que alegria quando chegavam as férias...!
Corria-se à biblioteca itinerante (já acabou, suponho, uma pena... e uma perda para todos) da Gulbenkian e levavam-se vários livros para ler... Ou pediam-se livros emprestados a quem tinha mais posses.

A antevisão das leituras, dos momentos mergulhados nessas páginas de encanto, era já um doce mistério, uma sedução, um gozo quase irreprimível...!

Eram os clássicos da altura: Júlio Dinis, Camilo, Eça, Aquilino, Dantas, Fialho... por cá. De fora, lembro a maravilha que era (é) ler Sommerset Maugham, John Steinbeck, Pearl Buck, Hemingway, Victor Hugo, Alexandre Dumas... E os romances policiais e de detectives famosos : Conan Doyle (ah…! Sherlock Holmes e Dr. Watson!), Agatha Christie, o inspector Maigret, Ellery Queen…
Tudo sempre com boas traduções de gente sensível e entendida.

Não esqueço os grandes nomes da literatura brasileira: Erico Veríssimo, Manuel Bandeira, José Lins do Rego... E tantos, tantos outros...!

Com estes e outros autores (e bons tradutores) aprendi a amar a Língua Portuguesa! E a admirar e deliciar-me na arte maravilhosa dos génios que, com a pena, sabem transmitir o que há de mais sublime e profundo no espírito humano...

Santo Domingo, Sr. Padre João! Obrigado por mais este belo post!


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